segunda-feira, 21 de setembro de 2009

DIA MUNDIAL DA DOENÇA DE ALZHEIMER


Dia Mundial da Doença de Alzheimer

Todos os anos no dia 21 de setembro pessoas do mundo inteiro participam de atividades cuja finalidade é unir as pessoas afetadas pela Doença de Alzheimer e outras demências e despertar na sociedade de um modo geral, um maior interesse e conhecimento sobre a doença de Alzheimer.


Em homenagem a minha querida mãe (essa senhora linda de 81 anos que aparece nas fotos acima) que é portadora de DA há quase nove anos, postarei hoje tudo que sei e já li sobre essa Demencia, para que todos fiquem alertas.
Como cuidadora posso dizer que atenção, carinho e dedicação integral é o melhor remedio pra deixar nosso paciente tranquilo, alegre e participativo (ainda que sem entendimento) da vida social. É muito difícil ser cuidador, mas é gratificante ver que você pode diminuir o sofrimento do seu ente querido, mantendo-o na sociedade sem nenhum tipo de preconceito por causa de suas limitações e de alguma forma impedindo o avanço rápido dessa triste doença.



O QUE É A DOENÇA DE ALZHEIMER

A doença de Alzheimer é uma demência degenerativa. Este conceito remete para uma alteração global do funcionamento cognitivo. É uma doença que começa com perturbações de memória em que o doente vai começando a ter queixas frequentes de não se lembrar do local onde colocou determinados objetos.


Numa fase inicial os doentes têm consciência da sua situação, mas há medida que a doença progride o doente vai perdendo a consciência da sua doença e das suas dificuldades.


Os problemas de linguagem também começam a ser cada vez maiores. O doente durante o seu discurso tem alguma dificuldade em encontrar as palavras e com o evoluir da doença, ao não conseguir encontra a palavra certa, cria paráfrases (palavras sem significado). A sua linguagem começa a ser cada vez mais confusa e a fazer cada vez menos sentido. A compreensão da linguagem também começa a ser cada vez mais difícil para o doente de Alzheimer.

Esta situação começa muitas vezes por trazer conflitos entre a o doente e a sua família, que não entende o doente e este que não se consegue fazer entender. Para agravar esta problemática, as alterações comportamentais e mudanças de personalidade também se começam a manifestar numa fase mais avançada da doença. Podem manifestar sintomas depressivos como, apatia, desinteresse, desmotivação, sintomas ansiosos tais como, ansiedade generalizada, fobias, perturbações obsessivo-compulsivas.

Podem manifestar também comportamentos agressivos, desinibição sexual ou até mesmo idéias delirantes.


A doença de Alzheimer é também caracterizada por perturbações Práticas, em que o doente começa a ter dificuldade na execução de gestos desde os mais simples tais como, dizer adeus, fazer o sinal de chamamento, benzer-se, até aos mais complexos, tais como servir-se de uma tesoura ou vestir-se.


O doente começa também por perder capacidades de orientação quer no espaço, em que acontece muitas vezes o doente perder-se mesmo perto de casa e mais tarde dentro da própra casa, quer no tempo, em que o doente não sabe nem em que dia e mês está e muitas vezes nem no ano em que se encontra.


O doente vai progressivamente perdendo também a capacidade de se lembrar de rostos (prosopagnosia), inicialmente dos menos familiares e à medida que a doença progride, vai-se esquecendo das pessoas mais proximas. Começa por se esquecer das noras e genros, depois dos netos, mais tarde dos filhos, e por último do conjuge e muitas vezes da sua própria identidade.


Por fim, quase todas as funções intelectivas superiores se perdem, e os pacientes, incontinentes, mudos e incapazes de se alimentarem por si mesmos, deixam de reconhecer até os mais familiares rostos e lugares. Morrem freqüentemente de alguma infecção, sobretudo pneumonia.


AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA NA DOENÇA DE ALZHEIMER


A avaliação Neuropsicológica é muito importante na doença de Alzheimer, na medida em que permite determinar com mais rigor a gravidade das das perturbações cognitivas e apoiar as constatações clínicas que apontam para um diagnóstico de demência.


Para haver um diagnóstico de doença de Alzheimer em primeiro lugar deve ser feito um diagnóstico diferencial, que permita excluir doenças que apresentam alguns sintomas identicos à doença de Alzheimer, tais como perturbações cognitivas não demênciais, outras demências degenerativas e não degenerativas. Por vezes torna-se difícil difrenciar a doença de Alzheimer numa fase inicial, de uma perturbação cognitiva não demêncial, como é o caso de uma sindrome depressiva, que apresenta também problemas de memória dos factos recentes, dificuldade de concentração e atenção, desinteresse, apatia e pouca iniciativa.


Para que o diagnóstico da doença de Alzheimer seja feito correctamente, para além do diagnóstico diferencial, devem ser avaliadas as várias perurbações cognitivas e não cognitivas inerentes à doença:


- Diagnóstico diferencial

- Avaliação das Perturbações da memória
- Avaliação das Perturbações da Linguagem
- Avaliação da Capacidade de Abstracção
- Avaliação das Perturbações Práxicas
- Avaliação das Perturbações Gnósicas
- Avaliação das Perturbações não Cognitivas (comportamentais e de humor)

TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO NA DOENÇA DE ALZHEIMER


O tratamento não farmacológico engloba uma variedade de técnicas que devem ser utilizadas consoantes a evolução da doença, ou seja, o tratamento não farmacológico será orientado de forma diferente ao longo das várias fases da doença.


Falar de reabilitação na doença de Alzheimer não parece que seja sensato, visto que reabilitação significa regeneração.

Ora, a doença de Alzheimer é uma demência degenerativa e por isso impossível de ser reversível. Em todo o caso podemos falar de habilitação, ou seja, preparar o doente e os seus familiares para a doença, no sentido de proporcionar uma melhor qualidade de vida a ambos, modificando comportamentos e padrões de vida desadaptativos ao nível da vida social, profissional e emocional.

É também importante trabalhar os aspectos cognitivos do doente, utilizando estratégias distintas em função do estado específico do doente, para que a evolução da doença seja mais lenta e para que o doente aprenda a lidar com as suas dificuldades inerentes a uma deterioração das funções cognitivas.


Adaptação do ambiente:


Em primeiro lugar o deve haver uma adaptação do ambiente onde o doente vive, às suas dificuldades. Sinalizações no chão ou nas paredes, desobstrução das passagens, etc.


Trabalhar aspectos emocionais:


O doente deverá ter apoio psicoterapêutico no sentido de minimizar o sofrimento causado pela síndrome depressiva ou pelas perturbações de ansiedade, típico da fase inicial da doença, em que o doente sente perder o controlo das situações e o medo do futuro.

Esta é uma fase em que o doente ainda tem consciência da sua situação e por isso devem ser trabalhados os sentimentos e emoções do doente relacionados com o seu problema.

O objetivo terapêutico deve ser o de estimular a auto-estima do doente, de reduzir os sentimentos de ansiedade e depressão, ajudá-lo a ter mais autonomia e a evitar a perda de controlo.


As técnicas cognitivo-comportamentais, como as estratégias de gestão de stress e reestruturação cognitiva, podem ser úteis, na medida em que podem reduzir a ansiedade e o medo face ao futuro.

As técnicas de relaxamento também podem ser eficazes para melhorar a qualidade do sono que é frequentemente alterada na doença de Alzheimer e as perturbações da ansiedade.


Estas técnicas podem e devem também ser aplicadas aos familiares do doente, que também estão a viver momentos de sofrimento, nomeadamente sentimentos depressivos e ansiosos.


Trabalhar os aspectos cognitivos:


A terapia deve também ajudar o doente a habilitar a sua memória utilizando métodos específicos, tais como utilização de agendas adaptadas ao doente e outras coisas práticas que o ajudem na sua vida quotidiana.


Outras técnicas de habilitação cognitiva, consistem em utilizar exercícios que permitam “desenvolver” a linguagem, a memória, a atenção-concentração, a leitura, a escrita, a orientação e a coordenação motora.


http://psicologiaeformacao.no.comunidades.net


Mal de Alzheimer – Genético ou Adquirido?
Por Mayana Zatz

O Mal de Alzheimer é genético ou adquirido? (...)


Antes de falar do Mal ou Doença de Alzheimer (DA) é importante lembrar que genético não é sinônimo de hereditário. Muitas doenças adquiridas podem ter um componente genético, ou seja, a pessoa pode ter uma predisposição menor ou maior de vir a manifestá-la. Mesmo no último caso, isso não significa um risco aumentado para os familiares.

É o caso da doença de Alzheimer. Chamamos de doença genética toda aquela que afeta nossos genes, mas que pode ou não ser hereditária. O câncer é outro exemplo de uma doença genética que raramente é hereditária, isto é, transmitido de geração para geração.


E a doença de Alzheimer?


A DA é causada por depósitos de placas amilóides no cérebro. Essas placas acabam interferindo nas conexões entre os neurônios e destruindo-os levando progressivamente a perda da capacidade cognitiva. Algumas formas de Alzheimer são hereditárias, e obedecem a um padrão de herança autossômica dominante. Já foram identificados pelo menos três genes responsáveis. Nesses casos, se o pai ou a mãe forem afetados, a probabilidade de transmitirem o gene defeituoso para sua descendência é de 50%. Mas essas formas hereditárias correspondem a menos de 10% dos casos.

Em 90%, a DA não é hereditária embora algumas pessoas podem ter uma predisposição maior de desenvolvê-la. Se você tiver um familiar com DA não se preocupe.

O risco de você desenvolvê-la é comparável ao da população em geral.


A DA desenvolve-se pelo estilo de vida?


Essa é uma pergunta interessante. Muitas das nossas características desenvolvem-se ao longo da vida, tais como obesidade, hipertensão. Genético ou adquirido? Na realidade, a maioria das nossas características obedecem a uma herança multifatorial. Isto é, dependem da interação dos nossos genes com o ambiente.

Não podemos alterar nossos genes, mas podemos proporcionar-lhes as melhores condições ambientais. No caso da DA, a receita é bem conhecida. Tenha uma vida saudável.

Exercite sua memória lendo, fazendo palavras cruzadas. Faça exercícios físicos.

Experiências com camundongos já mostraram que aqueles submetidos a exercícios melhoram a memória. Mesmo que você não tenha nenhuma predisposição genética de desenvolver DA, não há contra-indicação.


http://veja.abril.com.br/blog/genetica/

Dra. Mayana Zatz
Professora Titular
Laboratório de Doenças Neuromusculares

Coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano
Diretora Presidente da Associação Brasileira de Distrofia Muscular
Pró-Reitora de Pesquisa da USP
Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo
Mestrado e Doutorado em Genética no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo
Pós-doutorado em Genética Médica e Humana na University of Califórnia, Estados Unidos
Telefone: (055)(011) 3091-7563 e 3091-7581
Fax: (055)(011) 3091-7419
e-mail: mayazatz@usp.br
Currículo Lattes
Endereço:
Universidade de São Paulo
Instituto de Biociências
Centro de Estudos do Genoma Humano
Laboratório de Doenças Neuromusculares
Rua do Matão, 106
São Paulo - SP
CEP 05508-900

Doença de Alzheimer
Por Mayana Zatz

Há muito tempo acompanho seu trabalho na área de genética. Li recentemente sobre a descoberta de células do Mal de Alzheimer. (...)


O que são essas novas descobertas?

Com o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida, a doença de Alzheimer (DA), caracterizada pela perda progressiva da memória e da capacidade cognitiva, está se tornando cada vez mais frequente. Embora não tenhamos estatísticas precisas para a população brasileira sabemos que a doença atinge mais de 5 milhões de americanos.

Portanto, identificar novos genes e mecanismos responsáveis pela DA abre novas perspectivas de tratamento. É isso que dois grupos de pesquisadores independentes, um francês e outro britânico, acabam de publicar na revista Nature Genetics.


A DA pode ter herança dominante ou multifatorial


Existem formas da doença cujo início é precoce (entre 40 e 50 anos). Essa variações são causadas por pelo menos três genes autossômicos dominantes já identificados.

Uma pessoa portadora de uma mutação em um desses genes, além da quase certeza de desenvolver a doença (desde que viva o suficiente) terá um risco de 50% de transmiti-la à sua descendência.

Felizmente essas formas são raras e correspondem a menos de 10% de todos os casos de DA. As formas mais comuns, de início tardio (após os 60 anos) obedecem a uma herança mais complexa, dita multifatorial, isto é, pela interação de genes de suscetibilidade com fatores ambientais.


O que são esses genes de suscetibilidade?


São genes que aumentam o risco, mas não determinam que uma pessoa irá desenvolver a doença. Para que isso ocorra deve haver interação com outros genes de risco e fatores ambientais. Até o momento, o único gene de susceptibilidade para DA reconhecido em todos os estudos internacionais era o gene APOE, que pode se apresentar sob três formas: APOe2, APOe3 e APOe4. Pessoas portadoras da forma APOe4 têm um risco aumentado de vir a desenvolver a DA.


O que mostrou esse novo estudo publicado na revista Nature Genetics?


Os pesquisadores, em dois estudos independentes, um realizado na França e outro no Reino Unido, identificaram mais três genes de suscetibilidade denominados: clusterina, CR1 e PICALM. O estudo envolveu muitos milhares de pessoas, 16.000 só no estudo britânico.


O que fazem esses genes?


O gene PICALM atua na junção entre as células nervosas. Os genes da clusterina e CR1 interagem com a proteína amiloide que se acumula no cérebro de pacientes com DA, levando a morte celular e problemas cognitivos.

O interessante é que variantes do gene da clusterina podem ter dois papeis antagônicos: um benéfico auxiliando na remoção das placas amiloides ou um patogênico permitindo a formação de fibrilas, que vão ancorar as placas amiloides às células nervosas (como se fossem teias de aranha para ancorar suas presas). Já o gene CR1 está envolvido com o sistema imunológico.

Ele poderia atuar reconhecendo ou não as placas amiloides como agentes invasores patogênicos. Se isso for confirmado, estimular esse gene a remover as placas amiloides abriria novas perspectivas terapêuticas.


E agora, como estimar o risco de podemos ter DA?


O primeiro gene de risco, o APOe4 , descoberto há 15 anos, está associado a um risco de 20% de uma pessoa desenvolver a doença, o da clusterina em cerca de 10% e o CR1 e PICALM em cerca de 3 a 5%. Existe uma probabilidade grande de qualquer um de nós ter um ou mais desses genes de risco.

Mas cada um deles sozinho, não vai determinar qual é a probabilidade de alguém vir a desenvolver a DA. Mesmo que tivéssemos os três genes de risco teríamos uma probabilidade de 30 a 35% de vir a desenvolver a DA, ou seja, 65 a 70% de não desenvolvê-la.


Vale à pena passarmos por testes?


Muitas pessoas afirmam que gostariam de ser testadas. Na minha opinião, embora as novas pesquisas sejam muito promissoras, enquanto não houver um tratamento efetivo que previna o depósito das placas amiloides, não vale a pena passar por esses testes genéticos.

Pelo menos eu não quero saber…. Já falei disso em colunas anteriores. Mas essa é uma questão polêmica. Na próxima semana vou entrevistar o Dr. David Schlesinger, que vem trabalhando em pesquisas com a DA sobre os prós e contras de submeter-se a um teste preditivo.


http://veja.abril.com.br/blog/genetica/


Alzheimer é 'subestimado', dizem cientistas britânicos

Número de pacientes deve quase dobrar a cada 20 anos, afirma estudo.


Mais de 35 milhões de pessoas sofrem do Mal de Alzheimer hoje em dia, e a previsão é de que o número de casos quase dobre a cada 20 anos, de acordo com um estudo do King's College of London divulgado nesta segunda-feira (21), o Dia Mundial do Alzheimer.


O número é 10% maior do que as previsões de alguns anos atrás porque as estimativas não levaram em consideração o crescente impacto da doença sobre países em desenvolvimento.


A expectativa é de que se chegue a 115 milhões de pacientes em todo o mundo até 2050. O estudo é parte do "World Alzheimer Report", divulgado pela Alzheimer's

Disease International.


Mundo envelhecido


Segundo o relatório, o aumento da demência está sendo impulsionado pelo aumento da expectativa de vida em países mais pobres. Apesar de a idade ser o principal determinante do Mal de Alzheimer, alguns outros fatores que causam doenças cardíacas - como obesidade, colesterol alto e diabetes - parecem aumentar também o risco de demência.


O custo de cuidar dos pacientes de demência não é só uma questão social, mas também econômica, aumentando a carga sobre a população economicamente ativa e os sistemas de saúde, afirma o relatório.


Os avanços nos tratamentos de saúde e nutrição vão ter maior impacto sobre países pobres e, como resultado, o número de idosos deve aumentar rapidamente nesses países.


Atualmente, calcula-se que apenas metade dos pacientes de demência vivam em países pobres ou de renda média, mas a expectativa é de que esta proporção suba para mais de 60% dos pacientes até 2050.


Além disso, o estudo sugere que a proporção de idosos que sofrem de demência é mais alta do que se imaginava em algumas partes do mundo, aumentando as estimativas.


Segundo o psiquiatra Martin Prince, um dos autores do estudo, os números são impressionantes. "O atual investimento em pesquisa, tratamento e cuidados é, na verdade, bastante desproporcional ao impacto geral da doença sobre os pacientes, seus enfermeiros e terapeutas, nos sistemas de cuidados sociais e de saúde e sobre a sociedade", diz ele.


Segundo a Alzheimer's Disease International - uma organização que reúne grupos de vários países -, outros países deveriam seguir o exemplo de Austrália, França, Coréia do Sul e Grã-Bretanha e desenvolver planos de ação para combater o impacto da doença.


O relatório recomenda à Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar a demência como uma prioridade no campo da saúde e ainda um aumento no investimento em pesquisas para tentar encontrar a cura, ou novos tratamentos para a doença.

Até hoje não há cura para o Mal de Alzheimer e os remédios apenas aliviam os sintomas temporariamente. Os cientistas não têm, sequer, certeza do que causa a doença.
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Infecções podem acelerar perda de memória em pacientes de Alzheimer


Pessoas produzem anticorpos naturais contra mal de Alzheimer, diz estudo

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Início do mal de Alzheimer impede que pessoas priorizem suas lembranças. Em teste, idosos tinham de memorizar palavras mais e menos importantes. Pessoas com fases iniciais da doença tiveram dificuldade para conseguir.

Mesmo antes de começar a ter sérios problemas envolvendo a memória em geral, pessoas com os estágios iniciais da doença de Alzheimer aparentam ter dificuldades em tomar boas decisões sobre o que se lembrar, relata um novo estudo. Em texto publicado na revista científica "Neuropsychology", pesquisadores afirmam que esses pacientes têm problemas em determinar quais partes da informação são mais importante que outras.


Os cientistas, conduzidos por Alan D. Castel, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, basearam suas conclusões a partir de um estudo envolvendo 109 pessoas com uma média de idade de 75 anos. Algumas delas estavam em estágios iniciais de Alzheimer, enquanto outras estavam cognitivamente saudáveis.


Os voluntários foram solicitados a memorizar uma série de palavras, cada uma com um valor associado. Quanto maior o valor da palavra, mais importante era lembrar-se dela, dizia a regra. Mais tarde, os participantes tiveram 30 segundos para relembrar a maior quantidade de palavras "valiosas" que conseguissem.
O objetivo era ganhar o maior número de pontos.


Apesar de voluntários com e sem a doença de Alzheimer terem se lembrado de mais palavras valiosas do que palavras com baixos pontos associados, aqueles com a doença não se saíram tão bem em sua pontuação geral.


Os pesquisadores disseram que, provavelmente, nos estágios iniciais da doença de Alzheimer, o cérebro já estava se tornando menos eficiente em relação à aprendizagem e memorização. Eles acrescentaram ainda a possibilidade de treinar pacientes, a fim de melhorar suas estratégias de memorização.

Xadrez é um estímulo cognitivo importante para prevenir o Alzheimer (Foto: Reprodução)

Cuidando do Portador da DA

Cuidar de uma pessoa portadora de DA pode ser difícil em alguns momentos. Requer principalmente amor, solidariedade e tudo que estas duas palavras englobam: paciência, dedicação e, sobretudo, uma assistência que merece a divisão de tarefas entre os familiares, visto que os cuidados exigem atenção diuturna, gerando grande desgaste físico e emocional para aqueles que lidam diretamente com o portador.

Frente à DA e a todos os problemas inerentes a ela, contamos atualmente com uma poderosa arma: a INFORMAÇÃO. Somente com o conhecimento do que é e do que será, teremos condições de enfrentar tão árdua tarefa. Portanto, VAMOS UNIR FORÇAS!!

Para facilitar o seu trabalho, selecionamos algumas “dicas” que podem auxiliá-lo no seu dia-a-dia:


• Estabeleça rotinas, mas mantenha a normalidade: uma rotina pode facilitar as atividades que você deverá fazer e, ao mesmo tempo, estruturar um novo sistema de vida. A rotina pode representar segurança para o portador; porém, embora ela possa ajudar, é importante manter a normalidade da vida familiar; procure tratar o portador da mesma forma como o tratava antes da doença;


• Incentive a independência: é necessário que o portador receba estímulos à sua independência. Faça com ele e não por ele, respeite e preserve sua capacidade atual de realizar atividades de vida diária. Supervisione, auxilie e faça por ele apenas quando não houver nenhuma capacidade para execução de determinada tarefa. Isto o ajudará a manter a auto-estima, o respeito próprio e, conseqüentemente, diminuirá a ansiedade do familiar;


• Ajude o portador a manter sua dignidade: lembre-se que a pessoa de quem você cuida é ainda um indivíduo com sentimentos. O que você ou outros familiares fazem ou falam em sua presença pode perturbá-lo. Evite discutir sobre as condições do portador na sua presença;


• Evite confrontos: qualquer tipo de conflito pode causar estresse desnecessário em você e/ou no portador. Evite chamar atenção e mantenha a calma de maneira que a situação não piore. Lembre-se que por mais que pareça proposital, é a doença que ocasiona momentos de agitação, agressividade, etc. NÃO é culpa do portador. Tente identificar qual ou quais fatores podem ser responsáveis pela alteração apresentada e, a partir daí, trabalhe para eliminá-los;


• Faça perguntas simples: mantenha uma conversa simples, sem incluir vários pensamentos, idéias ou escolhas; as perguntas devem possibilitar respostas como “sim” ou “não”; perguntar “você quer laranja?” é melhor do que “que fruta você gostaria de comer?”.


• Mantenha seu senso de humor: procure rir com (e não rir do) o portador de DA. Algumas situações podem parecer engraçadas para você, mas não são para ele. Mantenha um humor saudável e respeitoso, ele ajuda a diminuir o estresse.


• Torne a casa segura: a dificuldade motora e a perda de memória podem aumentar a possibilidade de quedas. Por isso, você deve trazer o máximo de segurança para sua casa: verifique tapetes, mesas de centro, móveis com quina, objetos de decoração, escadas, banheiras, janelas, piscinas, etc.


• Encoraje o exercício e a saúde física: em alguns casos, o exercício físico pode colaborar para que o portador mantenha suas habilidades físicas e mentais por um tempo maior. O exercício apropriado depende da condição de cada pessoa. Consulte o médico para melhores informações.


• Ajude a manter as habilidades pessoais: algumas atividades podem incentivar a dignidade e o respeito próprio, dando propósito e significado à vida. Uma pessoa que antes foi uma dona de casa, um motorista, um professor ou um executivo pode ter maior satisfação usando algumas das habilidades relacionadas ao seu serviço anterior.

Lembre-se, entretanto, que a DA é progressiva e os gostos ou habilidades das pessoas acometidas pela doença fatalmente mudarão com o tempo. Conhecer estes detalhes exigirá de você, familiar/cuidador, maior observação para que, dessa forma, seja possível um planejamento de atividades compatíveis com o grau de dependência apresentado pelo portador.


• Mantenha a comunicação: com o avanço da doença, a comunicação entre você e o portador pode tornar-se mais difícil.

As seguintes dicas poderão ajudá-lo:


- tenha certeza de que a atenção do portador não está sendo prejudicada por outros fatores;
- fale clara e pausadamente, frente a frente e olhando nos seus olhos;
- demonstre amor através do contato físico;
- preste atenção na linguagem corporal – pessoas que perdem a comunicação verbal, comunicam-se muito com os gestos;
- procure identificar as lembranças ou palavras-chave que podem ajudá-lo a comunicar-se efetivamente com o portador.

• Use artifícios de memória: para alguns portadores, o uso de artifícios de memória pode ajudá-lo a lembrar de ações cotidianas e prevenir confusões como, por exemplo: mostre fotografias dos familiares com seus nomes para ajudá-lo a reconhecer quem é quem no ambiente familiar, coloque placas indicativas nas portas identificando o quarto, o banheiro, etc. Lembre-se, porém, que com o avançar da doença estes artifícios não mais terão o resultado esperado.


http://www.abraz.com.br/default.aspx?pagid=GSDEVOVO&navid=100



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