domingo, 19 de agosto de 2012

FAMÍLIA & ESCOLA: RELACIONAMENTOS QUE EDUCAM

A família teve origem em tempos remotos da humanidade. As ações pedagógicas, tiveram sua origem na Grécia antiga, onde surgiu a figura do pedagogo: "aquele que conduz a criança".


Se para existir escola é preciso que exista prioritariamente a família, por que tantas escolas insistem em manter as famílias distantes? Por que muitos professores, coordenadores, orientadores educacionais e até diretores, procuram manter os pais ausentes do ambiente escolar?

A família e a escola devem ter objetivos com foco em comum no que diz respeito a educação das crianças e adolescentes. Como saber dos objetivos se não houver relacionamento? A parceria se dá pelo relacionamento aberto, franco, íntegro, consistente, pelos objetivos definidos entre os adultos que educam, pela capacidade para ouvir, refletir e redirecionar a partir de valores emocionais, morais e espirituais. 

Quando um pai ou mãe matricula um aluno na escola, ele deve no mínimo, saber quem responde por aquela instituição e qual o canal de comunicação que existe entre a escola e a família. Não há mais espaço para escolas que querem ser "ilhas", onde os pais não têm acesso, escolas que se acham onipotentes e autossuficientes, que não conquistam, não orientam e nem se relacionam com os pais. Para obter sucesso na educação das crianças e adolescentes é necessário investir também na educação dos pais.

Ouvi de uma senhora com cerca de 65 anos: "No meu tempo o povo tinha limite e não tinha escola; o povo hoje tem escola e está sem limite. Parece que a família está entregando os filhos para a escola e a escola não está recebendo" A percepção desta senhora é verdadeira, é preciso interromper o ciclo vicioso das palavras não cumpridas, dos relacionamento superficiais, da incoerência entre o que se diz e o que se faz, tanto da parte da escola quanto da família.

Se você é pai ou mãe: 

Você sabe o nome dos professores dos seus filhos? 
Você já teve algum contato pessoal com este professor? 
Quando percebe alguma mudança de comportamento dos filhos, você entra em contato com a escola para conversar sobre o que está acontecendo? 
Você sabe a quem procurar? 
Você acredita na escola e busca soluções para conflitos, sem apontar erros e falhas da escola para seus filhos? 
Você tem liberdade para questionar pacificamente alguma postura ou procedimento que considerou inadequado dentro da escola? 
Você conhece a proposta político-pedagógica? 
Se você respondeu SIM a todas estas questões, possivelmente você tem um bom relacionamento com os educadores da escola.

Se você está na escola (professor, coordenador pedagógico, orientador educacional, supervisor, diretor ou qualquer outra função): 

Você conhece e trata as crianças e adolescentes pelo nome? 
Você conhece as famílias? 
Quando percebe alguma mudança de comportamento em seus alunos, após intervenções pessoais, você entra em contato com a família para conversar sobre o que está acontecendo? 
Você sabe a quem procurar da família? 
Nas reuniões com pais, você orienta ao invés de criticar e apontar falhas? 
Você conhece a proposta político-pedagógica da escola que trabalha e tem atitudes coerentes com a mesma? 
Se você respondeu SIM a todas estas questões, possivelmente você tem contribuído para um bom relacionamento entre sua escola e os pais dos seus alunos.

Haver uma aliança entre pais e professores é essencial, produtivo e eficaz. A própria escola tem de mostrar coesão e transparência, trabalhando em equipe, entre si, e em relação à família de seus alunos. A Escola pode dar o primeiro passo, pela própria base de formação da qual é portadora. 

É importante ter em mente que as reuniões de pais e mestres não são para falar mal ou bem do aluno, ou do filho, e sim reportar seus progressos e dificuldades, discutindo melhorias ou soluções de problemas. Pais e escola devem educar juntos (e não separados) para um bem maior. 

A criação de um verdadeiro cidadão, construtor de um futuro melhor para as próximas gerações, depende desta aliança, do relacionamento e da confiança mútua entre família e  escola.

Nesse processo de construção os pais e professores não devem ser vistos pelas crianças como pessoas ansiosas, vítimas das circunstâncias, desamparadas e descontentes, sofredoras e desprovidas de fé. Assim, será construído, na infância, o caminho do exemplo. A família e a escola são parceiras na construção deste caminho. Não se dá felicidade aos filhos ou alunos, mas pode-se ser exemplo de felicidade, de resiliência, de empreendedorismo, de elevada autoestima, de automotivação e de amor a vida e ao Autor da vida!

O exemplo faz toda a diferença, como diz Albert Schweitzer "Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. -  É a única."

Edileide Castro
Pedagoga, Psicanalista Clínica, Escritora, Consultora e Palestrante.
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A educação sempre em pauta



No amplo teatro, alugado especialmente para o encontro, se reuniam autoridades de todo o estado. Discutia-se a questão de verbas para as tantas necessidades das diversas comunidades.

Horas foram planejadas para se apresentarem as necessidades, as estratégias de redução de gastos, a mais correta divisão dos recursos a fim de que todas as áreas fossem bem atendidas.

Planejava-se ali o atendimento à criança, ao jovem, ao idoso, à gestante, ao carente. Nenhum detalhe estava sendo esquecido.

As autoridades se revezavam ao microfone, falando de metas a serem alcançadas, de trabalho sem descanso a ser realizado. Enfim, fez-se uma pausa para um pequeno descanso.

Todos demandaram o amplo salão onde várias mesas apresentavam o lanche com pães, doces, salgados, refrigerantes, café, água.

Entre um e outro salgadinho, os colegas aproveitavam para trocar ideias, para cumprimentar aqueles que já haviam discursado.

Retornando ao teatro para a continuidade dos trabalhos, um dos participantes levou um copo com refrigerante. Quase ao transpor a porta, a senhora encarregada da recepção pediu licença e lhe lembrou, conforme avisos afixados em vários lugares, que ele não poderia adentrar no teatro com o refrigerante.

O homem, até então muito educado, olhou-a de cima e falou alto:

- A senhora sabe com quem está falando?

A senhora de pronto respondeu:

- Não senhor.

Ao que ele explicou:

- Pois saiba a senhora que eu sou fulano de tal, e foi dizendo o cargo que ocupava no Estado.

Ela, ainda e sempre educada, prosseguiu:

- Muito prazer em conhecê-lo, senhor. Mas devo continuar lhe dizendo para não entrar nas dependências do teatro com o refrigerante. Mais do que ninguém, o senhor como autoridade de um município do nosso estado sabe o quanto custa o patrimônio público e quanto custa para mantê-lo.

- O senhor é encarregado de zelar pelo dinheiro do povo e dar ao povo o melhor. O senhor, em sua cidade, zela pelas praças, pelos jardins, pelo teatro, a biblioteca pública, o museu, as escolas. Mais do que ninguém o senhor sabe que o dinheiro público não pode ser desperdiçado. O refrigerante que o senhor deseja levar para o teatro pode derramar e manchar a poltrona ou o tapete. E haverá necessidade de se gastar para a substituição de uma ou de outro.

O homem olhou para a mulher, deu meia volta, depositou o copo de refrigerante sobre uma mesa próxima, voltou para a entrada do teatro e disse:

- A senhora tem toda a razão. Obrigado pela lição.

E retornou para os trabalhos com seus colegas.

***

A verdadeira humildade está em reconhecer os próprios erros, não importando o cargo ou a função que se ocupa.

E todos podemos ser educadores, onde quer que estejamos. Podemos dar o exemplo, fazendo. Podemos falar demonstrando o que é correto realizar.

Sempre que falemos com educação e demonstremos bom senso no que pedirmos, com certeza, seremos ouvidos e atendidos. É que nem sempre estamos dispostos a realizar este trabalho e preferimos deixar passar. Com isso, estamos perdendo uma oportunidade sem par de melhorar o mundo em que nos encontramos.

Redação do Momento Espírita
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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Nossa Senhora do Livramento





Minha cidade natal Livramento de Nossa Senhora, comemora hoje a festa da Assunção de Maria e a sua Padroeira Nossa Senhora do Livramento. A festa teve início no dia 07 próximo passado com as novenas em louvor a Nossa Senhora realizadas na Catedral. A Missa Solene na Catedral será celebrada por nosso Bispo Dom Armando Bucciol e concelebrada pelos padres da Nossa Paróquia e cidades vizinhas. Inúmeros fiéis participam da Liturgia.




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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O envelhecimento é feminino!



Não tenham dúvidas que estudar, entender, avaliar e conviver com o envelhecimento é um fato atual. E será, juntamente com a temática ambiental, os dois maiores problemas das próximas décadas. Ecologia, meio ambiente, lixo, esgoto, consumismo, economia de mercado, pobreza, fome, falta de água… assuntos diários de nossos jornais, telejornais e revistas. E, pelo visto, poucos se mexem para reverter esta situação de descaso com a MÃE TERRA.

Quanto ao envelhecimento populacional, os números falam por si:

Mais de 21 milhões de idosos no Brasil.
Em 2025, ou seja daqui a 13 anos: 32 milhões de idosos!
Expectativa de vida da mulher brasileira: 78 anos
Expectativa de vida do homem brasileiro: 69 anos
Em 2020, segundo projeções de IBGE, teremos 4 milhões de idosos com mais de 80 anos.
Destes 4 milhões de idosos com mais de 80 anos, 2,5 milhões serão mulheres!
Sempre repito que, quanto mais idoso, maior chance de ficar dependente da família ou da comunidade, maior poderá ser a fragilidade e menor é a propensão da comunidade e do poder público em ajudar a cuidar!

Observamos, claramente, que o envelhecimento é FEMININO. Vamos, então à pergunta: há diferenças entre o envelhecimento masculino e feminino? E quais são as maiores diferenças?

Sim, há muitas diferenças entre o envelhecimento do ponto de vista feminino e masculino. Tanto no aspecto físico, quanto no aspecto social. Nas mulheres, temos a menopausa (e tudo que isto pode acarretar), osteoporose, redução da força física, hipotireoidismo (muitas vezes não diagnosticado), câncer ginecológico, dentre outros. Nos homens, os problemas da próstata, os males do cigarro (enfisema e câncer) e da bebida (cirrose e alcoolismo).

No campo social, está acontecendo um fato muito interessante, quase não está ocorrendo alterações com o aumento do número de idosos homens. Explico: além de terem uma expectativa de vida menor que as mulheres (eles morrem mais cedo), continuam procurando menos os serviços de saúde e, na maioria das vezes, continuam NÃO ficando sem sua companheira. Ou seja, o idoso ficou viúvo ou separado, sempre casa novamente. Não procuram novos papéis sociais.

Ao contrário, está sendo gestado uma grande revolução no modo de envelhecimento feminino. Cada vez mais cuidam de sua saúde, sua expectativa de vida está chegando facilmente aos 80 anos, e, principalmente, as idosas estão procurando novos papéis na comunidade e na sociedade! Diga-se de passagem, só para citar uma destes novos papéis, estão tornando-se nova fonte de renda para muitas famílias. Muitas idosas aposentadas ou pensionistas estão sendo a única fonte de renda familiar e, com isto, apontam para dois novos caminhos: a de provedora econômica (papel sempre exercido pelo marido) ou podem também ficar reféns dos filhos (filhos homens!), tornando-se vítimas de maus tratos e violência.

São novos desafios que os gerontólogos e os gestores sociais e de saúde têm pela frente: compreender e empregar novas ações que possam ajudar os nossos milhões de idosos a envelhecer com dignidade. E, mais importante ainda, mostrar para as novas gerações que a velhice, a terceira idade não é castigo, não é fase da vida marcada pelo descaso e por sofrimentos!



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