domingo, 13 de janeiro de 2013

Sem ELE Nada...



Ele estava no princípio com Deus.
        
Todas as coisas foram feitas por ELE, e sem ELE nada do que foi feito se fez.” (João, 1: 2 e 3)

O Verbo é o Poder Criador. A partir deste entendimento podemos ver a Trindade de outra forma.
         
Deus é Espírito, a Fonte da Luz, dEle tudo emana. O Poder Criador, a Ação Criadora, o processo construtivo da gênese é o Pai, o Verbo. A obra criada, a Criação, é o Filho, o terceiro momento da Trindade.

Assim temos: Espírito - Pai - Filho

Deus está em tudo, tudo está em Deus. “Porque NELE vivemos, e nos movemos, e existimos”. (Atos, 17: 28).

Depreendemos daí o princípio moral da Vida: Nada existe fora de Deus, e se Deus é amor nada existe fora do amor.
         
Tal princípio pode parecer uma filosofia essencialmente romântica, mas não é.

Tudo o que não vibra de acordo com a Lei de amor é uma corrupção da criação original que emana de Deus, é fruto do livre arbítrio dos Espíritos, que são os seres inteligentes da criação (Conf. O Livro dos Espíritos Q. 76). Se não foi criação de Deus é, portanto, transitório, em determinado ponto se esgota por si mesmo e tende a voltar às origens. Acha-se neste fato a gênese da dor.

“Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”. (2CORÍNTIOS, 3: 17)
        
Amor pressupõe liberdade, constrangimento e amor não combinam entre si.  Conforme as palavras do apóstolo onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade; deste modo, os Espíritos, que são criação de Deus, são livres para fazerem a opção pelo bem ou pelo mal.

Os que seguem a trilha do bem são os que andam de acordo com a Lei do amor. Quando Jesus ensinou o amor aos semelhantes ensinou o princípio da ciência que liberta o Ser da escravidão do erro; conhecereis a verdade e a verdade vos libertará (João, 8: 32), afirmou, mostrando-nos assim, que o amor é a verdade absoluta que impera na criação, é o Verbo do princípio sem o quê nada existe.

Claudio Fajardo de Castro (Juiz de Fora/MG)

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Quando me sinto fraca, então é que me faço forte.



Sei que Deus não me criou para que me sentisse derrotada pelos problemas que a vida me apresenta.

Deus não me criou para o desânimo que insistente bate à porta de meu coração, sempre que alguma coisa não dá certo.

Ele não quer ver esta ruga que aparece em meu rosto, refletido no espelho, sinal de toda a preocupação que ocupa minha mente.

Ele sabe que se hoje as coisas não me parecem bem, amanhã, à luz de um novo dia, elas me parecerão menos graves, do que o impacto que me causaram.

Ele sabe, que não obstante, à pequenez de minha fé, sinto que posso contar com a Sua proteção.

Sabe que tenho a certeza absoluta de que não colocará em meus ombros peso maior do que eu possa suportar.

Sabe que entendo que essas experiências desagradáveis pelas quais passo em minha vida, servirão apenas para evoluir e fortalecer meu espírito e enriquecer meus conhecimentos.

E é por tudo isso, que não devo esmorecer, não devo dar ao meu inimigo, seja ele quem for físico, moral ou espiritual, o gosto da vitória sobre mim.

Deus me criou para ser amada, principalmente por mim mesma!

DEUS ME CRIOU PARA VENCER... SEMPRE!
(Autoria: Rose Mori)
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O amor de Deus: Toque transformador!


Você já conheceu alguém que abriu a torneira de sua casa e não tinha água? Eu já... Quando acontece isso, logo perguntamos se a conta foi paga, se tem algum problema nos canos, se a falta de água é só na casa ou na vizinhança também...

Enfim, sabemos que existe água na fonte, mas esta água não chegou até ali para trazer seus benefícios, certamente porque os canais por onde ela deveria chegar não estão funcionando bem.

Todos que já fomos tocados pelo amor de Deus passamos a ser canal da própria essência de Deus, pois Deus é Amor! Logicamente quando as pessoas chegam perto de nós, elas esperam que o canal do Amor de Deus, que somos nós, produza atitudes de amor, assim como o canal de água transporta água.

Mas do modo como falta água nas torneiras das casas, às vezes encontramos pessoas que dizem que tem a Deus, mas que não transportam este amor, não são canais do amor de Deus através de suas atitudes. Quando isso ocorre sabemos que a Fonte(Deus) permanece pronta para fluir através de cada pessoa; a falta de amor não está na Fonte e sim no canal.

Como saber se somos efetivamente canais do amor de Deus? Só há uma forma, através da mudança de atitudes, diariamente. Sua vida tem passado por mudanças que demonstram este amor?

Ao sermos tocados pelo amor de Deus, passamos por um processo de transformação. A primeira transformação ocorre em seu espírito, através da salvação e a vida do indivíduo já não poderá ser a mesma.

COMO É O INDIVÍDUO ANTES DO TOQUE E DEPOIS DO TOQUE DO AMOR DE DEUS:

É egocêntrico, voltado somente para seus próprios interesses.

Aprende a dividir as coisas e a si mesmo, importa-se com o próximo.

Vive murmurando, reclamando, maximizando as dificuldades.

Demonstra gratidão a Deus pela vida e por tudo o que possui, potencializando os aspectos positivos da vida.

Tem valores materiais como prioridade.

Tem valores eternos como prioridade.

É impaciente, irritado, vive num alto nível de estresse.

Paciente com as pessoas e consigo, lida com o tempo como aliado para conseguir seus objetivos.

Sua alegria é movida por festas, bebidas, é mal humorado no seu dia a dia.

Tem alegria verdadeira e permanente. É bem humorado com as pessoas e com a vida.

Vive num conflito interno, ficando tranquilo somente quando todas as circunstâncias são favoráveis

Possui a verdadeira paz, mesmo em meio as circunstâncias adversas.

Ama a si, sendo egoísta e interesseiro.

Ama a si e ao próximo em palavras e ações.

Está mais voltado para o TER do que o SER. Ama as coisas.

Está mais voltado para o SER do que o TER. Ama as pessoas.

Permanece preso ao rancor e amargura, quando é maltratado ou traído por alguém.

Tem capacidade de perdoar, é livre.

Trata bem somente seus amigos.

É amável com as pessoas, mesmo as de difícil convívio.

Vive sem valorizar a família.

Prioriza a família, como presente de Deus!

 Você pode acrescentar a estes, muitos outros exemplos de mudanças que o toque do amor de Deus fez e permanece fazendo em sua vida.

Se você continua a mesma pessoa, é muito provável que ainda não tem o amor de Deus em sua vida ou está precisando de conserto. Talvez você aprecie este amor, mas ainda não sentiu o toque transformador do amor de Deus através de Jesus Cristo. Vá até a Cruz de Cristo, lá você encontra todas as condições de perdão e restauração que precisa para ser canal do amor de Deus, todos os dias, por onde passar.

Colunista Edileide Castro - Pedagoga, Psicanalista Clínica, Escritora, Consultora e Palestrante.
edileidecastro@hotmail.com/www.edileidecastro.com


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domingo, 6 de janeiro de 2013

Delinquência infanto-juvenil...

Reino dos Gifs, muito mais gifs para você
Delinquência infanto-juvenil, uma breve ponderação espírita.


É muito gratificante recebermos notícias sobre jovens infratores que aproveitam as oportunidades que as instituições de ressocialização lhes oferecem, ingressando, alguns poucos, na universidade, com direito inclusive a bolsas de estudos integrais. Nesse aspecto, sabemos que cada ser recebe da vida segundo seus esforços e méritos.

Inobstante as grandes diligências para a ressocialização dos jovens delinquentes, é de se lamentar que excepcionalmente os apreendidos (menores) no Brasil conseguem lograr êxitos na sociedade. O assunto é instigante e implica bastante sensibilidade, por tanger as questões que abrangem crianças e adolescentes incursos na prática criminosa, tão combatida, mas que ultimamente só avigora as trágicas estatísticas do crime.

Há teóricos que defendem não haver adolescentes infratores em decorrência da pobreza, do abandono ou da falta de oportunidade de estudo ou trabalho, mas como reflexos de exposições seguidas a circunstâncias de deficiência moral e que se confiam ao crime por vontade própria.

Em sentido contrário a esse argumento, surgem as vozes dos que propagam o argumento de que o adolescente marginalizado é, em grande monta, vítima de desigualdade social, pois que não tem renda suficiente para usufruir de bens e serviços básicos, como saúde, educação, habitação e lazer.

Isso é razão suficiente pelo que o jovem se torna revoltado ou ansioso por experimentar o que da vida lhe é suprimido. Para tal adolescente, o melhor recurso é o processo de ressocialização; não com vistas à repreensão judicial, mas à reinserção desse jovem infrator na sociedade que ele mesmo rejeitou.

Para os especialistas, não há um juízo pacífico no princípio sobre as admissíveis causas da delinquência infanto-juvenil. O que existe são conjecturas, sobretudo de caráter social, acerca desses desvios de comportamento que culminam com a condenação da sociedade.

Não ignoramos que a família (com as devidas ressalvas) deve ser colocada como importante matriz da defecção moral dos filhos. André Luiz nos adverte que “os pais respondem espiritualmente como cicerones dos que ressurgem no educandário da carne.”
Há, sem sombra de dúvida, pais ou responsáveis que são avaliados como geradores da condição irregular de seus filhos ou tutelados, seja ela concebida como carência de meios indispensáveis à subsistência, abandono material ou até mesmo a prática de infração penal.

Compete observar que a violência entre os menores tem aumentado e nem sempre tem conotação econômica, arredando substancialmente a tese das condições subumanas a que são jugulados os jovens, principalmente nas grandes cidades, e que os desviariam para o crime. Ressalte-se que o número de adolescentes infratores egressos da classe A (alta) e B (média) tem aumentado, no mundo inteiro.

As causas da marginalidade entre os adolescentes são, pois, muito extensas, não se reduzindo exclusivamente à ociosidade, pobreza, fome ou descaso social. Acerca-se também pela esguelha das malfazejas companhias, constituição de gangues, aglomerações de pessoas insensatas, etilismo, drogas, meretrício, insolência religiosa ou ética e anseio orientado para o crime, configurando-se como causas importantes.

André Luiz assevera que “a criança sofre de maneira profunda a influência do meio. Por isso é urgente passar-lhe a noção de responsabilidade nos deveres mínimos como o ponto de partida para o cumprimento das grandes obrigações sociais.

Não permitir que as crianças participem de reuniões ou festas que lhes conspurquem os sentimentos e, em nenhuma oportunidade, oferecer-lhes presentes suscetíveis de incentivar-lhes qualquer atitude agressiva ou belicosa, tanto em brinquedos quanto em publicações.”

Concebemos que o sedutor universo fashion, a TV e a internet, ao colonizarem as residências (edificação material da casa) e lares (aspirações da família), exacerbaram nas crianças o despertar prematuro para uma realidade desnuda e inumana, o que equivale a afiançar que elas foram arrebatadas do seu mundo de alegoria e dirigidas para a inversão dos valores morais, espicaçadas também pela arrogância dos pais. Assim sendo, a estação de inocência e tranquilidade infantil foi diminuindo.

Cada vez mais cedo, e com maior magnitude, as excitações da adolescência germinam adicionadas pelos diversos e desencontrados apelos das revistas libertinas, da mídia eletrônica, das drogas, do consumismo impulsivo, do mau gosto comportamental, da banalidade exibida e outras tantas extravagâncias, como espelhos claros de pais que vivem alucinados, estancados e desatualizados, enjaulados em seus quefazeres diários e que jamais podem demorar-se à frente da educação dos próprios filhos.

Sejamos atentos à verdade de que educar não se abrevia apenas a fornecimentos de abrigo e alimento do corpo extinguível. A educação, por significado, funda-se na base da constituição de uma sociedade profícua.

A tarefa que nos cumpre alcançar é a da educação das crianças e jovens pelo padrão de total dignificação moral sob as bênçãos de Deus. Nesse sentido, os postulados Espíritas são antídotos contra todas as deletérias armadilhas humanas, posto que aqueles que os distinguem têm consciência de que não poderão se eximir dos seus encargos sociais, sabendo que o amanhã é uma implicação do presente.

Assim, é imperativo identificarmos no coração infanto-juvenil o arcabouço da futura geração saudável.

Jorge Hessen

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