quarta-feira, 9 de novembro de 2011

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domingo, 6 de novembro de 2011

A crise que estamos esquecendo



Esse texto de Lia Luft foi publicado na Revista Veja – Edição 2107 – 8 de abril de 2009, mas vale muito a pena lê-lo agora.


A crise que estamos esquecendo
Lya Luft

"Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito"

O tema do momento é a crise financeira global. Eu aqui falo de outra, que atinge a todos nós, mas especialmente jovens e crianças: a violência contra professores e a grosseria no convívio em casa. Duas pontas da nossa sociedade se unem para produzir isso: falta de autoridade amorosa dos pais (e professores) e péssimo exemplo de autoridades e figuras públicas.

Pais não sabem como resolver a má-criação dos pequenos e a insolência dos maiores. Crianças xingam os adultos, chutam a babá, a psicóloga, a pediatra. Adolescentes chegam de tromba junto do carro em que os aguardam pai ou mãe: entram sem olhar aquele que nem vira o rosto para eles.

Cumprimento, sorriso, beijo? Nem pensar. Como será esse convívio na intimidade? Como funciona a comunicação entre pais e filhos? Nunca será idílica, isso é normal: crescer é também contestar. Mas poderíamos mudar as regras desse jogo: junto com afeto, deveriam vir regras, punições e recompensas. Que tal um pouco de carinho e respeito, de parte a parte?

Para serem respeitados, pai e mãe devem impor alguma autoridade, fundamento da segurança dos filhos neste mundo difícil, marcando seus futuros relacionamentos pessoais e profissionais. Mal-amados, mal-ensinados, jovens abrem caminho às cotoveladas e aos pontapés.

Mal pagos e pouco valorizados, professores se encolhem, permitindo abusos inimagináveis alguns anos atrás. Uma adolescente empurra a professora, que bate a cabeça na parede e sofre uma concussão. Um menininho chama a professora de "vadia", em aula. Professores levam xingações de pais e alunos, além de agressões físicas, cuspidas, facadas, empurrões.

Cresce o número de mestres que desistem da profissão: pudera. Em escolas e universidades, estudantes falam alto, usam o celular, entram e saem da sala enquanto alguém trabalha para o bem desses que o tratam como um funcionário subalterno.

Onde aprenderam isso, se não, em primeira instância, em casa? O que aconteceu conosco? Que trogloditas somos – e produzimos –, que maltrapilhos emocionais estamos nos tornando, como preparamos a nova geração para a vida real, que não é benevolente nem dobra sua espinha aos nossos gritos? Obviamente não é assim por toda parte, nem os pais e mestres são responsáveis por tudo isso, mas é urgente parar para pensar.

Na outra ponta, temos o espetáculo deprimente dos escândalos públicos e da impunidade reinante. Um Senado que não tem lugar para seus milhares de funcionários usarem computador ao mesmo tempo, e nem sabia quantos diretores tinha: 180 ou trinta?

Autoridades que incitam ao preconceito racial e ao ódio de classes? Governos bons são caluniados, os piores são prestigiados. Não cedemos ao adversário nem o bem que ele faz: que importa o bem, se queremos o poder?

Guerra civil nas ruas, escolas e hospitais precários, instituições moralmente falidas, famílias desorientadas, moradias sub-humanas, prisões onde não criaríamos porcos.

Que profunda e triste impressão, sobretudo nos mais simples e desinformados e naqueles que ainda estão em formação. Jovens e adultos reagem a isso com agressividade ou alienação em todos os níveis de relacionamento. O tema "violência em casa e na escola" começa a ser tratado em congressos, seminários, entre psicólogos e educadores. Não vi ainda ações eficazes.

Sem moralismo (diferente de moralidade) nem discursos pomposos ou populistas, pode-se mudar uma situação que se alastra – ou vamos adoecer disso que nos enoja. Quase todos os países foram responsáveis pela gravíssima crise financeira mundial.

Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito. Cada um de nós pode escolher entre ignorar e transformar. Melhor promover a sério e urgentemente uma nova moralidade, ou fingimos nada ver, e nos abancamos em definitivo na pocilga.
Mais de dois anos se passaram e o texto continua atual. O que mudou no comportamento de nossas crianças, adolescentes e jovens??? Como as famílias tem se comportado com a educação dos filhos??? E os escândalos públicos, estão sendo investigados e os culpados punidos??


O Blog Palavras de Menina
comemora 5 Mil Vistas.
Parabéns Nanda pela Conquista!
Te ofereço um Mimo
com muito carinho!
Beijos!

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Uma Pessoa Mais ou Menos...

A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.

A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...

TUDO BEM!

O que a gente não pode mesmo, 
nunca, de jeito nenhum...

é amar mais ou menos, 
sonhar mais ou menos, 
ser amigo mais ou menos, 
namorar mais ou menos, 
ter fé mais ou menos, 
e acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar 
UMA PESSOA MAIS OU MENOS.

Chico Xavier
Joana fiquei muito FELIZ em Ser Destaque aí nesse Cantinho. Saiba que você é uma PESSOA muito ESPECIAL, e receber esta “homenagem” fez o meu dia muito mais feliz.

Fiz um cartãozinho pra agradecer-te.
Muito obrigada amiga querida!



Sandra fico muito feliz em comemorar
Contigo o 5º Aniversário do Toque.
Parabéns e muito SUCESSO!
Para agradecer a lembrança
ofereço-te um cartãozinho
feito com muito carinho!




Obaaa! Recebi Selinho da Viviane
Do Blog Educar É Viver, a mais
nova seguidora do Eterno Aprendiz.
Obrigada!
Te ofereço esse Mimo
Em agradecimento pelo carinho!

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Dia dos Mortos - Prece de Cáritas

"A morte, para os homens, não é mais do que uma separação material de alguns instantes. Do exílio onde ainda nos retém a vontade de Deus, bem assim os deveres que nos correm neste mundo, acompanhar-te-emos pelo pensamento, até que nos seja permitido juntar-nos a ti, como tu te reuniste aos que te precederam."
 
 Deus está na
Vida que nós vemos
Deus está na
Vida que nós temos

Deus está além da
matéria que somos
Está acima do céu
que tanto olhamos

Deus está em tudo
Enfim!
E para quem nele crê
A morte não é um fim.

(Evande)

http://www.recantodasletras.com.br
 
Prece de Cáritas 

DEUS, nosso Pai, que sois todo poder e bondade, dai forca àquele que passa pela provação; dai luz àquele que procura a verdade, pondo no coração do homem a compaixão e a caridade.

Deus dai ao viajor a estrela guia; ao aflito a consolação; ao doente o repouso.

Pai dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, a criança o guia, ao órfão o pai.

Senhor, que a vossa bondade se estenda sobre tudo que Criastes.

Piedade Senhor, para aqueles que não vos conhecem, esperança para aqueles que sofrem.

Que a Vossa bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda parte a paz, a esperança e a fé.

Deus, um raio, uma faísca do Vosso amor pode abrasar a terra.

Deixa-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita e todas as lágrimas secarão, todas as dores acalmar-se-ão.

Um só coração, um só pensamento subirá até Vós como um grito de reconhecimento e amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós Vós esperamos com os braços abertos, oh! Poder... oh! Bondade... oh! Beleza... oh! Perfeição, e queremos de alguma sorte alcançar a Vossa misericórdia.

Deus dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até Vós.

Dai-nos a caridade pura; dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas, o espelho onde deve refletir a Vossa Santa e Misericordiosa imagem.


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