domingo, 8 de setembro de 2013

5 Formas de reservar tempo para ter uma Família Feliz

 
A grande maioria das pessoas deseja ter uma família feliz. Mas muitos pensam que não é possível ser feliz o tempo todo. Será que esta afirmação é verdadeira? Será mesmo que não se pode ser feliz o tempo todo?

Claro que haverá momentos de muita dificuldade, de sofrimentos e até tristezas. Todavia, quando falamos de felicidade dizemos que queremos "ser felizes" e não apenas "estar felizes".

O verbo "ser" implica em algo muito mais profundo que o verbo "estar". Implica em uma condição da natureza da pessoa, a essência de quem ela é. Então podemos responder que sim, podemos ser felizes o tempo todo, às vezes estamos tristes, às vezes estamos em sofrimento e às vezes estamos preocupados. O verbo "estar" nos indica um estado no tempo, algo que é passageiro, não revela o que somos e sim o momento que estamos passando.

Se podemos ser felizes, podemos ter uma família feliz, mesmo que passemos por dificuldades, tristezas, perdas, sofrimentos ou decepções, ainda assim podemos manter nossa família feliz, pois estamos falando da essência, do que somos e não apenas de um momento.

Para se ter uma família feliz em sua essência precisamos reservar tempo para estar em família. Um tempo de qualidade que permita conhecer uns aos outros profundamente, muitos pais não conhecem seus filhos e vice-versa. Um tempo que permita aos membros da família expressarem sentimentos e dessa forma fortalecerem os laços. Um tempo que permita o ensinamento de princípios e valores que moldarão o caráter de cada um.

Nos dias de hoje vivenciamos um distanciamento familiar que assusta. As pessoas podem estar reunidas em casa, mas não estão realmente juntas. Temos urgência em reverter essa situação, eis algumas dicas que poderão ajudar a família a reservar um tempo de qualidade para estarem juntos.

Priorize sua família: Você terá que escolher conscientemente que quer estar com sua família e precisará abrir mão de outras coisas para reservar esse tempo. Você pode começar aos poucos, combine em família que tal hora de tal dia será o dia da família. Pode ser uma noite na semana, por exemplo. O importante é isso ser discutido e decidido em família, programe algo para fazerem juntos nesse horário e sejam fiéis a ele.

Estejam realmente juntos: Parece óbvio, mas frequentemente isso é negligenciado. Vocês precisaram planejar coisas para fazerem juntos, pode ser um esporte, eventos culturais, passeios e até as coisas mais simples como assistir um filme em casa.

Façam as refeições juntos: Na medida do possível estabeleçam a meta de fazerem as refeições juntos, nem que seja apenas uma no dia. Este é um momento muito rico de interação, onde um poderá contar aos outros sobre seu dia, por exemplo.

Estabeleça um relacionamento individual com cada membro da família: Este é um ponto bastante importante e poucas famílias o fazem, mas faz toda a diferença. Em uma família feliz em sua essência o pai e a mãe têm um relacionamento individual com cada filho e entre si. Você poderá desenvolver esse relacionamento estabelecendo um tempo que seja dedicado especificamente para aquele filho, filha, esposa e marido. Por exemplo: cada filho tem seu dia especial de fazer algo junto com o pai e com a mãe, individualmente. E marido e esposa também devem priorizar um tempo só para o casal, esses encontros devem ser idealmente semanais.

Envolvam-se nas atividades uns dos outros: Apoiar os interesses de cada membro da família forjará um caráter sólido e seguro nos filhos. Prestigiar apresentações escolares, campeonatos esportivos e conquistas educacionais e profissionais são um meio de demonstrar apreço e amor para com os membros da família. Torne essas ocasiões em eventos especiais para sua família.

Priorizar um tempo de qualidade em família e fazer disso um hábito tornará sua família feliz em sua essência, vocês serão felizes e não apenas estarão felizes. A felicidade, enquanto condição de "ser" e não apenas de "estar", é duradoura e não está sujeita as condições momentâneas da vida.


TaísBonilha da Silva, estudante de Psicologia, atua na área da Saúde Mental. Participa do Programa de Monitoria na Universidade na disciplina de Análise do Comportamento. 
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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

EU NÃO VI A LUZ, MAS SEI QUEM VIU.

Certa vez, um sábio imperador convocou os pintores mais talentosos do mundo e lançou o desafio: daria um prêmio fabuloso àquele que fizesse o melhor retrato da paz. Mãos à obra, o resultado foi uma série dos quadros mais incríveis jamais vistos. Dentre eles, o monarca selecionou dois finalistas. 

No primeiro, via-se um lago cristalino, que refletia as montanhas verdejantes à sua volta e os pássaros voando no céu azul. 

Já no segundo, um despenhadeiro erguia-se sob um céu negro, cortado por relâmpagos, enquanto uma cachoeira desabava morro abaixo junto da tempestade. 

Todos se maravilhavam ao ver a primeira obra, já prevendo a sua vitória; afinal, a outra era o oposto da paz.

Porém, para assombro geral, foi justamente a segunda a escolhida pelo imperador, que explicou sua decisão: 

“Vocês não observaram o detalhe mais importante da pintura. Reparem ali”. Todos, enfim, notaram: atrás da cachoeira, saindo das ranhuras da rocha, havia um pequeno arbusto e, nele, um ninho de passarinho – nesse ninho, alheio ao caos reinante, a mãe passarinho chocava seus ovos em paz. “Estar em paz não significa estar onde não há confusão ou dificuldades”, disse o imperador. “A verdadeira paz acontece quando, mesmo em meio a tudo isso, você permanece calmo em seu coração.”

A lenda desse vernissage imperial ilustra um ponto fundamental comum às mais diversas tradições espirituais, e que talvez sirva como um bom ponto de partida para o assunto dessas páginas, iluminação. Ela ensina que, assim como estar em paz não implica estar onde não há confusão, ser uma pessoa espiritualizada, ou “iluminada”, não significa estar isolado das demandas e questões do cotidiano.

A budista Monja Coen, por exemplo, fala de como até uma simples caminhada pode ser um grande exercício de meditação. Você não precisa sentar-se numa almofada de estampas indianas, cruzar as pernas e fechar os olhos. Se, ao caminhar, alguém respira com tranquilidade, prestando atenção aos sons à sua volta, já está em meditação. Simples como isso.

Uma meditação rápida

Agora, em meio a todo esse eterno balança-mas-não-cai, nada melhor do que procurar manter a leveza. Isso é algo que foi destacado pelo Lama Surya Das, um budista americano considerado pelo próprio Dalai Lama um de seus conselheiros. 

No caso da meditação, por exemplo, embora seus benefícios já estejam mais do que comprovados, pouquíssima gente tem a disciplina para meditar, nem que seja ao menos 20 minutos pela manhã. Bom, e qual é a sugestão do Lama Surya Das? 

Em vez de ficar se martirizando por não conseguir meditar, procure fazer pequenas meditações de um minuto, que qualquer pessoa pode fazer em vários momentos ao longo do dia. Pode ser enquanto espera o elevador, parado no trânsito, na fila do restaurante, no banheiro – oportunidades não faltam. Basta fazer uma respiração profunda, relaxar, ouvir os sons ao redor. Um minutinho apenas, e depois é tocar a vida adiante.

Eu só tenho um caminho

Três temas comuns na visão (incrivelmente semelhante) das diversas tradições

ACEITAÇÃO E GRATIDÃO

“Se não tenho plena aceitação de mim mesmo, passo a vida procurando a felicidade fora de mim. A atitude que busco pode ser resumida numa frase: ‘Entrego, confio, aceito e agradeço’”. Professor Hermógenes, um dos maiores difusores brasileiros da yoga

“Sabedoria é ter confiança, confiar que as coisas acontecem como têm que acontecer confiar que, por trás de tudo, existe um movimento superior.” Roberto Otsu, professor de taoísmo.

“Mesmo um evento que normalmente você diria ser uma tragédia pode ser um caminho de crescimento.” Susan e Donovan Thesenga, psicoterapeutas adeptos do Pathwork

“Uma crise pode ser um momento precioso, em que, por causa do sofrimento, sentimos uma ruptura em nossa percepção do mundo e surge uma busca espiritual mais profunda.” Dom Laurence Freeman, monge beneditino.

“Não podemos culpar ninguém quando nos decepcionamos; nosso sofrimento vem de não aceitarmos que as coisas mudem que elas não sejam do jeito que queremos.”
Lama Surya Das, budista

COMPAIXÃO

“Este é o propósito que devemos ter: eu não faço algo pelo outro porque ele vai me achar maravilhosa por isso, eu faço porque é bom fazer, porque é bom ajudar.” Monja Coen, zen budista

“O impulso do herói, e que deve ser o impulso de cada um de nós, não é a autogratificação, é o serviço ao outro.” Robert Walter, presidente da Joseph Campbell Foundation

“A caridade significa a materialização do conhecimento espiritual libertador, transformado em socorro ao próximo. É o caminho de iluminação das pessoas.” Divaldo Franco, médium.

“A vida só acontece quando eu troco influências, quando me envolvo, plenamente, comigo mesmo e com o outro. Quem não se envolve não se desenvolve.” José Ângelo Gaiarsa, psicoterapeuta.

HUMILDADE

“Quando nos conhecemos de verdade, o outro pode pensar o que quiser sobre nós; não ficamos orgulhosos por causa de um elogio nem arrasados ao ouvir algo desagradável sobre nós.” Jean-Yves Leloup, padre ortodoxo.

“Há duas regras para lidar com o estresse. Regra número 1: não se preocupar com ninharias. Regra número 2: tudo é ninharia.” Susan Andrews, astróloga

“A ‘doença do amanhã’ é o que nos mantém passivos. Passamos a vida deixando tudo para o outro dia. Mas será que vou estar vivo amanhã? É essencial nos lembrarmos de que a morte pode ocorrer a qualquer momento.” Artur Andrés, músico.


Extraído da Revista Trip: http://revistatrip.uol.com.br/revista/208/reportagens/eu-nao-vi-a-luz-mas-sei-quem-viu.html
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Filhos e nós

Quando os pais recebem nos braços o corpo recém-nascido do filho se enchem de cuidados.

A partir de então, o lar todo se modifica. O casal deixa de pensar em si, com exclusividade, para alongar olhares ao pequeno e frágil ser que lhes veio compor a constelação familiar.

Estrela nascente no firmamento do lar que se amplia, esse ser traz em si promessas e objetivos a alcançar.

É um ser imortal. Antes de ser filho de seus pais, é filho de Deus. É alguém que já jornadeou pela Terra, mais de uma vez, em corpos diversos.

É alguém que traz experiências, virtudes e defeitos, registrados e conquistados ao longo dessas várias passagens pelo planeta.


Assim, enquanto os pais programam o que desejariam para o filho, ele mesmo traz um programa a seguir.

Por vezes, embora os esforços oferecidos pelos genitores, que não medem sacrifícios para pagar a melhor escola, envolvendo em afeto todas as suas ações, os filhos não alcançam o patamar projetado por eles.

Isso não deve, contudo, ser considerado como fracasso da educação, porque a felicidade se apresenta em variada gama de expressões.

Um filho anela e alcança posição social relevante, destaque financeiro, projeção artística ou cultural, política ou religiosa.

Outro se contentará com as pequenas alegrias que se derivam das coisas simples e modestas, experimentando prazeres e auto-realizações que muitos desconhecem.

Outro ainda ambiciona o poder, sob qualquer forma em que se apresente, e lutará para conquistar títulos universitários, destacando-se na tecnologia, na ciência, ansiando pela aquisição da fortuna adinheirada.


Filhos e filhos. Cada um possui a sua própria visão em torno do que seja auto-realização.

Como haverá também aquele que se deixe arrastar pela inutilidade, pela indolência, pelo crime.

Aos pais, cientes das suas responsabilidades, cabe a tarefa de estarem receptivos aos filhos que os busquem, na situação em que se encontrem.

A sua palavra será sempre a da renovação e do entusiasmo, contribuindo com o que possam, para que reencontrem o rumo aqueles que se perderam, ou prossigam os bem-sucedidos.

No entanto, jamais deverão se considerar fracassados porque o filho não atingiu as metas que eles estabeleceram, no seu desvelo e devotamento de pais.

Por maior seja o amor que devotem ao filho, não o poderão impedir de viver as próprias experiências, de atravessar os caminhos que lhe conferirão sabedoria e amadurecimento.

Sofrer porque o filho não alcançou situação privilegiada na Terra é agasalhar culpa.

Devem os pais considerar que ninguém é capaz de ultrapassar os próprios limites. E a vida é feita de inúmeros deles, que vão sendo vencidos a pouco e pouco. Nem sempre nesta vida.

Assim, a consciência do dever retamente cumprido deve oferecer aos pais o discernimento para que compreendam os fracassos ou o sucesso do filho que lhes foi confiado pela Divindade.

* * *


Invista o melhor em seus filhos, confiando em Deus e com essa certeza de que a nossa constelação familiar, à semelhança de um conjunto de astros na imensidão dos céus, é parte importante da galáxia espiritual, sob o comando e afagos do nosso Pai Criador.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 30 do livro Constelação familiar, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.


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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Tudo é para o bem


Havia um homem judeu de nome Mahum, que significa Também. Chamavam-no assim porque para tudo o que lhe acontecesse, por pior que fosse ele afirmava, com toda convicção: Isto também é para o bem!

Se a chuva lhe destroçasse o jardim ou a enxurrada lhe destruísse o labor da horta, repetia sempre: Isto também é para o bem.

E, sem titubear, colocava-se no trabalho de reconstrução do jardim e da horta.

Se a enfermidade o alcançasse, falava: Isto também é para o bem. Medicava-se e aguardava a recomposição das forças físicas, retornando ao labor incessante.

Certa noite, Mahum precisou se deslocar até à cidade vizinha.

Preparou seu burrico, que lhe seria o meio de transporte, o galo que funcionava como seu relógio e despertador, e uma lamparina para que lhe iluminasse o caminho.

Ela deveria servir, inclusive, para que, antes de repousar no seio da floresta que deveria atravessar, pudesse se deter na leitura das escrituras.


Noite alta e ele no coração da floresta. De repente, o óleo da lamparina derramou e ela se apagou. Ele ficou às escuras. Inesperadamente, o galo começou a passar mal e morreu. Não demorou muito e foi o burrico.

O pobre homem ficou sozinho, na escuridão da floresta, em meio a ruídos estranhos e assustadores.

Mesmo assim, afirmou sem medo: Tudo o que Deus faz é para o bem.

Acomodou-se como pôde e dormiu.

No dia seguinte, o sol o veio despertar, vencendo a fechada copa das árvores. Ele prosseguiu viagem a pé. Quando, muitas horas depois, chegou à cidade, seus conhecidos o olharam com espanto.

Todos pareciam estar vendo um fantasma. Por fim, lhe perguntaram:

Como pode você estar vivo? Soubemos que, ontem à noite, foram despachados soldados romanos à floresta, com o intuito de matá-lo!

Foi então que Mahum explicou tudo que havia acontecido, concluindo: Se minha lamparina não tivesse apagado, o galo e o burrico morrido, com certeza estaria morto. Pois o clarão da lamparina, o zurrar do burrico e o cacarejar do galo denunciariam o local onde me encontrava.

Bem posso continuar a dizer: "Tudo o que Deus faz é para o bem."

* * *

Quando a tormenta se faz mais violenta e as dores se tornam mais acerbas, é o momento de se ponderar porque elas nos atingem.

O bom senso nos dirá sempre que razões poderosas existem, assentadas no ontem remoto ou no passado recente, porque a Divina Providência tudo estabelece no momento próprio e na medida exata.

Deus é sempre a sabedoria suprema e a justiça perfeita, atendendo as mínimas necessidades dos Seus filhos, no objetivo maior do progresso e da redenção.

Redação do Momento Espírita com base em texto do Correio Fraterno do ABC, de maio/1998.
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