terça-feira, 13 de julho de 2010

Tristeza não paga dívida


Um garoto de 4 anos seguia descalço por uma rua, chupando um picolé num palito. Nesse tempo picolé era um artigo raro. 

De repente, um grupo de meninos mais velhos passou correndo pela esquina, derrubando o pequeno na corrida, e o picolé caiu no chão se quebrando todo. 

O Menino sentou-se no chão, e ficou, de olhos arregalados, contemplando a resultado da tragédia. Não sabia o que dizer: só uma tristeza muito grande o dominava.

Uma Senhora idosa vinha nesse momento pela rua e caminhou para a Criança.

- Bem, meu pequeno, disse ela, o pior que podia haver, aconteceu a você. Mas levante-se, que eu vou lhe mostrar uma coisa.

O pequenino ergueu-se.

- Agora ponha seu pé direito em cima do picolé, pise com força, e repare como ele se esguicha entre os dedos do seu pé.

O Menino pisou com força o picolé, e este espirrou entre os dedos do pé. A Senhora riu e disse:

- Aposto que não há nenhum outro menino na cidade que já tenha coçado os dedos do pé com sorvete. 

Corra agora para casa e conte a sua mãe como foi divertida a experiência. E, lembre-se, acrescentou ela, por pior que seja uma coisa que lhe aconteça, você pode se divertir quase sempre à custa dela!

Eu era esse garotinho. Nunca fiquei sabendo quem era aquela Senhora, mas nunca esqueci o que ela fez por mim. 

As piores coisas me tem acontecido desde então, e as palavras dela vêm-me sempre à memória. 

É mesmo bobagem levar muito a sério a esmagadora maioria das tristezas dessa vida.

Relato de: H. Swarth - Irlanda

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