sábado, 23 de março de 2013

6 atitudes para que seu filho se torne um adulto consciente



Reunimos ideias que estimulam boas atitudes e ajudam a desenvolver desde cedo na criança uma consciência de seu papel no mundo


Por definição, cidadão é um indivíduo com direitos civis e políticos garantidos por um Estado - ou seja, em tese, seu filho já nasceu cidadão. Mas a teoria não basta. É preciso aprender, praticar e cultivar a cidadania. Boa parte dos valores éticos essenciais para que ele, no futuro e agora, viva bem em sociedade vem da escola. 

"É lá que a criança tem as primeiras experiências mais sólidas em termos de vida pública e aprende a conviver, como alguém que pertence a um lugar e a um grupo", diz Maria Teresa Eglér Mantoan, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diferença (Leped), da mesma instituição. Mas as noções de respeito por si mesmo e pelo outro, a solidariedade e a tolerância para conviver bem com a diversidade também nascem em casa. 

Tudo começa pela postura que os pais assumem tanto nos domínios domésticos quanto na comunidade da qual fazem parte. 

Atitudes cotidianas até simples, como caminhar pelo bairro para conhecê-lo melhor ou puxar uma conversa crítica sobre um filme que a família acaba de ver, ajudam a formar filhos cidadãos. Consultamos especialistas e reunimos as principais.


1. Seja um bom modelo

Um ótimo ponto de partida é mostrar - não com palavras, mas com ações - que a família tem consciência de seus direitos e deveres e age de modo participativo na sociedade. Isso inclui ir a reuniões e eventos promovidos pela escola em que os filhos estudam não faltar a assembleias de condomínio, comparecer às urnas para eleger governantes consciente de seu voto, opinar em referendos e inteirar-se de questões importantes para seu bairro, sua cidade, seu estado, seu país. Mas as atitudes do dia a dia contam, e muito. 

Então, atenção: do banco de trás do carro, seu filho percebe se você dá ou não passagem para pedestres, se sempre segue as regras de trânsito - ou as burla quando está com pressa, por exemplo - e se costuma parar em fila dupla ao deixá-lo na escola. E nota a gentileza e o bom senso (ou a falta desses atributos) no trato com parentes, amigos, colegas de trabalho e empregados. "Crianças e adolescentes são muito observadores. Veem tudo", afirma a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casais, em São Paulo. 

Ela ressalta que, por isso, vale comentar quando pessoas fazem algo errado. "Você pode dizer: `Olha só, um motorista parado bem em cima da faixa. Isso não é legal¿ ", sugere. O papo deve acontecer de modo natural e fluido, não parecer ensaiado ou ter ar de lição de moral. Uma das bases para formar um cidadão crítico é você mostrar quem é de verdade, suas crenças e seus princípios.

2. Ative o sentimento de pertencer

Cidadania tem tudo a ver com sentir-se parte integrante de um grupo e corresponsabilizar-se por ele. Primeiro, a própria família. "Os pais precisam falar sobre ela e mostrar quem é esse conjunto de pessoas mais próximas, sua história e seus hábitos. Assim, a criança começa a entender como seus parentes convivem e quais são os limites que ela mesma ocupa dentro dessa célula", diz Maria Teresa, do Leped, da Unicamp. 

Quando bem trabalhado na esfera micro, o sentimento de pertencimento facilita a convivência na esfera macro - não importa aqui se estamos falando de outras crianças no parque, da turma do clube ou de colegas da escola. Segundo experts, esse sentimento de pertencer a algo, que gera comprometimento, é essencial para seu filho entender que "estar com o outro" é diferente de apenas "estar junto do outro" - pressupõe compartilhar e respeitar. 

De acordo com Maria Teresa, "o papel da família é central para as crianças perceberem que, fora de casa, elas também têm compromissos com o mundo que as cerca". Mais adiante, essas noções contribuirão para dar sentido à ideia de nação, na qual podemos reclamar se nossos direitos não são assegurados, mas também precisamos assumir deveres para o bem comum.

3. Invista na parceria com a escola

Uma vez que tanto a vivência em família como as experiências no ambiente escolar são fundamentais para a construção e o fortalecimento das noções de cidadania, nada mais sensato do que buscar uma sólida parceria. "Todas as instituições sociais participam do processo educativo. Mas a escola é aquela destinada a educar de modo organizado e sistemático. É ali que são partilhados, de forma intencional e específica, os conhecimentos, as crenças e os valores de uma sociedade", afirma Terezinha Rios, doutora em educação e colunista da revista Nova Escola Gestão Escolar, da Fundação Victor Civita. 

Conhecer os caminhos trilhados pela escola em que seu filho estuda requer mais do que só acompanhar comunicados e comparecer a reuniões. Peça para conhecer o projeto político-pedagógico, documento no qual são descritos objetivos e metas da instituição, bem como os meios utilizados para alcançá-los. A maioria desses projetos faz referência à formação cidadã. 

Depois, é preciso acompanhar o mais de perto possível o trabalho cotidiano dos educadores para ver como as propostas são colocadas em prática. "A tarefa da escola terá mais êxito se articulada à atuação de outras instituições, principalmente a família. É preciso estabelecer o diálogo."

4. Abra espaço para posturas críticas

Passear a pé pelo bairro, ver o que ele tem de bom e de ruim, observar a diversidade de pessoas e de lugares que abriga, pensar em formas de torná-lo mais bonito e agradável. Essa é uma atividade simples, mas carregada de estímulos ao comportamento cidadão. Também dá para fazer exercícios parecidos em outra cidade ou país. "Conhecer povos, culturas, hábitos e culinárias diferentes é favorecer o entendimento da diversidade", diz a psicóloga e psicanalista Blenda de Oliveira, de São Paulo. E isso é básico para desenvolver tolerância. Sem contar que a criança e o adolescente precisam de espaços para expressar suas opiniões. 

Há formas simples e que funcionam de fazer isso. "Que tal assistir a um documentário, um filme de ficção ou uma peça de teatro e depois fazerem juntos um debate crítico sobre eles? Esse tipo de discussão ajuda a estimular a reflexão, importante na construção da cidadania", afirma Luciana Maria Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania, em São Paulo. 

O trabalho voluntário é outro eixo a explorar. Visitar uma casa de repouso ou contar história em uma creche são experiências que sensibilizam e mudam o olhar de nossos filhos. Só não adianta cobrar interesse por voluntariado se essa não é uma prática valorizada pela família e incorporada a seu dia a dia. "Falamos que os jovens de hoje são apáticos e não têm visão crítica do mundo. 

Mas em que momento nós, como pais, oferecemos estratégias para que sejam cidadãos participativos? Quando convidados, eles querem participar e gostam. Ficam chocados e preocupados com a realidade ao redor e têm energia para mudar as coisas para melhor", diz Luciana.

5. Incentive a colaboração

A amizade e a convivência entre vizinhos parece diminuir conforme aumenta o tamanho das cidades e dos condomínios. O resultado é que hoje impera o individualismo em nossa sociedade. "Estamos mais isolados e infelizes", resume Maria Teresa, da Unicamp. "Há quem tema ser solidário por medo de se dar mal e quem ache que nunca vai precisar de quem mora ao lado, torcendo para que a recíproca seja verdadeira." Em vez de perpetuar o isolamento, os pais precisam favorecer o encontro. 

Vale incentivar seu filho a se apresentar a novos moradores do prédio, chamando-os para brincar. Ou convidar um colega recém-chegado à escola para uma tarde de diversão. Sim, eventualmente eles entrarão em conflito. E, sim, eles talvez sejam diferentes em trajetória, características, pensamentos e posses. Mas nada disso deve servir como medida de comparação ou competição, e é isso que você vai ensinar a seu pequeno. 

Tome sempre cuidado não só com o que fala, mas com o que pensa. Sonhar que seu filho será um grande vencedor na vida é válido, mas nunca a qualquer custo. Pouco vale chegar lá se não houver justiça social para que o outro também tenha a chance de chegar - e é por isso que a violência urbana é um problema de todos nós.

6. Diga não a qualquer desperdício

Certamente, as festas de fim de ano fizeram roupas, brinquedos e aparelhos eletrônicos novos desembarcarem na sua casa. É uma oportunidade para promover uma limpeza geral nos armários e ensinar que certos acúmulos são desnecessários. 

Além de gratificante, o ato de doar é pedagógico. "Ensina sobre desapego e mostra que nada é insubstituível", diz Marina. Falar sobre o uso consciente de água e energia elétrica e mostrar a importância de separar o lixo também são lições essenciais. "É preciso educar os filhos para que aprendam a não desperdiçar comida, tempo, amigos, afetos, talentos e oportunidades. Sustentabilidade engloba tudo isso", afirma Blenda. 

O desafio é transmitir um pacote completo de limites, valores, responsabilidades e posturas cidadãs em diferentes áreas - um pacote para ser carregado pela vida inteira.


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terça-feira, 19 de março de 2013

Dia do Artesão-Parabéns!!!


"O  trabalho fornece o pão de cada dia,
mas é a alegria que lhe dá sabor".
Sílvio Romero
Hoje quero homenagear algumas 
da muitas artesãs 
que trabalham com o EVA.
Parabéns e obrigada meninas 
por compartilhar conosco suas ARTES!!!

Ao longo da história ,o homem sempre produziu objetos, artefatos  para  determinadas finalidades. Criam-se  coisas para se servir utilitariamente delas ou para expressar-se diante da vida.

O homem serve-se de suas habilidades de criar para eternizar o momento histórico em que vive. Estas criações que contam a história da humanidade ao longo dos tempos são as obras de arte. Elas devem ser vistas integradas na cultura de um povo, pois ora retratam elementos do meio natural, ora expressam sentimentos religiosos, ora situações sociais,ora eterna beleza de cores e formas...

A arte não é, como às vezes se pensa, algo isolado das demais atividades humanas. Se algumas pessoas especiais possuem o toque mágico e único de transformar matérias em objetos de deleite para nossos olhos e almas, como Aleijadinho, Picasso, Portinari, Drummond, Niemeyer ou Bilac, outras lançam mão de habilidades mais populares para criar a sua arte _ o artesanato!

Hoje o artesanato tem o conceito mundial de" arte popular" e é patrimônio cultural de uma nação.

Olhe à sua volta! Ele está por toda parte!

Esta atitude de criar e aperfeiçoar constantemente é um dos registros do processo civilizatório pelo qual o homem vem passando desde que surgiu sobre a terra!
E o que hoje é parte da nossa rotina diária, amanhã pode estar em museus, atestando hábitos, valores, medos, alegrias... contando nossa história!

O artesão merece ver sua criação em destaque, com o reconhecimento do valor de sua "arte popular".

Não só o ceramista do norte  de Minas, a rendeira do Ceará e Santa Catarina,
o tapeceiro de Diamantina,  o entalhador de pedra sabão de Catas Altas,
o escultor que une conchinhas no mar do Espírito Santo...

Também NÓS dos blogs de artesanato, em todas as suas lindas formas, MERECEMOS ESTE DIA! AH!... COMO MERECEMOS!

Parabéns para todos que usam as mãos e mentes com criatividade, para o bem!

Como surgiu este dia?

Considerando que é dia de São José ,e que ele foi carpinteiro, uma das mais necessárias artes manuais em todos os tempos, houve por bem homenagear os artesãos nesta data. O que é uma honra!
Aquele humilde e talentoso carpinteiro teve o privilégio e a missão de embalar o filho de Deus!
E as mãos calejadas cuidaram com desvelo ímpar do seu sagrado filho.
O menino cresceu em meio a materiais e ferramentas.
E com São José aprendeu o ofício de carpinteiro.
Jesus foi um artesão!
O MAIOR DE NÓS!
Que a Sagrada Família,  orientadora de nosso Mestre Artesão, nos proteja e guie 
Que São José, nosso padroeiro, sempre esteja do nosso lado!

Fonte:Agulhas e Sonhos

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domingo, 17 de março de 2013

Educação de filhos


No processo de educação, o grande mérito dos pais é burilar o caráter dos seus filhos, de uma maneira informal. É ir sedimentando nos corações infantis os valores morais e os sentimentos nobres.

Para isso, existem algumas dicas importantes. A primeira: nunca digamos para uma criança Não faça isso, sem lhe dar outra coisa para fazer.

Educar é corrigir. Corrigir é substituir uma forma de reação inconveniente por uma adequada. A criança tem prazer na ação. Para desviá-la da que não convém, é importante lhe sugerir a ação conveniente, a fim de não privá-la do prazer de agir.

Assim, em vez de falarmos: Não desça a escada correndo, digamos Desça os degraus um de cada vez. Vá devagar. A ordem é positiva e não impede a ação da criança de descer a escada.

Não digamos que uma coisa é ruim apenas porque incomoda. A qualificação de uma coisa em boa ou ruim é importante para a criança, na formação de sua capacidade de julgamento.

Se a coisa é ruim, é necessário dizer o motivo, de modo compreensível para a criança. E essa razão deve estar na coisa em si e não somente porque desagrada o adulto.

Não interromper o que uma criança está fazendo, sem avisá-la com antecedência.

A criança tem prazer na ação, insistimos. Interromper, de repente, algo que ela esteja fazendo, lhe causará violenta emoção.

Observemos como o bebê reage, chorando, quando alguém simplesmente vem e lhe arranca das mãos o brinquedo com que ele se distraía.

Conversemos sempre, expliquemos. E não pensemos que a criança não entende. Respeitemo-la.

Quando estiver no parquinho, e for o momento de ir embora, não digamos simplesmente Acabou, vamos embora.

Avisemos uns minutinhos antes, dando-lhe tempo, por exemplo, para uma última descida pelo escorregador. Ou apanhar com calma os brinquedos na areia. E se despedir dos amiguinhos com os quais brincava.

Dessa forma, haverá menos choro e mais tranquilidade. A criança sentirá que tem certo domínio sobre o tempo, enquanto lhe estamos repassando também a lição da responsabilidade, pois ela terá que respeitar o trato feito.

Finalmente, não prometamos o que não desejemos cumprir. Para a criança, prometer é começar a realizar.

Se a promessa não se cumprir, haverá uma frustração. Ela sentirá como se tivesse sido privada de alguma coisa e isso dá origem à descrença.

Deixará primeiro de crer nos pais. E, ao crescer, passará a ter a mesma descrença com as pessoas com as quais se relacionar, transformando-se em um adulto desconfiado e solitário.

*   *   *

Pais e mães: abençoemos nossos filhos, a cada manhã, a cada anoitecer, com nosso carinho e cuidados.

Orientemos os nossos pequenos para que cumpram seus nobres destinos na Terra, honrando a confiança do Criador ao nos destinar ao lar suas criaturas.

Mantenhamos nossos rebentos, sob nossos cuidados, um pouco mais, ensinando-lhes, desde cedo, as noções do respeito, da disciplina e do amor.

Abençoemos nossos filhos com a correta educação, preparando-os para serem felizes desde hoje.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 12, do livro Vereda familiar, pelo Espírito Thereza de Brito, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter e no texto Os dez mandamentos para pais e mestres, do Encontro Estadual sobre a família, da Federação Espírita do Estado do Rio Grande do Sul, de 26 a 27 de abril de 1997.
Em 22.1.2013.
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quinta-feira, 14 de março de 2013

A conta da vida


Quando André completou 21 anos, sua mãe lhe preparou uma festa. Ele recebeu os amigos e festejou a data com alegria.

Quem estava entristecida era sua mãe. Apesar de estar completando a maioridade, André não aceitava qualquer disciplina.

Com muito esforço, sua mãe conseguira que ele aprendesse as primeiras letras.

Depois, não quis mais estudar e trabalhar muito menos.

Ao deitar-se naquela noite, o jovem foi arrebatado pelas asas do sono.

Sonhou que era procurado por um mensageiro espiritual que trazia na mão um documento.

E ante a curiosidade de André, lhe disse que aquela era a conta dos seres sacrificados até aquele momento, em seu proveito.

Até hoje, falou o mensageiro, para te sustentar a existência morreram aproximadamente 2000 aves, 10 bovinos, 50 suínos, 20 carneiros e 3000 peixes diversos. Nada menos de 60.000 vidas do reino vegetal foram consumidas pela tua, incluindo-se as do arroz, milho, feijão, trigo, das várias raízes e legumes.

Em média, bebeste 3000 litros de leite, gastaste 7.000 ovos e comeste 10.000 frutas.

Tens explorado fartamente as famílias do ar, das águas, do solo. O preço dos teus dias nas hortas e pomares vale por uma devastação.

E nem relacionamos aqui os sacrifícios maternos, os recursos de teu pai, os obséquios dos amigos e as atenções dos Benfeitores que te rodeiam.

Em troca, o Senhor da vida manda te perguntar o que é que fizeste de útil?

Nada deste de retorno à natureza. Lembra-te de que a própria erva se encontra em serviço divino. Tudo é mensagem de serviço, de trabalho na natureza.

Olha para tua mãe.

Os anos já lhe pesam e ela prossegue em intensa atividade por ti e por teus irmãos, encontrando ainda tempo para se dedicar aos filhos de ninguém.

Observa teu pai que atravessa os anos em labor digno, dando-te o exemplo de disciplina e vontade.

Teus próprios amigos se encontram empenhados no estudo e na dedicação profissional.

Não fiques ocioso.

Produze algo de bom, marcando a tua passagem pela Terra.

O moço espantado passou a ver o desfile dos animais que havia devorado e acordou assustado.

Amanhecia. O sol de ouro cantava em toda parte um hino ao trabalho pacífico.

André pulou da cama, foi até sua mãe e exclamou:

- Mãe, desejo retornar aos estudos ainda hoje.

Pense nisso!

Para nos assegurar a vida, Deus nos faculta o ar, o sol, a chuva, os ventos.

Para nos sustentar o corpo, recebemos o leite materno e na sequência, seres vegetais e animais são sacrificados todos os dias.

Com tanta preocupação de Deus pela nossa própria vida, é de indagarmos o que a nossa vida tão preciosa está oferecendo ao mundo em troca.

Pensemos nisso!
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