sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Procure Crescer Sempre

Você se sente uma pessoa especial? Você sabe por que é especial? Conhece seus talentos, seus dons, suas virtudes? E os seus pontos fortes você tem consciência deles?

Pois saiba que tudo isso que você é está sendo determinado pelo conjunto de competências que te trouxe até aqui. Por isso é que se deve considerar uma pessoa singular, importante, verdadeira e feliz!

Aproveite esses dias para deixar ainda mais acentuados os seus pontos fortes. Aproveite para usar sua especialidade e dar valor a ela. Procure crescer sempre e se transformar numa pessoa melhor a cada dia. Assim, cada atitude sua, por mais simples que seja, ganhará uma dimensão de grandeza e de nobreza.

Este será mais um dia para você chegar perto do lugar onde quer e merece estar. Crie condições para que outras pessoas também caminhem com você nessa conquista. E é isso que pode fazer sentido na sua vida!

Escolha bem seus pensamentos. E nunca mais dê espaço em sua mente para os aborrecimentos. Nem para os maus pressentimentos! Na sua cabeça só deve haver lugar para confiança, alegria.... E tem mais: há uma grande diferença em aborrecer do emburrecer.

Acredite na sua força interior! Acredite em você! Acredite na vida!

E toda vez que se ver envolvido com algum problema, não evite! Enfrente! Resolva! Decida! Tenha atitude! Seja corajoso, sempre!

Bom Dia! Bom Divertimento!  Fique na Paz!

"Será que você não está vendo nos outros aquilo que carrega em seu coração?" 

Autoria: Luis Carlos Mazzini

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A ADOLESCÊNCIA – CONHECER PARA MELHOR CONVIVER


A perda dos rituais e a complexidade do mundo atual exigem amadurecimento mais individualizado e problemático. Mas as dificuldades não são apenas dos jovens. Afinal, a "aborrecência" existe ou o termo serve para estigmatizar os adolescentes?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a adolescência é um período da vida, que começa aos 10 e vai até os 19 anos, 11 meses e 29 dias, e segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente começa aos 12 e vai até os 18 anos, onde acontecem diversas mudanças físicas, psicológicas e comportamentais. Nessa fase ocorrem pelo menos três fenômenos importantes do desenvolvimento humano: do ponto de vista biológico, a puberdade, com o amadurecimento sexual e reprodutor; do ponto de vista social a passagem da infância para a vida adulta, com a assunção de papéis adultos e a autonomia em relação aos pais; e, do ponto de vista psicológico, a estruturação de uma identidade definitiva para a subjetividade (projeto de vida).

O final da adolescência ocorre quando o adolescente recebe plenas prerrogativas de adulto.

A adolescência geralmente é dividida em três períodos:
1) Pré-adolescência ou Adolescência Menor / Fase Pré-puberal: O marco principal da pré-adolescência ou adolescência menor é o aparecimento da puberdade. As mudanças biológicas da puberdade são iniciadas e controladas por interações complexas de sistemas gonadal e adrenal e pelo eixo hipotalâmico-hipofisário. 

A atividade dos hormônios produz as manifestações clínicas da puberdade, tradicionalmente categorizadas como características sexuais primárias e secundárias. 

As características primárias são aquelas diretamente envolvidas no coito e na reprodução: órgãos reprodutores e genitália externa. As características secundárias incluem o desenvolvimento dos seios, alargamento nos quadris nas mulheres, e crescimento de pêlos faciais e mudança no tom de voz, nos homens. 

As grandes transformações orgânicas impõem dificuldades de ajustes mentais correspondentes, daí uma fase de grande retraimento.     
  2) Adolescência Intermediária ou Média / Fase Puberal / Puberdade: Dois importantes eventos biológicos ocorrem, durante este período de transição entre o início e final da adolescência:    

Os meninos finalmente alcançam e ultrapassam a altura e peso das meninas;
a menarca (primeira menstruação) já ocorreu na maioria das meninas.

Consequentemente, os temas de sexualidade, imagem corporal, gravidez, papéis estereotipados para homens e mulheres, popularidade e identidade estão entre as múltiplas preocupações, frequentemente opressivas aos adolescentes, durante este estágio.                                                         

3) Adolescência tardia ou Adolescência MaiorFase Pós-Puberal / Pós-puberdade: Este período dura por cerca de três a quatro anos e termina quando o relacionamento do adulto jovem é estabelecido. É uma fase de fortes sentimentos e emoções, com intensos relacionamentos de oposição. Duas importantes tarefas durante este período são:

1) Transformar-se, de uma pessoa dependente, em uma pessoa independente e
2) Estabelecer uma identidade.

Ambas as tarefas são assumidas durante a adolescência, mas estendem-se até a idade adulta e devem ser retrabalhadas ao longo de todo o ciclo vital.

O conceito de "síndrome da adolescência normal" foi criado para evidenciar exatamente este aspecto: na passagem da infância para a vida adulta, mais do que um período de tempo, o sujeito terá de cumprir a tarefa de viver os lutos pela perda do corpo infantil e dos pais da infância, ressituando-se subjetivamente como adulto. 

Aqui devemos ressaltar a presença da palavra "luto", que revela a perda de algo muito valioso. Essa perda é vivida com grande sofrimento, mas temos de criar meios de substituí-la por novas aquisições reais, imaginárias e simbólicas. 
 Características comuns: ser do contra, ter manias, comer alimentos diferentes, vestir-se de forma estranha, cultuar ídolos, passar a gostar mais dos amigos que dos pais, conhecer novas religiões e até mesmo experimentar variadas formas de ser. 

Todas essas vivências são comportamentos que fazem parte do processo de experimentação para encontrar a forma nova do ego. Estar meio deprimido, chorar sem motivo aparente, ser alegre de forma exagerada, reivindicar atitudes inesperadas dos pais são parte dessa elaboração do luto. O processo também pode ser vivenciado com angústia, depressão e agressividade.

É importante salientar que na contemporaneidade todas as passagens são problemáticas, pois os parâmetros históricos foram perdidos para todas as etapas do crescimento humano, por conta da complexidade do mundo ocidental contemporâneo. Assim, é difícil crescer, adolescer, ser adulto, assumir a paternidade, envelhecer e morrer.

O adolescer dos pais de hoje já é antigo e o novo adolescer lhes parece problemático, mais pela falta de identificação entre o processo de amadurecimento das diferentes gerações que propriamente porque estamos diante de uma "juventude perdida". 

O que perdemos foram as semelhanças: outrora o adolescer era o mesmo durante séculos, além de ser totalmente ritualizado. Hoje, com a velocidade das mudanças, o adolescente de uma geração causa estranhamento e perplexidade para a anterior. 

Todos sofrem com isso. Os pais, principalmente, sentem-se desorientados e vivem o luto da perda do filho dócil, companheiro - e muito idealizado, que agora os troca pela "balada com a turma" e não é mais o primeiro aluno da classe. Os jovens, por outro lado, ficam expostos a um excesso de crítica, são estigmatizados e, infelizmente, muitas vezes abandonados e incompreendidos.
O adolescer é um dos eventos cheios de emboscadas que temos de enfrentar na vida moderna. As crises relacionadas às transformações envolvem a todos. Pais, educadores e profissionais da saúde também fazem parte dela e frequentemente manifestam sintomas ao enfrentar a convivência com os jovens, revivendo suas próprias adolescências. 

O desamparo e a necessidade de criar os próprios rituais de passagem estão presentes em todos os períodos da vida humana, como no envelhecer, no aposentar-se e até mesmo no morrer. O homem contemporâneo está pagando, e caro, com solidão e angústia a troca dos rituais tradicionais pela liberdade e pela individualidade.´

Cada adolescente quer revelar seu valor e sua existência:

"SE ME AMO, EXISTO."

"PRECISO SER VISÍVEL."

"VOU MOSTRAR MEU VALOR."

"RESPEITEM MINHA OPINIÃO!"

"EU FAÇO O QUE EU QUERO!"

O adolescer implica os pais, que também vão viver um processo de mudança de seus papéis, deixando de ser os admirados e poderosos pais da infância, para ser apenas os pais despidos do imaginário infantil. Nesse processo, alguns entram em pânico ao perceber que já não precisam ser tão cuidadores e presentes como antes. 

Existem situações em que o processo de amadurecimento e busca de autonomia do adolescente é experimentado com tão grande sofrimento pelos pais que o medo da perda dos filhos não pode ser vivido. Assim alguns pais não conseguem mais enfrentar o desafio e as dificuldades que envolvem a tarefa de exercer a paternidade de um adolescente. 

Muitos se deprimem, se angustiam e usam o discurso dos perigos e dos riscos para impedir que o filho cresça, mantendo-o na posição infantil, a fim de garantir a posição de pais de uma eterna criança. É comum esse processo de domínio sobre o filho ser perpetrado com atitudes autoritárias, geradoras de grandes conflitos familiares.
 Os educadores escolares também têm enfrentado dificuldade de lidar com este adolescente, pois querem manter a mesma postura do tratamento infantil. Na verdade, a forma mais provável de sucesso dentro do espaço escolar é a de envolver, motivar e acolher este adolescente, sendo então um referencial positivo, entre tantos negativos que o rodeiam. "Quero ser amável como meu professor." "Como é bom assistir a aula daquele professor que entende a gente!"

Colunista: Edileide Castro
Pedagoga, Psicanalista Clínica, Escritora, Consultora e Palestrante.
www.edileidecastro.com


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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Vida religiosa



Religião significa religamento, religar, reunir a alma ao seu Criador. Esse é o sentido de religião que vem do latim religare.

A vida religiosa decorre desse sentimento religioso.

Dessa forma, não somos religiosos porque frequentamos um templo religioso ou porque tenhamos um rótulo de religião.

Tampouco porque pratiquemos esse ou aquele ritual no campo da crença.

Somos religiosos pelo estilo de vida que levamos na Terra.

Por isso, muito importante verificar como é a nossa vida religiosa.

Será que a nossa religião nos leva a vivenciar no dia-a-dia, no cotidiano, as coisas mais importantes para a nossa vida na Terra?

A vivência religiosa é um modus operandi, é um modo de ser diante da existência.

Existem indivíduos que se afirmam materialistas, ateístas mas vivem com determinada dignidade, numa linha de respeito ao semelhante, de amor ao próximo, de respeito às leis que, certamente, podemos garantir que eles têm uma vida religiosa de alto nível.

São materialistas mas não usurpam nada de ninguém. São incapazes de tripudiar sobre a ignorância ou a necessidade alheia.

Isso quer dizer que vivência religiosa, em essência, nada tem a ver com o ritual externo que chamamos de crença.

Essa vivência, para ser realmente religiosa, tem que se desenvolver de tal modo que nos conduza à religação com Deus, à ligação de novo com o Criador.

Deve nos levar à maturidade. Exige de nós reflexão e essa reflexão vai nos ajudando no processo do amadurecimento a fim de que sejamos, na condição de religiosos, pessoas alegres.

Alegria não significa viver sorrindo o tempo todo. Alegria é esse estado íntimo de saber-se representante do bem, de admitir que está fazendo aquilo para o que renasceu, cumprindo a vontade de Deus no mundo.

Cada vez que saímos de casa para trabalhar com disposição, com coragem - isso é motivo de alegria.

Quando levantamos pela manhã e beijamos nossos filhos, nos despedimos dos esposos - isso é motivo de alegria.

A vida religiosa deixa de ser a vida do templo e passa a ser a vida na vida, a nossa incorporação às Leis de Deus, nosso ajustamento à vida da sociedade, cumprindo as leis, cumprindo os nossos deveres, pagando nossos impostos, na certeza de que a religião existe para nos ensinar a viver no mundo.

A nossa vivência na Terra é um desafio e a vivência religiosa nos leva a ser pessoas dinâmicas, joviais, mas compenetradas.

Ao lado da nossa alegria, do nosso esporte, do nosso lazer, da nossa arte, sabermos que o que façamos vai alcançar outros corações, vai fermentar em outras almas, vai germinar em outros territórios emocionais.

Então, temos responsabilidades com tudo quanto dizemos, fazemos, brincamos, sorrimos, com tudo quanto cantamos, com tudo quanto gozamos.

A vida religiosa é esse mundo interno que abrimos para o mundo externo.

Lembremos Jesus Cristo que estabeleceu que a boca fala daquilo que está cheio o coração.

Pensemos nisso.

       
Redação do Momento Espírita
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domingo, 19 de agosto de 2012

FAMÍLIA & ESCOLA: RELACIONAMENTOS QUE EDUCAM

A família teve origem em tempos remotos da humanidade. As ações pedagógicas, tiveram sua origem na Grécia antiga, onde surgiu a figura do pedagogo: "aquele que conduz a criança".


Se para existir escola é preciso que exista prioritariamente a família, por que tantas escolas insistem em manter as famílias distantes? Por que muitos professores, coordenadores, orientadores educacionais e até diretores, procuram manter os pais ausentes do ambiente escolar?

A família e a escola devem ter objetivos com foco em comum no que diz respeito a educação das crianças e adolescentes. Como saber dos objetivos se não houver relacionamento? A parceria se dá pelo relacionamento aberto, franco, íntegro, consistente, pelos objetivos definidos entre os adultos que educam, pela capacidade para ouvir, refletir e redirecionar a partir de valores emocionais, morais e espirituais. 

Quando um pai ou mãe matricula um aluno na escola, ele deve no mínimo, saber quem responde por aquela instituição e qual o canal de comunicação que existe entre a escola e a família. Não há mais espaço para escolas que querem ser "ilhas", onde os pais não têm acesso, escolas que se acham onipotentes e autossuficientes, que não conquistam, não orientam e nem se relacionam com os pais. Para obter sucesso na educação das crianças e adolescentes é necessário investir também na educação dos pais.

Ouvi de uma senhora com cerca de 65 anos: "No meu tempo o povo tinha limite e não tinha escola; o povo hoje tem escola e está sem limite. Parece que a família está entregando os filhos para a escola e a escola não está recebendo" A percepção desta senhora é verdadeira, é preciso interromper o ciclo vicioso das palavras não cumpridas, dos relacionamento superficiais, da incoerência entre o que se diz e o que se faz, tanto da parte da escola quanto da família.

Se você é pai ou mãe: 

Você sabe o nome dos professores dos seus filhos? 
Você já teve algum contato pessoal com este professor? 
Quando percebe alguma mudança de comportamento dos filhos, você entra em contato com a escola para conversar sobre o que está acontecendo? 
Você sabe a quem procurar? 
Você acredita na escola e busca soluções para conflitos, sem apontar erros e falhas da escola para seus filhos? 
Você tem liberdade para questionar pacificamente alguma postura ou procedimento que considerou inadequado dentro da escola? 
Você conhece a proposta político-pedagógica? 
Se você respondeu SIM a todas estas questões, possivelmente você tem um bom relacionamento com os educadores da escola.

Se você está na escola (professor, coordenador pedagógico, orientador educacional, supervisor, diretor ou qualquer outra função): 

Você conhece e trata as crianças e adolescentes pelo nome? 
Você conhece as famílias? 
Quando percebe alguma mudança de comportamento em seus alunos, após intervenções pessoais, você entra em contato com a família para conversar sobre o que está acontecendo? 
Você sabe a quem procurar da família? 
Nas reuniões com pais, você orienta ao invés de criticar e apontar falhas? 
Você conhece a proposta político-pedagógica da escola que trabalha e tem atitudes coerentes com a mesma? 
Se você respondeu SIM a todas estas questões, possivelmente você tem contribuído para um bom relacionamento entre sua escola e os pais dos seus alunos.

Haver uma aliança entre pais e professores é essencial, produtivo e eficaz. A própria escola tem de mostrar coesão e transparência, trabalhando em equipe, entre si, e em relação à família de seus alunos. A Escola pode dar o primeiro passo, pela própria base de formação da qual é portadora. 

É importante ter em mente que as reuniões de pais e mestres não são para falar mal ou bem do aluno, ou do filho, e sim reportar seus progressos e dificuldades, discutindo melhorias ou soluções de problemas. Pais e escola devem educar juntos (e não separados) para um bem maior. 

A criação de um verdadeiro cidadão, construtor de um futuro melhor para as próximas gerações, depende desta aliança, do relacionamento e da confiança mútua entre família e  escola.

Nesse processo de construção os pais e professores não devem ser vistos pelas crianças como pessoas ansiosas, vítimas das circunstâncias, desamparadas e descontentes, sofredoras e desprovidas de fé. Assim, será construído, na infância, o caminho do exemplo. A família e a escola são parceiras na construção deste caminho. Não se dá felicidade aos filhos ou alunos, mas pode-se ser exemplo de felicidade, de resiliência, de empreendedorismo, de elevada autoestima, de automotivação e de amor a vida e ao Autor da vida!

O exemplo faz toda a diferença, como diz Albert Schweitzer "Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. -  É a única."

Edileide Castro
Pedagoga, Psicanalista Clínica, Escritora, Consultora e Palestrante.
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