quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

JESUS FOI COM TODA PUJANÇA O MESTRE POR EXCELÊNCIA



De todos os temas que tenho escrito, os mais fascinantes são quando discorro sobre Jesus. Ele que é a mais elevada expressão humana e a mais mencionada da História.

O Mestre foi, é e sempre será inspiração para os majestosos arranjos literários e, sobretudo para obras de arte (música, pintura, teatro, escultura, poesia). Nenhum vocábulo, fórmula poética, artística, filosófica e nenhum louvor em Sua memória conseguirá traduzir o que Ele representa para cada um de nós.

Ele é a avenida, a veracidade e a existência; nenhuma pessoa irá ao Criador, senão por Ele. Todos os milhares de volumes dos mais variados livros ditos sagrados Jesus resumiu em uma única citação que abrange toda a sabedoria e cultura terrestre - amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos.

O seu desempenho foi o de colossal fanal, fulgurando nossas estradas e mostrando a todos como poderemos obter a felicidade. Foi um Educador por excelência, tanto que foi o único adjetivo que teve o seu apoio, o de Mestre.

É verdade! Jesus jamais aceitou qualquer outra qualificação, e o único título que admitiu foi o de ser chamado de Mestre. Verdadeiramente, Jesus foi com toda a pujança o Mestre por excelência. Translúcido como um cristal era o Seu caráter - e, no entanto, Ele continua sendo o maior enigma de todos os séculos.

Para alguns religiosos é entronado como uma divindade. O motivo pelo qual alguns consideram Jesus um Semideus, é a sua colossal elevação espiritual. Diante Dele, todos ficamos muito pequeninos, ressaltando-se as nossas deficiências e inferioridades. Perante o Mestre, somos tão nanicos que ele nos parece ser uma Divindade. Daí a confusão de alguns religiosos.

Um dos mandamentos inesquecíveis de Jesus está contido no Sermão da Montanha. Nessa belíssima lauda, avaliada por Mahatma Gandhi como a mais pura essência do cristianismo a ponto de o Iluminado da Índia pronunciar que se um cataclismo extinguisse toda a sabedoria humana, com todos os seus livros e bibliotecas, se restasse apenas o Sermão da Montanha, as gerações futuras teriam nele toda a beleza e sabedoria necessárias para a vida.

Jesus é o redentor, o consolador, o diretor planetário, o Profeta, o Mestre. Não adulava os poderosos e não oprimia os excluídos sociais. Não repudiava "madalenas" nem apedrejava “adúlteras” - mas lançava os penitentes verbos de perdão. Por servir ao próximo, com modéstia, sem agressões e arrogâncias, Ele foi tido como insensato e rebelde violador da lei e inimigo da população, sendo escolhido por essa mesma turba para receber com a cruz o glorioso laurel de acúleos. Mas, o sacrifício Dele não deve ser apreciado tão somente pela dolorida demonstração do Calvário.

A coroa e a cruz representaram o desfecho da obra do Mestre, mas o sacrifício na sua exemplificação se constatou em todos os dias da sua passagem pela Terra. Anunciando as bem-aventuranças à população no monte, não a desvia para a brutalidade, a fim de assaltar o celeiro dos outros. Multiplica, Ele mesmo, o pão que a reconforta e alimenta. Não alicia o povo a reclamações. Recomenda acatamento aos patrimônios da direção política, na circunspecta expressão "a César o que é de César". Evidenciando as apreensões que o vestiam, diante da renovação do mundo íntimo, não se regozijou em assentar-se no trono dos gabinetes, em que os generais e os legisladores costumam ditar ordens.

Desceu, Ele próprio, ao seio do povo e entendeu-se pessoalmente com os velhos e os doentes, com as mulheres e as crianças. A Sua lição fulge como um Sol sem crepúsculo, conduzindo a Humanidade ao Porto da paz.

Para a maioria dos teólogos, Ele é objeto de estudo, nas letras do Velho e do Novo Testamento, imprimindo novo rumo às interpretações de fé.

Para os filósofos, Ele é o centro de polêmicas e cogitações infindáveis. Conquanto alguns (kardequiólogos) tentem bani-lo do movimento espírita, para nós, ESPÍRITAS, Jesus foi, é e será sempre a síntese da Ciência, da Filosofia e da Religião (tripé do edifício Espírita).

A Doutrina dos Espíritos vem colocar o Evangelho do Cristo na linguagem da razão, com explicações racionais, filosóficas e científicas. Sem abandonar o aspecto sensível da emoção que é colocado na sua expressão profunda, demonstra que o sentimento e a razão podem e devem caminhar pela mesma alameda, pois constituem as duas asas de libertação definitiva do homem.



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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Em Favor de Você Mesmo


Aprenda a ceder em favor de muitos, para que alguns intercedam em seu benefício nas situações desagradáveis.
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Ajude sem exigência para que outros o auxiliem, sem reclamações.
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Não encarcere o vizinho no seu modo de pensar; dê ao companheiro oportunidade de conceber a vida tão livremente quanto você.
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Guarde cuidado no modo de exprimir-se; em várias ocasiões, as maneiras dizem mais que as palavras.
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Refira-se a você o menos possível; colabore fraternalmente nas alegrias do próximo.
Evite a verbosidade avassalante; quem conversa sem intermitências, cansa ao que ouve.
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Deixe ao irmão a autoria das boas idéias e não se preocupe se for esquecido, convicto de que as iniciativas elevadas não pertencem efetivamente a você, de vez que todo bem procede originariamente de Deus.
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Interprete o adversário como portador de equilíbrio; se precisamos de amigos que nos estimulem, necessitamos igualmente de alguém que indique os nossos erros.
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Discuta com serenidade; o opositor tem direitos iguais aos seus.
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Se você considerar excessivamente as críticas do inferior, suporte sem mágoa as injunções do plano a que se precipitou.
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Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão de agradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não conseguiu.
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Defrontado pelo erro, corrija-o primeiramente em você, e, em seguida, nos outros, sem violência e sem ódio.
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Se a perfídia cruzar seu caminho, recuse-lhe a honra da indignação examine-a, com um sorriso silencioso, estude-lhe o processo calmamente e, logo após, transforme-a em material digno da vida.
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Ampare fraternalmente o invejoso; o despeito é indisfarçável homenagem ao mérito e, pagando semelhante tributo, o homem comum atormenta-se e sofre.
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Habitue-se à serenidade e a fortaleza, nos círculos da luta humana; sem estas conquistas dificilmente sairá você do vaivém das reencarnações inferiores.

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Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

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sábado, 15 de dezembro de 2012

PACIÊNCIA NÃO SE PERDE


 
É muito comum ouvirmos esta exclamação: perdi a paciência! Como sabem, porém, que perderam a paciência? Porque quando precisaram daquela virtude para se manterem calmos e serenos não a encontraram consigo e, por isso, exasperaram-se, praticaram desatinos e blasfêmias?

Só pelo fato de não encontrarem em seu patrimônio moral aquela virtude, alegam logo que a perderam. Como poderiam, porém, perder o que não possuíam?


Será melhor que os homens se convençam de que eles não tem paciência, que ainda não alcançaram essa preciosa qualidade que, no dizer do Mestre insigne, é a que nos assegura a posse de nós mesmos: Pela paciência possuireis as vossas almas. E não pode haver maior conquista que a conquista própria. Já alguém disse, com justeza, que o homem que se conquistou a si mesmo vale mais que aquele que conquistou um reino. Os reinos são usurpados mediante o esforço e o sangue alheio, enquanto que a posse de si mesmo só pode advir do esforço pessoal, da porfia enérgica e perseverante da individualidade própria, agindo sobre si mesma.

Todos esses, pois, que vivem constantemente alegando que perderam, a paciência, confessam involuntariamente que jamais a tiveram. Paciência não se perde como qualquer objeto de uso ou como uma soma de dinheiro. Os que ainda não lograram alcançá-la, revelam essa falha precisamente no momento em que exasperam, em que perdem a compostura e cometem despautérios. Quando, depois, o ânimo serena, o homem diz: perdi a paciência. Não perdeu coisa alguma; não tenho paciência é o que lhe compete reconhecer e confessar.

As virtudes, esta ou aquela, fazem parte de uma certa riqueza cujo valor imperecível Jesus encarece sobremaneira em seu Evangelho, sob estas sugestivas palavras: Granjeai aquela riqueza que o ladrão não rouba, a traça não rói, o tempo não consome e a morte não arrebata. Tais bens são, temporalidade, e não podem, portanto desaparecer em hipótese alguma. Constituem propriedade inalienável e legitimamente adquirida pelo Espírito, que jamais a perderá.

Não é fácil adquirirmos certas virtudes, entre as quais se acha a paciência. A aquisição da paciência depende da aquisição de outras virtudes que lhe são correlatas que se acham entrelaçadas com ela numa trama perfeita. A paciência – podemos dizer – é filha da humildade e irmã da fortaleza, do valor moral. O orgulho é o seu grande inimigo. A fraqueza do Espírito é outro obstáculo à conquista daquele precioso tesouro. Todos os movimentos intempestivos, todo ato violento, toda atitude colérica são oriundos da suscetibilidade do nosso amor próprio exagerado.

A seu turno, os desesperos, as aflições incontidas, os estados de alucinação, os impropérios e blasfêmias são consequências de fraqueza de ânimo ou de debilidade moral. A calma e a serenidade de ânimo, em todas as emergências e conjunturas difíceis da vida, só podem ser conservadas mediante a fortaleza e a humildade de Espírito. É essa condição inalterável de ânimo que se denomina paciência. É ela incontestavelmente atestado eloquente de alto padrão moral.

Naturalmente, em épocas de calmaria, quando tudo corre ao sabor dos nossos desejos, parece que possuímos aquele preciosíssimo bem. Os homens, quando dormem, são todos bons e inocentes. É exatamente nas horas aflitivas nos dias de amargura, quando suportamos o batismo de fogo, que verificamos, então, a inexistência de sublime virtude conosco.

No mundo, observou o Mestre, tereis tribulações, mas tende bom ânimo: eu venci o mundo. Como ele venceu, cumpre a nós outros, como discípulos, imitá-lo, vencendo também. Cristo é o sublime modelo, é o grande paradigma. Não basta conhecer seus ensinamentos, é preciso praticá-los. Daqui a necessidade de fortificarmos nosso Espírito, retemperando-o nos embates cotidianos como o ferreiro, que na forja, tempera o aço até que o torna maleável e resistente.

A existência humana é urdida de vicissitudes e de imprevistos. Tais são as condições que havemos de suportar como consequências do nosso passado. A cada dia a sua aflição – reza o Evangelho em sua empolgante sabedoria. Portanto cumpre nos tornemos fortes para vencermos. Fomos dotados dos predicados para isso. Tudo o que eu faço, asseverou o Mestre, vós também podeis fazer. Se nos é dado realizar os efeitos maravilhosos do Cristo de Deus, porque permanecemos neste estado de miserabilidade moral? Simplesmente porque temos desculpado a obra de nossa educação. A educação do espírito é o problema universal.

A obra da salvação é obra de educação, nunca será demais afirmar esta tese.

A religião que o momento atual da Humanidade reclama é aquela que apela para a educação sob todos os aspectos; educação física, educação intelectual, educação cívica, educação mental, educação moral.

A fé que há de salvar o mundo é aquela que resulta desta sentença; Sede perfeitos como o vosso Pai celestial é perfeito.

(Em Torno do Mestre, pg. 24-26)
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Repensar o Natal



Há uma frase que diz: “Quando chega o Natal, todos os corações voltam ao lar”.

É interessante perceber como os sentimentos vão se modificando à medida em que o ano finda:

Há um cansaço que procura repouso no aconchego do lar, à sombra da árvore da família; uma saudade que busca as lembranças da infância; gratidão que se entrelaça e abraça as esperanças de um ano novo.

Podemos repensar a preparação e a celebração do Natal entre nossos familiares, colegas de estudo ou trabalho. Que essa festa cristã não se transforme em consumismo e cansaço. Com a participação de membros da família ou de outro grupo de pessoas, os preparativos para a celebração do Natal ficam mais significativos.

Os ornamentos natalinos não são apenas enfeites, mas símbolos que têm uma razão de ser. Sendo assim, cores e formas são significativas. Reflitamos sobre o significado de cada um deles. Há muita literatura a respeito. 

Quem coordena a decoração e a celebração deve procurar envolver pessoas de várias idades. As noites de dezembro, principalmente as de finais de semana sejam cheias de canções, histórias, lembranças, surpresas…

Há os que preparam sacolinhas verdes e vermelhas, recheadas de doces e surpresinhas para oferecê-las a crianças carentes, a uma instituição de caridade ou levá-las em suas andanças, para presentear os que encontrar pelo caminho. 

Lembro-me das sacolinhas em tecido vermelho, recheadas de balas e algumas moedas, que as senhoras do Apostolado da Oração entregavam a todas as crianças, depois da Missa de Natal. Era um SINAL de amor às crianças. Imagino a alegria daquelas senhoras, reunidas na preparação desses agrados. Orfanatos e asilos – extremos frágeis do cuidado pela vida – merecem atenção especial.

Ir. Zuleides Andrade, ASCJ
Curitiba-PR
Fonte: Revista Triunfo do Coração de Jesus -n° 57

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