sábado, 11 de dezembro de 2010

Obesidade Infantil

Férias chegando, nada melhor que ficarmos atentos as nossas crianças!!!


Hamburgers, nuggets, fast food, junk food, batatas fritas, enlatados, sorvetes, doces, chocolates… ufa, essa verdadeira orgia calórica cada vez mais faz parte da rotina alimentar de crianças e adolescentes.

Além disso, vivenciamos a geração do Computador, Orkut, Ipod e controles remotos. Crianças e adolescentes passam praticamente todo seu tempo livre presos à salas de bate-papo virtuais e à programas televisivos, deixando de lado atividades esportivas, tornando-se cada vez mais sedentárias.

Fato é que a obesidade infantil tem preocupado médicos, pais e familiares de crianças e adolescentes em todo o mundo. Pode-se dizer que a obesidade infantil tem uma origem multifatorial, onde fatores genéticos, psicossociais, psicológicos, hábitos alimentares e atividade física desempenham papel importante no desencadeamento dessa condição clínica caracterizada por ganho de peso excessivo, comprometimento da saúde física, dificuldades de relacionamento social, prejuízos na prática de atividades esportivas e perda da autoestima.

Bem, com essas informações, um grande mito relacionado com a obesidade é desfeito, o mito de que a obesidade é resultado de problemas endocrinológicos. Uma vez que causas metabólicas e hormonais representam apenas 1% dos casos, não faz sentido a prática de se encaminhar crianças e adolescentes obesos ao endocrinologista.

Casos como o do garoto inglês Connor McCreaddie reforçam a ideia do que a desinformação de pais quanto a hábitos alimentares saudáveis, falta de limites e inatividade física podem prejudicar o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.

Alguns dados estatísticos descrevem que cerca de 25% das crianças obesas em idade pré-escolar serão obesas quando adultas; esses valores se elevam para 40% quando levarmos em consideração crianças obesas aos 7 anos de idade; 75% quando obesas aos 12 anos de idade, chegando a incríveis 90% dos adolescentes obesos serão adultos obesos!

As principais complicações clínicas relacionadas com a obesidade são: aumento do colesterol, hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio, morte súbita, acidente vascular encefálico (derrame cerebral), diabetes melitus, dentre inúmeras outras consequências.

Pais, familiares, professores e profissionais da saúde devem estar atentos ao problema e a busca de tratamento deve ocorrer o quanto antes. Uma boa conversa com o médico pediatra de seu filho pode ser um bom começo para a resolução desse problema.

Dr. Gustavo Teixeira
http://www.comportamentoinfantil.com/

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