segunda-feira, 30 de abril de 2012

4 tipos de pessoas no mundo


Não me recordo onde ouvi essa frase, mas nunca mais a esqueci e, a cada ano que passa, ela se torna mais verdadeira em qualquer país desse nosso pequeno mundo de Deus. Principalmente, em nosso Brasil.

Vamos à frase: “Só existem 4 tipos de pessoas nesse mundo: as que já cuidaram de um idoso, as que estão cuidando de um idoso, as que irão cuidar de um idoso e as pessoas que precisarão de cuidados, quando ficarem idosas!

Partindo dessa premissa, dessa afirmação, somente uma coisa vem a minha cabeça: “Meu Deus, somos todos cuidadores. Cuidar é o ato que nos faz mais humano, que nos torna pessoas de fato!” Somente, fico muito preocupado com o meu e o futuro de milhões de pessoas. Um futuro próximo, no máximo em 20 a 30 anos. Quem vai cuidar de mim?

Não tenham dúvidas, cuidar de idosos é e será um dos trabalhos, um dos empregos mais procurados, mais solicitados em jornais, internet e agências de empregos. Porém, não há ainda nenhuma estatística oficial ou dado que possa referendar qualquer número apresentado sobre cuidadores de idosos.

O que podemos projetar é a população de idosos dependentes para o presente e futuro mais próximo (2025). Hoje, temos perto de 2,5 a 3 milhões de idosos dependentes, ou seja, que necessitam de auxílio para as atividades básicas de vida diária (tomar banho, ir ao banheiro, alimentar, vestir sua roupa ou andar pela casa). A grande provedora de cuidados ainda é a família (filhas, netas, esposas, sobrinhas e até noras).

Entretanto, nossas famílias estão cada vez mais nucleares e menores, com 1 a 2 filhos somente. Daqui há 15 anos, essa população de idosos dependentes irá triplicar – dados da pesquisadora Ana Amélia Camarano , do IPEA. Assim, a projeção fica delineada, em 2025, com 7 a 9 milhões de idosos dependentes, no Brasil.

Quando familiares contratam o serviço de cuidadores de idosos, normalmente necessitam de 2 a 3 cuidadores (turno do dia, da noite e folguista de final de semana). Então… Qualquer número é mera especulação. Mas, não resta dúvida, o cuidador de idosos terá um imenso campo de trabalho nos próximos 10-20 anos. A demanda de mercado será muito grande.

Voltemos a nossa afirmação inicial: “Só existem 4 tipos de pessoas nesse mundo…” Cuidar de idosos, sem dúvida, nos torna especiais!

Márcio Borges - Geriatra
marcioborges@cuidardeidosos.com.br
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domingo, 29 de abril de 2012

Perguntas Exigentes e Pais Despreparados


As crianças, hoje, fazem alguns questionamentos aos adultos, que muitos não sabem o que falar. São perguntas de sexo, de morte, entre outras, e os pais por não saberem o que falar ou por vergonha, muitas vezes, acabam passando por situações embaraçosas para eles mesmos.

Por que as crianças perguntam tanto sobre assuntos que parecem tão simples, mas que os adultos sentem-se despreparados para falar?

As crianças de hoje vivem em um mundo tecnológico, nos quais as informações sobre qualquer assunto estão disponíveis nos mais diversos meios de comunicação, e elas são curiosas. 

Os adultos também já foram crianças e também vivenciaram esta situação, porém, alguns anos atrás éramos tão proibidos de perguntar, que um simples olhar de nossos pais, mais ou menos torto, abaixamos a cabeça e não tínhamos coragem de enfrentar esta situação por simples medo. 

E o que isto tem de educativo? Nada! Tínhamos medo e para não apanhar, escondíamos nossos pensamentos, sentimentos e curiosidades.

Ah... Mas que bom que a criança de hoje não tem esses receios e medos que tínhamos e elas perguntam tudo para os pais e também aos professores. O único problema que vejo nisso tudo, diz respeito aos adultos que, muitas vezes, não saciam as curiosidades de forma correta. Mas o que vem a ser correto nos dias atuais?

Não podemos encarar estas perguntas como falta de respeito ou até mesmo ignorá-las. Temos de responder sempre a verdade, não inventar nada, mas também, saber falar. Tarefa fácil? Poderia até ser, se os pais e professores não tivessem tantos tabus e medos do que falar e como falar. 

O que sugiro então... Que vocês vençam isso, conversando com as crianças de maneira equilibrada e correta. Por que digo isto? Porque se ela perceber que você está mentindo em alguma situação você perderá o respeito.

E não pensem que as crianças, muitas vezes, já sabem a reposta do que perguntam, mas assim o fazem para testar os adultos. Achar que as crianças de hoje são ingênuas é um erro, elas possuem muita informação.

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Feliz Aniversário MÃE Querida!!!!









Hoje todos os fogos de artifício são poucos pra comemorar o aniversário de uma pessoa linda que amamos muito e que mesmo não me reconhecendo mais fisicamente tenho certeza que ela pode sentir em algum momento o tamanho do meu AMOR - MINHA MÃE, NOSSA MÃE - Uma MULHER de fibra, uma FILHA amantíssima, uma DONA DE CASA exemplar, uma ESPOSA dedicada, uma IRMÃ generosa e uma MÃE... Uma MÃE MARAVILHOSA, EXIGENTE, CUIDADOSA, ORGANIZADA (chegava até a ser chata nesse item... rsrsrsrsrs), uma MÃE “MÁ” (queria sempre saber tudo de nossas vidas: aonde íamos com quem íamos o que íamos fazer, se havíamos feitos as tarefas escolares -sempre nos lembrando de que nós é que éramos os estudantes e que a ela só interessava o resultado da aprendizagem, que só servia se fosse de bom para ótimo, regular nem pensar...

Hoje mãezinha que já crescemos, nos tornamos mães e pais, queremos te agradecer do fundo do coração tudo que nos ensinastes mesmo não tendo quase estudo. Podemos afirmar com certeza que tudo nos serviu de lição e que repassamos muito de tudo que você nos ensinou para os nossos filhos. Se algo não valeu a pena ou não foi tão útil para os nossos dias, guardamos na lembrança e jamais será esquecido. As palmadas que tanto nos ajudou a ser pessoas respeitadoras, obedientes e responsáveis E A SEGUIR SEMPRE NO CAMINHO DO BEM, não são usadas mais HOJE por conta de pessoas que resolveram ditar as regras da BOA EDUCAÇÃO no LAR, mas que também usei quando foi preciso e não espanquei e nem traumatizei nenhum de meus três filhos que são bênçãos em minha vida.
84 anos de vida! Asma, Artrite Reumatoide e por fim Doença de Alzheimer... Nada disso é maior que o AMOR que sentimos por VOCÊ. Depois de 11 anos de demência, começa a enfraquecer, quase parando totalmente de caminhar, já se alimentando só de líquidos, mas ainda repetido o nome dos filhos quando lhe pedimos, jogando beijos ou nos beijando a face e SORRINDO, ainda sorrir como quem quisesse balbuciar, dizer mesmo, OBRIGADA FILHA POR CUIDAR DE MIM, POR FICAR AO MEU LADO E POR ME AGUENTAR...

MÃE, cuidar de você tem sido um presente de Deus para nós, especialmente para MIM que tenho a oportunidade de está ao seu lado nos maus, mas, sobretudo nos bons momentos. Os sorrisos que damos, o bate papo na porta de casa (mesmo que só eu fale e às vezes você balbucie alguma coisa), estão registrados para sempre em minha memória e nas fotos que adoro fazer pra registar os momentos que só EU tenho o privilégio de compartilhar contigo, mas que através delas compartilho com meus irmãos.

Hoje Mãe Querida é Seu Aniversário e não somos Nós que lhe presenteamos, mas DEUS que nos presenteia nos concedendo mais tempo conosco, nos permitindo desfrutar de sua presença física, de te tocar, abraçar e dizer repetidamente TE AMO, TE AMO, TE AMO...

Escrevi essa mensagem mãe, por um motivo muito especial, quero lhe parabenizar pelo seu aniversário e deixar registrado o quanto somos felizes por termos nascido de você.
Peço a Deus que derrame sobre você todas as graças existentes no Dia de Hoje e sempre por toda sua vida terrena.

Temos muito orgulho de você ser a Nossa Mãe.

“Mãe, palavra linda de se dizer, contém toda pureza divina, é a pura essência da vida e tudo que te desejamos do fundo da nossa alma é que sintas muito feliz e muito amada minha Mãe, com muita paz e Deus no coração”.

PARABÉNS PELO SEU ANIVERSÁRIO 
MÃE QUERIDA!!!!!

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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dia do Índio

O que (não) fazer no Dia do Índio

Na data em homenagem aos primeiros habitantes do Brasil, uma série de estereótipos e preconceitos costuma invadir a sala de aula. Saiba como evitá-los e confira algumas propostas de especialistas de quais conteúdos trabalhar.

Ricardo Ampudia
O Dia do Índio é comemorado em 19 de abril no Brasil para lembrar a data histórica de 1940, quando se deu o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. O evento quase fracassou nos dias de abertura, mas teve sucesso no dia 19, assim que as lideranças indígenas deixaram a desconfiança e o medo de lado e apareceram para discutir seus direitos, em um encontro marcante.

Por ocasião da data, é comum encontrar nas escolas comemorações com fantasias, crianças pintadas, música e atividades culturais. No entanto, especialistas questionam a maneira como algumas dessas práticas são conduzidas e afirmam que, além de reproduzir antigos preconceitos e estereótipos, não geram aprendizagem alguma. "O índigena trabalhado em sala de aula hoje é, muitas vezes, aquele indígena de 1500 e parece que ele só se mantém índio se permanecer daquele modo. É preciso mostrar que o índio é contemporâneo e tem os mesmos direitos que muitos de nós, 'brancos'", diz a coordenadora de Educação Indígena no Acre, Maria do Socorro de Oliveira.
Saiba o que fazer e o que não fazer no Dia do Índio:

1. Não use o Dia do Índio para mitificar a figura do indígena, com atividades que incluam vestir as crianças com cocares ou pintá-las.

Faça uma discussão sobre a cultura indígena usando fotos, vídeos, música e a vasta literatura de contos indígenas. "Ser índio não é estar nu ou pintado, não é algo que se veste. A cultura indígena faz parte da essência da pessoa. Não se deixa de ser índio por viver na sociedade contemporânea", explica a antropóloga Majoí Gongora, do Instituto Socioambiental.

2. Não reproduza preconceitos em sala de aula, mostrando o indígena como um ser à parte da sociedade ocidental, que anda nu pela mata e vive da caça de animais selvagens

Mostre aos alunos que os povos indígenas não vivem mais como em 1500. Hoje, muitos têm acesso à tecnologia, à universidade e a tudo o que a cidade proporciona. Nem por isso deixam de ser indígenas e de preservar a cultura e os costumes.

3. Não represente o índio com uma gravura de livro, ou um tupinambá do século 14

Sempre recorra a exemplos reais e explique qual é a etnia, a língua falada, o local e os costumes. Explique que o Brasil tem cerca de 230 povos indígenas, que falam cerca de 180 línguas. Cada etnia tem sua identidade, rituais, modo de vestir e de se organizar. Não se prenda a uma etnia. Fale, por exemplo, dos Ashinkas, que têm ligação com o império Inca; dos povos não-contatados e dos Pankararu, que vivem na Zona Sul de São Paulo.
 

 4. Não faça do 19 de abril o único dia do índio na escola

A Lei 11.645/08 inclui a cultura indígena no currículo escolar brasileiro. Por que não incluir no planejamento de História, de Língua Portuguesa e de Geografia discussões e atividades sobre a cultura indígena, ao longo do ano todo? Procure material de referência e elabore aulas que proponham uma discussão sobre cultura indígena ou sobre elementos que a emprestou à nossa vida, seja na língua, na alimentação, na arte ou na medicina.

5. Não tente reproduzir as casas e aldeias de maneira simplificada, com maquetes de ocas

"Oca" é uma palavra tupi, que não se aplica a outros povos. O formato de cada habitação varia de acordo com a etnia e diz respeito ao seu modo de organização social. Prefira mostrar fotos ou vídeos.

6. Não utilize a figura do índio só para discussões sobre como o homem branco influencia suas vidas

Debata sobre o que podemos aprender com esses povos. Em relação à sustentabilidade, por exemplo, como poderíamos aprender a nos sentir parte da terra e a cuidar melhor dela, tal como fazem e valorizam as sociedades indígenas?
Quer saber mais?
Consultoria:
Maria do Socorro de Oliveira, coordenadora de Educação Escolar Indígena d a Sec. De Educação do estado do Acre
Majoí Gongora, Antropóloga do programa de Povos Indígenas do Brasil do Instituto Socioambiental

O site do Instituto Socioambiental mantém o projeto
Povos Indígenas no Brasil que traz uma descrição de várias etnias com uma versão para crianças, com jogos e animações e também uma Sala do Professor

A temática indígena na escola, de Aracy Lopes da Silva, no Domínio Público.
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