domingo, 9 de dezembro de 2012

É NATAL... Que ofertamos ao ANIVERSARIANTE?


No Livro “Os Mais Belos Contos de Natal”, com o título de O Quarto Rei Mago, há um deles, belíssimo, escrito pôr Joannes Joergensen, no qual atribui a uma lenda o fato de que Jesus não sorriu, ao receber as oferendas dos Reis Magos (Gaspar, Melquior e Baltazar), que se constituíam de ouro, incenso e mirra.

Mas o autor se refere à existência de um quarto rei, originário da Pérsia, que chegou atrasado... E de mãos vazias. Ao narrar pôr que chegara de mãos vazias, fez o pequeno Jesus se voltar para ele, estender-lhe suas mãozinhas e sorri-lhe.

Em seu relato afirma que, ao partir de seu amado país, trazia-Lhe precioso tesouro: três pérolas brancas, cada semelhante a um ovo de pomba, retiradas do mar da Pérsia.

Contudo, a primeira delas ofertou ao hospedeiro de uma estalagem, a fim de que buscasse um médico para um velho que tremia de febre, estendido num banco, próximo à lareira. Era magro e pobre, e muito parecido com seu próprio pai... 

Certamente seria enxotado no dia seguinte, se não morresse até lá. Que cuidasse dele e, se fosse o caso, desse-lhe uma sepultura digna.
No dia seguinte, em viagem, ouviu gritos vindo de um bosque. Verificou que se tratava de soldados que iam violentar jovem mulher.

Com a segunda pérola comprou sua liberdade. Ela beijou as mãos do rei e fugiu célere para as montanhas.
Restava-lhe uma pérola e, ao menos esta, pensava consigo, seria entregue ao pequeno Rei, nascido no Ocidente.

Seguindo em frente, aproximou-se de uma pequena cidade em chamas. Eram os soldados de Herodes, a executar-lhe as ordens de matar as crianças de dois anos para baixo.

Um deles mantinha, dependurado pôr uma perna, pequeno menino que se debatia e gritava. Ameaçava jogá-lo ao fogo. Sua mãe gritava desesperadamente.

Com a terceira pérola resgatou a criança, devolvendo-a á mãe, que a enlaçou em seus braços, fugindo, sem ao menos agradecer-lhe, tamanha era sua angústia.
Pôr isso chegara de mãos vazias... E lhe pedia perdão.

Aquele rei trazia, sim, as mãos vazias, mas o coração, esse, estava pleno de amor.
A compaixão que o moveu, nas três circunstancias, foi o melhor presente que, afinal, ofereceu ao meigo Jesus, ainda infante. Na sua conduta, demonstrou que se harmonizava com os futuros ensinos de Jesus em seu Evangelho. Nele, a vivência era visível e já se tornara uma segunda natureza. Já possuía o salutar hábito da bondade, em todas as suas ações.

O Espiritismo, o Consolador prometido pôr Jesus tem como objetivo primordial restabelecer, na Terra, o Cristianismo primitivo, sem os atavios e distorções que lhe acrescentamos os homens que o não assimilamos que o não compreendemos.

Em Jesus temos “o conquistador diferente”, no, dizer do Irmão X. “Jamais humilhou e feriu (...) recebeu sem revolta, ironias e bofetadas (...)” Ainda assim o temos tratado.

Pois, que temos nós ofertado ao Divino Amigo? Que temos feito de nossas vidas?
Será que o fazemos sorrir? Ou chorar?
Nossas mãos estão vazias porque nos despojamos de egoísmo e somos mais fraternos, mais dados à compaixão, mais caridoso material e moralmente, ou porque nada nos comove?

Temos hoje nova visão do Natal, ou permanecemos nas velhas ilusões do desperdício, da matança de animais, das bebedeiras, da alegria exterior? Compartilhamos com o próximo, de qualquer condição social, o júbilo íntimo, os bens e os talentos?

No nosso Natal, o Cristo está presente?

Texto Postado por Alexandre de Jesus na Rede Amigo Espírita

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