domingo, 18 de março de 2012

Mentira e descrédito

Você costuma mentir para seus filhos?

É possível que, sem uma reflexão aprofundada, a maioria dos pais responda que não. Que a mentira não é uma boa medida pedagógica.

No entanto, é muito comum, no trato com os filhos, observarmos pais, mães e outros educadores, lançando mão de pequenas mentiras para convencer os filhos a fazerem o que eles desejam ou o que deve ser feito.

Assim é que, há poucos dias, vimos pelo telejornal, uma mãe convencer o filho a embarcar no avião, num dia em que jogaria o time para o qual ele torcia, mentindo que na aeronave ele poderia assistir ao jogo pela televisão.

Ao ser entrevistada, ela respondeu ao repórter que havia inventado uma "mentirinha" para que o filho embarcasse sem dar trabalho.

Apenas uma mentira sem importância para a mãe, mas de grandes proporções para aquele garotinho ávido por assistir seu time disputar uma partida decisiva.

Muitas vezes, para nos livrar da insistência do filho, prometemos coisas que sabemos, de antemão, que não vamos cumprir.

Se ele quer ir ao zoológico, por exemplo, prometemos que o levaremos noutro dia, e esse dia não chega nunca.

Se não quer ir para a escola, fazemos mil propostas interessantes, mas, tão logo ele consinta em ir, nos esquecemos delas.

Vezes sem conta, percebemos pais que enganam os filhos dizendo que vão dar uma saidinha e logo voltam, e se demoram dias em viagens de lazer, enquanto os pequenos, desiludidos, esperam e esperam...

São mentiras que, aparentemente sem importância, constróem nas almas infantis a descrença, a desconfiança e a insegurança.

São essas pequenas pedras apodrecidas que levantam homens falsos e mentirosos que não têm compromisso com a verdade e, muito menos, com os sentimentos alheios.

Crescem enganados e, se não forem espíritos elevados, incorporam essas vivências de forma natural, e a devolvem à sociedade conforme a receberam.

Depois, essa mesma sociedade reclama quando é iludida com promessas não cumpridas, com plataformas que não passam de simulacro, com mentiras e enganações.

É importante que pensemos, com seriedade, nas palavras destiladas dia a dia, junto aos filhos.

É imprescindível que analisemos muito bem as promessas que fazemos e, uma vez feitas, que sejam cumpridas. Mas, se por um motivo ou outro não as pudermos cumprir, que expliquemos o motivo, sem mentir nem iludir.

No princípio pode parecer difícil, mas a experiência prova que a verdade é eficaz e duradoura e que a mentira, além de ter as "pernas curtas", é ineficiente e prejudicial.

Pense nisso!

A mentira é como ácido corrosivo; dilacera os laços afetivos e os rompe pouco a pouco.

A verdade é a pedra boa que, empregada na construção do afeto, a torna sólida e duradoura, resistente a qualquer tempestade.

Pensemos nisso!
        
Redação do Momento Espírita
http://www.reflexao.com.br/


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