sábado, 1 de dezembro de 2012

1º de Dezembro



" Há pessoas...

Que querem ser bonitas para chamar a atenção...

Outras desejam a inteligência para serem admiradas...

Mas há algumas que procuram cultivar a Alma e os Sentimentos.

Essas alcançam a admiração de todos, porque além de belas e inteligentes tornam-se realmente PESSOAS!"

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

SE




Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti, quando estão todos duvidando
E para estes no entanto, achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais nem pretensioso.

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires;
De sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores;
Se, encontrando a derrota e o triunfo, conseguires
Tratar da mesma forma a estes dois impostores
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E, as coisas porque desta vida, estraçalhadas,
E refazê-las com bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perdes, e ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
A dar, seja o que for, que neles ainda existe
E a persistir assim quando exausto, contudo,
Resta a vontade em ti, que ainda ordena: persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
E, entre reis, não perder a naturalidade;
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes;
Se a todos podes, ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo
Ao minuto fatal todo valor e brilho:
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
É - o que é muito mais - és um Homem, meu Filho!

Autor: Rudyard Kipling, editor, escritor e poeta inglês. Joseph Rudyard Kipling nasceu em 30 de dezembro de 1865, Bombaim, Índia. Faleceu em 18 de janeiro de 1936 com 70 anos e 21 dias de idade. Prêmio Nobel de Literatura, 1907. Suas magníficas histórias poemas interpretam a Índia em todo seu calor.










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sábado, 24 de novembro de 2012

Em que os avós jovens podem melhorar?



Um avô jovem pode chegar a ser um homem ou uma mulher que, tendo-se casado por volta dos vinte anos, e tendo filhos, se encontra com um primeiro neto, recém-nascido, por volta dos cinquenta. E ninguém, aos cinquenta anos se encontra em situação de representar a ansiedade que, arbitrariamente, se destaca ao avô.

Aos cinquenta, quando se quis viver como pessoa, alguém começa a amadurecer. Começa a distinguir, mais ou menos claramente, o que é essencial e o que é acessório, graças à experiência do tempo perdido no que é menos essencial, e também porque começa a pensar profunda e serenamente. E possui maior disciplina interior para desprender-se do prescindível.

Por outro lado, esse processo de melhora pessoal chamado educação tem caráter vitalício de vinte anos-ainda que passem muito rápidos - que vão dos cinquenta aos setenta, em termos redondos. São idades muito significativas para a própria educação. Não apenas porque algum filósofo definiu ao homem como “ser de crescer”, mas também porque seu processo educativo está à vista de seus filhos, noras, genros e netos. E todos eles se beneficiarão dos progressos deste processo de crescimento ou sofrerão com os danos de um possível e lamentável estancamento.

Os grandes temas da melhora pessoal

Os avós tem obrigação de continuar crescendo como pessoa, por dupla ou tripla partida. Nem como pai ou mãe, sogro ou nora, avô ou avó pode permitir-se o luxo de sê-lo estaticamente, porque lhe faltaria vida. E apenas desde a vida se pode viver a vocação do serviço à vida, como é óbvio.

Bem, mas em que pode melhorar? A palavra melhora, referida à pessoa humana, quer dizer, educação.

EDUCAÇÃO, EM SUA EXPRESSÃO COMPLETA,
É EDUCAÇÃO DA LIBERDADE PARA O AMOR NA FÉ. 

Em seguida, o avô, como qualquer ser humano, deve continuar crescendo:

Em liberdade;
Em capacidade de amar.

Pode melhorar no desenvolvimento de algumas capacidades humanas muito relacionadas com a liberdade. Especialmente, necessitará crescer na liberdade como capacidade de aceitação.

Pode melhorar em relação ao binômio dar-receber:

No amor conjugal;
No amor aos filhos;
No amor aos netos;
No afeto desinteressado a cada membro da família extensa;
Na amizade; no amor divino.

Sempre, em relação a esses grandes temas de desenvolvimento pessoal, poderíamos analisar algumas sombras da época atual para descobrir, por contraste, as luzes que nos destacam pontos urgentes de melhora, sobretudo para uma avó jovem, nestes preciosos vinte anos aos quais nos referimos anteriormente.

Ante as muitas dificuldades, o avô jovem necessita crescer em esperança. Nada mais lógico, porque juventude e esperança estão unidas: a juventude é o fundamento da esperança natural, e a esperança sobrenatural funda uma nova juventude.

Em íntima relação com a esperança, deve destacar-se a amizade.

Qualquer ser humano deve suspeitar que não se pertence a si próprio. E, desde cedo, qualquer cristão o sabe: não se pertence a si próprio, mas a Deus. E por Ele, aos demais, começando – no caso dos avós jovens - por seu cônjuge, por seus filhos, por seus netos, etc.

Acabamos de destacar três aspectos importantes na melhora pessoal do avô jovem:

O AVÔ DEVE CRESCER EM AMIZADE,
ESPERANÇA E DISPONIBILIDADE.


Ao longo de uns vinte anos

Em que podem melhorar os avós jovens ao longo dos anos? Sua disponibilidade lhes levará a estabelecer prioridades de melhor acordo com aquilo que mais necessitam ou esperam deles:

Seu cônjuge;
Seus filhos;
Seus netos;
Outros membros da família extensa;
Seus amigos.

Podem melhorar em muitas coisas. Sobretudo, no essencial, pois no acidental se supõe que terão melhorado antes dos cinquenta anos.

Podem melhorar:

No domínio do tempo, frente à pressa.
Na generosidade, tão necessária para comportar-se como pessoas;
Na capacidade de amar e de sofrer, porque, nestas idades, dor e amor estão mais próximos;
Na humildade, na serenidade e na alegria.

E também no desprendimento. Cada vez mais desprendidos de tudo e de todos. E, entretanto, muito próximos a cada ser humano que lhes procura o que lhes necessita.

Quando pela primeira vez um neto invade a vida de uma pessoa próxima aos cinquenta anos quase nada muda. Mas é uma chamada de atenção para que não continue distraída no urgente de sua família nuclear.

Parece que não acontece nada. Na realidade, a um avô jovem lhe ocorre o seguinte:

Estendem-se os limites de sua família;

Ampliam-se suas responsabilidades, na dimensão temporal de seu clã familiar, em ambas direções;

É convidado a melhorar como pessoa, e como avô, recém-estreado;

Lembra-se, de um modo novo, que não lhe pertence;

Ocupa um lugar intermediário entre os membros visíveis e os invisíveis de suas famílias;

Lhes é facilitado ver a necessidade de renovar essa família extensa, que não é apenas para esta terra, nem pode limitar-se a construir suas moradas aqui.

Certamente, temos a impressão, a julgar por muitas conversas com avós recém-estreados, que muitos não sabem o que lhes vem à cabeça.
A estreia dos avós

Com a chegada do primeiro neto mudam muitas coisas. Os avós jovens podem considerar-se, então, melhores espectadores prazerosos ou discretos participantes do êxito. Em todo caso, começa para eles uma nova etapa da vida. A princípio, as avós recentes são muito mais conscientes que seus cônjuges.

Até os cinquenta anos, os recentes avós, talvez antes fosse um pai de família atarefado em alimentar materialmente sua família, mais ou menos urgido pelos cúmplices do consumismo em sua própria casa. Ora, todavia influenciado pelas necessidades materiais dos seus, deve – como avô jovem - começar a prover-lhes de alimentos espirituais; deve começar a cuidar da cultura familiar como alimento. Eis aqui outro âmbito de melhora: como provedor de alimentação cultural. E isso, como os demais, requer preparação do avô.

A liberdade consiste em abrir caminhos e ser capaz de recorrê-los. Cada um em seu caminho pessoal. Com novos trajetos cada dia. De modo que isto não seja um trilhar e trilhar e trilhar sobre uma mesma extensão.

Insistiria mais nisto, com eles e com elas. Cada dia é importante ter algum propósito a mais, para que, assim, cada jornada seja um renovar-se a seu alcance, em suas casas, em seus afazeres. E com seus filhos e com seus netos.

É algo assim como colocar uma rosa nesses lares. Com seu perfume de vida tudo irá bem, sem estridências. E cada um aceitará a pequena parte que tem sob sua responsabilidade. E se cada um se sacrifica, irá avançando. Os próprios filhos, vendo seus pais, tratarão de viver assim. E o mesmo os netos, se veem aos avôs ...

É uma mensagem quase esquecida, a do sacrifício. Por isso, na transmissão de heranças espirituais e de exemplos de vida, os avós jovens podem – e devem - fazer notar que SEM SACRIFÍCIO NÃO HÁ VIDA

Adaptação do livro “Os Avós Jovens”, de Oliveros F. Otero e José Altarejos.
OLIVEROS F. OTERO é doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Madri. Dirigiu durante muitos anos, desde seu início, o departamento de formação de orientadores familiares do Instituto de Ciências da Educação da Universidade de Navarra. Foi assessor de centos de estudos superiores. É autor de dezoito livros.

JOSÉ ALTAREJOS. Diretor de empresas de negócios e máster em Artes Liberais. Autor de um livro de poesia: “Olhares”. Orientador familiar. Pai de quatro filhos e avô de nove netos.

Publicado no Portal da Família 


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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Os benefícios da atenção




Narra um psicólogo que um casal trouxe o filho ao seu consultório. Garoto de quatorze anos, cabeludo, foi descrito pelos pais como um terrível problema. Ele já havia fugido de casa inúmeras vezes, só retornando ao lar por interferência policial.

O relacionamento entre pais e filho era muito ruim. A mãe chorosa disse ao psicólogo que não sabia mais o que fazer. Tudo que ela e o marido podiam, davam ao filho. Ele não tinha do que reclamar. Roupas, carro, dinheiro, viagens. E o comportamento não melhorava.

O terapeuta iniciou uma série de sessões com o adolescente. Depois de algum tempo, conquistou a sua confiança e o jovem contou o seu drama emocional:

Meus pais não ligam para mim. Dão coisas para mim, até o que nem quero. Mas, nunca fazemos alguma coisa juntos. Quando tento falar com meu pai, ele nem me olha. Muito menos me escuta. Já vai perguntando se eu quero mais dinheiro. Minha mãe vive a me criticar o cabelo, o brinco na orelha, mas nunca me ouve.

Estava descoberto o problema. A causa da rebeldia do garoto chamava-se rejeição. Os pais lhe davam coisas materiais mas não se doavam a ele, em momento algum.

Psiquiatras, psicólogos, educadores e religiosos já se posicionaram, oportunamente, dizendo que a melhor atitude pessoal para ajudar alguém em dificuldade, e em especial a juventude, é o domínio da arte de prestar atenção. O que quer dizer, se interessar pela pessoa.

Ouvir como quem deseja mesmo se inteirar do problema.

Observar atitudes que estejam a dizer: olhem para mim.

Isso porque toda criatura humana sente necessidade de ser ouvida. A ausência dessa atenção causa muitos problemas psicológicos a crianças, jovens e adultos.

Em verdade, a criança manhosa que fica puxando a saia da mãe ou o braço do pai, o adolescente revoltado, o desordeiro, até um determinado ponto estão gritando: eu quero a atenção de vocês.

E quem de nós não pode ceder alguns minutos para ouvir? Quando Anne Sullivan encontrou a menina Helen Keller, cega, surda e muda, ela parecia em seus seis anos de idade um animal selvagem.

Fechada em seu mundo, sem conseguir ser entendida, quando não faziam aquilo que ela queria, dava beliscões, pontapés, mordidas.

Anne Sullivan realizou o milagre dando-lhe atenção.

Atenção apoiada em afeição, motivada pelo interesse.

Anos mais tarde, Helen Keller escrevia em suas memórias: "senti passos que se aproximavam. Estirei a mão, e alguém a pegou, fui levantada e segura pelos braços daquela que, vindo para me revelar todas as coisas, viera, acima de tudo, para me querer bem.

Registrem na memória essa relíquia de pensamento: a moeda de ouro da atenção - aprendam a dá-la graciosa e alegremente, que os dividendos hão de voltar, derramando-se em vocês."

***

Todos os seres humanos têm necessidade de segurança na jornada carnal, cheia de percalços.

Os pais, os educadores, os adultos em geral são modelos para a criança, que os amará, copiando suas atitudes ou os detestará, também incorporando inconscientemente sua maneira de ser.

O carinho na infância, o amor e a ternura, ao lado do respeito à criança são fundamentais para uma vida saudável.

Não esqueçamos que os seres humanos que compõem a nossa sociedade, com seus diversos comportamentos, são a resultante da educação na família e do seu nível de consciência individual.

Fonte: Revista Presença Espírita nº 219 de jul/ago de 2000 pág. 14 - Os benefícios da atenção de José Ferraz

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