quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sexíssimo começa na pré-escola

  Sexíssimo começa na pré-escola e pode ser revertido

Pais e professores devem ficar atentos às separações de gênero e preconceitos
Por Carolina Gonçalves

"Mulheres não gostam de futebol", "homens não podem usar roupa rosa"- é comum fazermos distinção de coisas que seriam voltadas para mulheres e outras para homens, como se fosse atividades específicas para cada sexo. O nome disso é sexíssimo.

Esse sentimento é passado tanto pelos pais quanto pela escola e pode prejudicar a formação da criança se for exagerado demais. "Embora essa separação de masculino e feminino não seja tão marcante hoje, ela ainda existe e pode ser preocupante", afirma Stella Paiva, psicóloga escolar da Rede Pitágoras.

Fique atento aos sinais dessa tendência e saiba o que especialistas aconselham para a educação do seu filho:

Quais as consequências?

"Os meninos podem criar diversos conflitos contra a menina e vice-versa, já que não trata o outro como igual", alerta Stella. Muitas crianças carregam esse sentimento para a fase adulta e podem ter problemas de relacionamento, tanto dentro de casa como no trabalho.

O homem, por exemplo, pode colocar a mulher em uma posição inferior, a mulher pode se achar sempre frágil e dependente - ou até o contrário: a mulher pode inferiorizar o sexo oposto, sentindo-se independente demais.

"São as pequenas ações que fazem isso progredir e o papel da escola e da família é fundamental nesse processo", explica Stella. Ela conta que é necessário evitar grandes distinções entre homens e mulheres e procurar dar a oportunidade à criança de fazer suas próprias escolhas, sejam elas "de menina" ou "de menino". 

O sexíssimo pode ser alimentado pelos próprios pais, antes mesmo de a criança entrar na escola.

Os primeiros sinais
De acordo com a pedagoga e coordenadora do Colégio Fênix, Gabriela Dalmédico, a criança manifesta esse sentimento sexista no período pré-escolar, um pouco antes dos sete anos. "Nessa fase, ela vivencia situações que envolvem o sexíssimo e expressam esse sentimento de forma até espontânea, como um menino não querer usar rosa e uma menina não querer usar azul", afirma.

É interessante a interferência dos professores e dos pais, a fim de que a criança entenda que essas separações não são extremamente necessárias.

A influência da família

O sexíssimo pode ser alimentado pelos próprios pais, antes mesmo de a criança entrar na escola. É comum os pais separarem, até inconscientemente, as coisas "de menino" das "de menina". Desde brinquedos até mochilas, lancheiras, cadernos... A criança cresce com essa ideia de que é tudo separado.

Um recente estudo publicado na revista Psicothema revelou que mães podem ser as maiores responsáveis por atitudes sexistas de crianças e adolescentes. Os pesquisadores afirmam que as mães costumam passar mais tempo com os filhos, determinando, assim, as tarefas domésticas que eles irão desempenhar, quais presentes irão ganhar e, principalmente, quais os valores que irão levar para a vida.

"A mídia também influencia essa formação", lembra a psicóloga escolar Stella Paiva. Ela conta que a tendência é de que as referências masculinas sejam os super-heróis, dando a ideia de que os homens são os fortes e poderosos. Já as referências femininas são as personagens dengosas, carinhosas e que gostam de cor-de-rosa. "Essas convicções são tão marcantes que acompanham a criança até a vida adulta", afirma a profissional.


Como a escola contribui?

Algumas escolas montam fileiras só de meninos e outras só de meninas na sala de aula, não disponibilizam os mesmos brinquedos para todas as crianças - impossibilitando o menino de brincar de boneca e a menina de brincar com carrinhos, por exemplo - e até aulas de educação física são ministradas separadamente para meninas e meninos.

"Há escolas, inclusive, onde a lista de chamada não é elaborada em ordem alfabética, para que os nomes dos meninos não fiquem juntos com o das meninas", conta a pedagoga Gabriela.

Nesse caso, é papel dos pais escolher se essa é a educação ideal para os seus filhos. Se não concordam, o ideal é conversar com a instituição de ensino ou mesmo trocar a criança de escola.
O papel do professor

A psicóloga Stella conta que o professor deve ter a sensibilidade de perceber que essas diferenças exageradas não precisam existir. Ele jamais pode ter uma visão sexista, afinal, como ele conseguirá quebrar esses tabus se não concordar com essas igualdades? "O trabalho do professor é formar o ser humano. Existem diferenças, mas também existem igualdades, e estas devem ser exaltadas", lembra.

A escola também deve usar recursos que diminuam essas diferenças. "Se a aula de educação física oferece o futebol para a menina, por exemplo, isso já abre novas possibilidades", diz Stella. E o mesmo vale para a o menino que quer brincar de casinha ou outras brincadeiras consideradas femininas. "O professor também pode propor atividades em que exista a participação de ambos os sexos", sugere Gabriela.

Como os pais devem lidar com isso?

"Mesmo em escolas que não fazem distinção entre meninos e meninas, há alunos que questionam o fato de meninas jogarem futebol, por exemplo, ou meninos brincarem de boneca", conta Stella Paiva. O pensamento provavelmente vem dos pais, que ensinaram os seus filhos dessa forma.

A pedagoga Gabriela Dalmédico alerta que os pais não precisam levar tão a sério as "regras" ditadas pela sociedade. Isso pode gerar comportamentos machistas ou feministas demais. Vale mais a pena educar os filhos de modo que eles percebam que as diferenças entre meninos e meninas não precisam ser exageradas.

Desse modo, não é preciso proibir a criança de algumas brincadeiras que são consideradas exclusivas do sexo oposto. A psicóloga conta que é muito comum, por exemplo, o filho que tem irmão menor querer brincar de casinha com ele. Isso pode ser incentivado sem preconceito.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sirva para o que servir


Dezembro de 1955.

Uma mulher negra de 42 anos, Rosa Parks, no estado do Alabama, Estados Unidos, tomou um ônibus quase vazio e se sentou em um dos primeiros lugares. Um pouco mais à frente, o motorista parou o veículo e veio adverti-la para que desse lugar a um branco. Era a lei. Rosa não se mexeu e o motorista a ameaçou.

- "Vá em frente, daqui não saio. Mande me prender!" Rosa foi presa, mas sua coragem transformou-se em um marco na história dos Estados Unidos. Com a divulgação do fato, a comunidade negra de Montgomery decidiu boicotar o serviço de transportes públicos da cidade.

Os negros unidos organizaram uma frota autônoma de veículos, deslocaram-se a pé, de bicicleta e estimularam uma troca de caronas. Em dois meses os prejuízos passaram de um milhão de dólares e pouco mais de um ano depois do sucesso do boicote, a Corte Suprema considerou ilegal a segregação imposta pelas companhias de transportes nesse Estado e o líder desse movimento, o pastor negro Martin Luther King Jr, de 25 anos, entrou em um ônibus, sentou-se no banco da frente, e nunca mais um negro nesse país foi obrigado a ceder seu lugar para qualquer branco.

Cinquenta e três anos depois, os Estados Unidos elegeu seu primeiro presidente negro.

Qual a utilidade desse fato? O que com ele se deseja mostrar?

Os fatos marcantes na vida humana, as passagens insólitas que envolvem este ou aquele cidadão comum, não podem ser classificadas como úteis ou inúteis, necessárias ou não.

São acontecimentos, e seu relato grande ou pequeno se transformaram em episódios da História. Apenas isso ou tudo isso. Mas, o que com ele se deseja mostrar é fácil de ser exposto. A história verdadeira de Rosa Parks e a ação mobilizadora de Luther King vai muito além da circunstância de um local ou de uma época.

Serve para mostrar que quando existe consciência de que uma ação transformadora é essencial, torna-se urgente a coesão das ideias para a mobilização da massa e sua união é imprescindível para a conquista de resultados necessários. O fato histórico transcende ao tempo e sirva para que servir pode sugerir inspiração.

Dezembro de 2008.

O que com esse fato se deseja mostrar é que a educação neste belo país precisa mudar. A escola brasileira, hoje avaliada como jamais antes se viu, com raras e distantes exceções é uma escola que não educa, que não ensina e que assim não está pronta para transformar ninguém. Da mesma forma como é fácil comprovar essa certeza também não é difícil conhecer quais caminhos são necessários para que se transforme e se torne transformadora de pessoas.

Mudanças plausíveis na estrutura das Secretárias Estaduais e Municipais de Educação se impõem e com essas alterações, torna-se possível mobilizar a ação gestora de escolas pequenas ou grandes, capacitar melhor seus professores, dar asas ao seu currículo e iniciar com iniciativa e alento uma caminhada para a mudança. Em alguns poucos municípios essa mentalidade já se fez ação e os resultados aí estão para a certeza de todos.

Mas, as exceções são poucas e a força contagiante dessas iniciativas restringe-se a poucos lugares. As excelentes escolas públicas brasileiras continuam ilhas de admiráveis e admirados exemplos, mas suas lições são raramente seguidas.

É na constatação dessa invulgar certeza que a história da mobilização negra pelos direitos dos passageiros se agigante e a ação insólita de Rosa Parks ganha o desejo de inspiração. 

Não falta a nossa pobre e ineficaz escola pública ideias admiráveis de algumas transformações a assumir, falta ao professor e a família brasileira a coragem para se mobilizar em única e colossal força e mostrar ao mundo que sabemos e que podemos mudar.

 
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domingo, 2 de outubro de 2011

A sustentabilidade da alma...



De que adianta “consertar” o mundo lá fora, se, dentro de nós, ainda existem muita poluição mental, um crescente acúmulo de lixo emocional e um grande desperdício de riquezas pessoais?
Por: Deborah Milani

Hoje em dia, fala-se muito em ecologia. Ouve-se muito a respeito de sustentabilidade, desenvolvimento sustentável e afins. Exemplos: “compre eletrodomésticos que diminuam o consumo de energia elétrica”, “coloque, em seu carro, filtros e catalisadores para a fumaça do escapamento”, “reutilize a água da chuva, a água da máquina de lavar, a água da lavagem das verduras”, “aproveite e cozinhe as cascas e os talos dos alimentos”, “recicle o lixo”, “utilize os mil e um recursos da garrafa PET”, “aproveite a energia solar, a energia do vento, a sua energia motora”... e por aí afora.

Ótimo! Todas essas medidas são fundamentais para compensar o prejuízo que nossos ancestrais – e nós mesmos – causaram, há séculos, no Planeta. Também, dessa forma, preservaremos o pouco que resta, para os nossos descendentes – e para nós mesmos!

Mas, de que adianta “consertarlá fora, se dentro de nós ainda existem muita poluição mental, um crescente acúmulo de lixo emocional e desperdício de riquezas pessoais?

Uma vez presenciei uma verdadeira guerra familiar – porque aquilo deixou de ser uma simples discussão há palavrões de distância. O fato é que, por pura distração pela falta de hábito, a mãe havia desprezado a caixinha de leite vazia, no cesto de lixo orgânico. A filha, associada à Ongs ecológicas, indignou-se com o acontecido e, não perdoando a ação da mãe, esbravejou, xingou, gritou, esperneou... porque ela fazia o sacrifício de separar o lixo reciclável, e isto era o mínimo que as pessoas poderiam fazer, porém, a mãe não o fez!

Assisti àquela cena, constrangida, pensando no que, na realidade, deveria ser reciclado ali. Talvez aquele ódio momentâneo da moça, quem sabe um velho acúmulo de mágoas e ressentimentos de coisas mal resolvidas, ou pura e simples falta de paciência, de diálogo e de compreensão... Bobagens cotidianas que vamos juntando, uma após outra e, quando nos damos conta, amontoamos uma porção de lixo emocional, que ocupa espaço em nossos relacionamentos, na organização das nossas ideias, no entendimento e aplicação de nossos valores morais.

De que adianta salvar baleias no meio do oceano, se não salvamos as relações no quintal das nossas casas? De que adianta, pregar a ecologia e princípios de sustentabilidade para salvar o Planeta, se nós não salvamos a nós mesmos?

Toda e qualquer ação precisa iniciar-se dentro de nós! Primeiro eu me ajudo para poder ajudar o outro – isso garante, inclusive, preparo pessoal para dar suporte a outrem.

Para poder praticar ecologia pessoal, é necessário cuidar da nossa própria felicidade, da saúde, do bem-estar, dos nossos relacionamentos, da nossa espiritualidade. Trata-se da busca pelo equilíbrio pessoal em todos os sentidos.

Algumas atitudes simples e frequentes que não custam muito, como demonstrações de afeto, um sorriso sincero, um abraço, menos pressa e mais compreensão, disponibilidade para estar com o outro, são tão eficazes para a sustentabilidade humana quanto é reciclar lixo, salvar baleias e pandas ou praticar o reflorestamento, para o desenvolvimento sustentável do Planeta.

Recicle – crie um novo ciclo – para seus sentimentos guardados: expresse-os sob alguma forma de arte! Renove suas emoções e pratique o perdão.

Utilize a energia solar que, certamente, brilha no seu coração, para iluminar o ambiente à sua volta, dando um novo vigor à sua vida. Exercite a sustentabilidade na alma e faça do seu mundo, um mundo melhor! Lembre-se: um mundo melhor começa em cada um de nós!





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sábado, 1 de outubro de 2011

Parabéns pra você...


 Hoje é o aniversário da Elza
do Blog Momentos de Tango.

 Elza, Parabéns pelo seu aniversário. 
Desejo-lhe agradáveis surpresas 
e felizes acontecimentos, 
e que este dia possa lhe trazer 
muitas  alegrias!
Fiz esse cartãozinho com muito carinho
pra você!




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