quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Filhos e nós

Quando os pais recebem nos braços o corpo recém-nascido do filho se enchem de cuidados.

A partir de então, o lar todo se modifica. O casal deixa de pensar em si, com exclusividade, para alongar olhares ao pequeno e frágil ser que lhes veio compor a constelação familiar.

Estrela nascente no firmamento do lar que se amplia, esse ser traz em si promessas e objetivos a alcançar.

É um ser imortal. Antes de ser filho de seus pais, é filho de Deus. É alguém que já jornadeou pela Terra, mais de uma vez, em corpos diversos.

É alguém que traz experiências, virtudes e defeitos, registrados e conquistados ao longo dessas várias passagens pelo planeta.


Assim, enquanto os pais programam o que desejariam para o filho, ele mesmo traz um programa a seguir.

Por vezes, embora os esforços oferecidos pelos genitores, que não medem sacrifícios para pagar a melhor escola, envolvendo em afeto todas as suas ações, os filhos não alcançam o patamar projetado por eles.

Isso não deve, contudo, ser considerado como fracasso da educação, porque a felicidade se apresenta em variada gama de expressões.

Um filho anela e alcança posição social relevante, destaque financeiro, projeção artística ou cultural, política ou religiosa.

Outro se contentará com as pequenas alegrias que se derivam das coisas simples e modestas, experimentando prazeres e auto-realizações que muitos desconhecem.

Outro ainda ambiciona o poder, sob qualquer forma em que se apresente, e lutará para conquistar títulos universitários, destacando-se na tecnologia, na ciência, ansiando pela aquisição da fortuna adinheirada.


Filhos e filhos. Cada um possui a sua própria visão em torno do que seja auto-realização.

Como haverá também aquele que se deixe arrastar pela inutilidade, pela indolência, pelo crime.

Aos pais, cientes das suas responsabilidades, cabe a tarefa de estarem receptivos aos filhos que os busquem, na situação em que se encontrem.

A sua palavra será sempre a da renovação e do entusiasmo, contribuindo com o que possam, para que reencontrem o rumo aqueles que se perderam, ou prossigam os bem-sucedidos.

No entanto, jamais deverão se considerar fracassados porque o filho não atingiu as metas que eles estabeleceram, no seu desvelo e devotamento de pais.

Por maior seja o amor que devotem ao filho, não o poderão impedir de viver as próprias experiências, de atravessar os caminhos que lhe conferirão sabedoria e amadurecimento.

Sofrer porque o filho não alcançou situação privilegiada na Terra é agasalhar culpa.

Devem os pais considerar que ninguém é capaz de ultrapassar os próprios limites. E a vida é feita de inúmeros deles, que vão sendo vencidos a pouco e pouco. Nem sempre nesta vida.

Assim, a consciência do dever retamente cumprido deve oferecer aos pais o discernimento para que compreendam os fracassos ou o sucesso do filho que lhes foi confiado pela Divindade.

* * *


Invista o melhor em seus filhos, confiando em Deus e com essa certeza de que a nossa constelação familiar, à semelhança de um conjunto de astros na imensidão dos céus, é parte importante da galáxia espiritual, sob o comando e afagos do nosso Pai Criador.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 30 do livro Constelação familiar, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.


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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Tudo é para o bem


Havia um homem judeu de nome Mahum, que significa Também. Chamavam-no assim porque para tudo o que lhe acontecesse, por pior que fosse ele afirmava, com toda convicção: Isto também é para o bem!

Se a chuva lhe destroçasse o jardim ou a enxurrada lhe destruísse o labor da horta, repetia sempre: Isto também é para o bem.

E, sem titubear, colocava-se no trabalho de reconstrução do jardim e da horta.

Se a enfermidade o alcançasse, falava: Isto também é para o bem. Medicava-se e aguardava a recomposição das forças físicas, retornando ao labor incessante.

Certa noite, Mahum precisou se deslocar até à cidade vizinha.

Preparou seu burrico, que lhe seria o meio de transporte, o galo que funcionava como seu relógio e despertador, e uma lamparina para que lhe iluminasse o caminho.

Ela deveria servir, inclusive, para que, antes de repousar no seio da floresta que deveria atravessar, pudesse se deter na leitura das escrituras.


Noite alta e ele no coração da floresta. De repente, o óleo da lamparina derramou e ela se apagou. Ele ficou às escuras. Inesperadamente, o galo começou a passar mal e morreu. Não demorou muito e foi o burrico.

O pobre homem ficou sozinho, na escuridão da floresta, em meio a ruídos estranhos e assustadores.

Mesmo assim, afirmou sem medo: Tudo o que Deus faz é para o bem.

Acomodou-se como pôde e dormiu.

No dia seguinte, o sol o veio despertar, vencendo a fechada copa das árvores. Ele prosseguiu viagem a pé. Quando, muitas horas depois, chegou à cidade, seus conhecidos o olharam com espanto.

Todos pareciam estar vendo um fantasma. Por fim, lhe perguntaram:

Como pode você estar vivo? Soubemos que, ontem à noite, foram despachados soldados romanos à floresta, com o intuito de matá-lo!

Foi então que Mahum explicou tudo que havia acontecido, concluindo: Se minha lamparina não tivesse apagado, o galo e o burrico morrido, com certeza estaria morto. Pois o clarão da lamparina, o zurrar do burrico e o cacarejar do galo denunciariam o local onde me encontrava.

Bem posso continuar a dizer: "Tudo o que Deus faz é para o bem."

* * *

Quando a tormenta se faz mais violenta e as dores se tornam mais acerbas, é o momento de se ponderar porque elas nos atingem.

O bom senso nos dirá sempre que razões poderosas existem, assentadas no ontem remoto ou no passado recente, porque a Divina Providência tudo estabelece no momento próprio e na medida exata.

Deus é sempre a sabedoria suprema e a justiça perfeita, atendendo as mínimas necessidades dos Seus filhos, no objetivo maior do progresso e da redenção.

Redação do Momento Espírita com base em texto do Correio Fraterno do ABC, de maio/1998.
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domingo, 11 de agosto de 2013

FELIZ DIA DOS PAIS


A você, que nos deu a vida e nos ensinou a vivê-la com dignidade, não bastaria um obrigado.  A você, que iluminou os caminhos obscuros com afeto e dedicação para que os trilhássemos sem medo e cheios de esperanças, não bastaria um muito obrigado.  A você, que se doou inteiro e renunciou aos seus sonhos, para que, muitas vezes, pudéssemos realizar os nossos. Pela longa espera e compreensão durante nossas longas viagens, não bastaria um muitíssimo obrigado.  A você, pai por natureza, por opção e amor, não bastaria dizer, que não temos palavras para agradecer tudo isso.  Mas é o que nos acontece agora, quando procuramos arduamente uma forma verbal de exprimir uma emoção ímpar. Uma emoção que jamais seria traduzida por palavras.  Amamos você!
RECEITA PARA TODOS
Vide Bula

PAI – UM SANTO REMÉDIO

APRESENTAÇÃO – PAI vem em embalagens de diversos tamanhos e pesos.

USO – Adulto e pediátrico

COMPOSIÇÃO

Cada 100 gr. De PAI possui em média:
*10gr. De carinho,
*10gr. De compreensão,
*10 gr. De sinceridade,
*10gr. De paciência,
*0,0003gr. De broncas e
*50 gr. De muito amor com firmeza...

PRAZO DE VALIDADE – PAI tem prazo de validade indeterminado.

INDICAÇÕES – Recomenda-se o uso de PAI caso sejam verificados sintomas como: mau humor, brigas com o(a) namorado(a) . Decisões importantes, dúvidas cruéis, falta de grana, carência afetiva, falta de carro, baixo astral.

CONTRA INDICAÇÕES – PAI não deve ser administrado em caso de notas baixas.

PRECAUÇÕES: Este produto pode causar dependência. Cuidados na interrupção no tratamento (principalmente nas férias). O uso prolongado de PAI, às vezes parece prejudicial, pode interromper bruscamente o tratamento, inclusive por motivo de viagem. Os primeiros dias de ausência do PAI parecem maravilhosos, mas crises agudas são frequentemente detectadas. Volte logo ao uso.

POSOLOGIA:

CRIANÇAS E ADOLESCENTES – use e abuse de PAI, quanto mais usar, melhor.
ADULTOS – “Não fique acanhado”, não é vergonha nenhuma usar o PAI depois de crescido. E lembre-se ”PAI é como pijama. Quanto mais velhinho, mais macio fica.”

ESTE MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO AO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Siga corretamente o modo de usar. Se não desaparecerem os sintomas, procure orientação de MÃE.

(Autor desconhecido)

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A Viúva e o Viúvo Tecnologico

Largue isso! 
5 dicas sobre etiqueta tecnológica para casais

A viúva ou o viúvo tecnológico é alguém que perdeu a atenção e o carinho de seu cônjuge para as luzes brilhantes e para a gratificação instantânea de um dispositivo eletrônico. Seja ele computador, tablet ou smartphone, é fácil ser pego na irresistível ação de uma ligação, alerta, alarme ou curiosidade por uma nova notificação. E seus entes queridos, às vezes, podem ser largados no caminho em troca de um riso barato ou atualização instantânea.

A ciência confirma que nossos cérebros são suscetíveis a insalubres e intensas reações aos dispositivos tecnológicos ultramodernos. E podemos até sucumbir ao vício eletrônico. Mas se o seu amor eletrônico está criando um abismo entre você e seu amor verdadeiro, aqui estão algumas maneiras de ficar fora da casinha de cachorro do The Sims e ao lado do seu amor.

Face a face

Face a face significa exatamente isso. Fale com seus entes queridos, face a face. Não com o rosto virado para baixo fazendo um cara a cara com a tela ou tendo outra conversa online.

Se você receber um alerta, alarme ou chamada enquanto estiver falando com alguém, deixe a chamada esperar até que a conversa acabe. Se for urgente, desculpe-se e atenda ou responda em outra sala.

Quando você e seu querido estão no espaço pessoal um do outro e passando o tempo juntos, certifique-se que é um tempo de qualidade.

Realmente esteja presente. E mantenha sua vida eletrônica e sua vida romântica não apenas cordiais e educadas, mas fisicamente separadas.

Intenções indivisíveis

Dê ao seu parceiro atenção. E faça isso intencionalmente. Coloque o seu dispositivo em modo silencioso, bem na frente dele. Guarde-o e esqueça. Então, coloque o foco no seu amor, atenção, carinho e energia em quem pode lhe dar aquilo que as notificações não podem - intimidade real.


Luzes apagadas

Quando é hora de ir para a cama - para dormir ou outra coisa - desligue os seus dispositivos. Acenda algumas velas, queime um incenso e coloque uma música suave.

Se você ainda tiver um toca-discos, use-o. Se não, você pode usar o computador ou o telefone como um leitor de música, mas tente manter o ambiente o mais natural possível e analógico.

Mesmo o chilrear dos grilos, farfalhar de folhas e zumbido do vento seriam suficientes. Em seguida, aconchegue-se e sinta-se acolhido.

Black out

Tire um dia para ficar completamente desligado e off-line. Nada de computadores, tablets, telefones, e-mails, nada. Volte à idade da pedra, onde se preparava uma refeição com muita dificuldade, onde falavam sobre o dia, brincavam, saiam para uma caminhada fora ou até se atreviam a tirar um cochilo.

Reconectar

Finalmente, quando você religar os dispositivos e verificar todas as suas chamadas não atendidas, mensagens e alertas, certifique-se que sua cara-metade não seja varrida para debaixo do tapete.

Use seu talento digital para comprar entradas para concertos, fazer reservas ou atualizar-se sobre o mais recente show a céu aberto local. Então vá. E deixe o seu dispositivo de tecnologia em algum lugar seguro, onde não possa interromper seu tempo juntos.

Se vocês dois gostam de tecnologia, joguem um jogo de computador ou aplicativo como parceiros em um único dispositivo. Não um contra o outro em telas separadas.

Etiqueta tecnológica é uma experiência de aprendizagem.

É difícil saber o que seguir, se estamos ou não quebrando as regras, porque houve tantas mudanças em tão pouco tempo. Mas se você está em dúvida se a sua dependência eletrônica está saindo de incômoda para se tornar grosseria, basta lembrar que ditados antigos ainda se aplicam:


Olhe para alguém quando está falando com você.

Estar perto de alguém não é estar com esse alguém.

E ouvir é mais do que apenas escutar.

Com apenas esses três princípios, você estará bem em seu caminho para ter um relacionamento respeitoso com o homem e com a máquina.

Traduzido e adaptado por Stael Pedrosa Metzger do original Put that down! 5 tips on tech etiquette for couples, de *Georgia Lee.

* Georgia D. Lee é graduada pela University of Miami - School of Business e fundadora do site Spiritual Life Skills, um site de auto-ajuda, auto-atualização e que apresenta um sistema de fortalecimento pessoal e educação espiritual.
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