domingo, 18 de setembro de 2011

A Morte do Amor


Todos os dias morre um amor.

Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor.
Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina.
Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos.
Pode morrer em uma cama de motel ou simplesmente em frente à televisão de domingo.

Morre sem um beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com um gosto salgado de lágrima nos lábios.
Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, diálogos cada vez mais resumidos, de beijos cada vez mais gelados...

Morre da mais completa e letal inanição!!!

Todos os dias morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria  do que na prática, relutemos em admitir.

Pode morrer como uma explosão, seguida de um suspiro profundo (porque nada é mais dolorido que a constatação de um fracasso), de saber que, mais uma vez, um amor morreu.
Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos ensina alguma coisa. Esta é a lição: qualquer amor pode morrer!

E todos os dias, em algum lugar do mundo, existe um amor sendo assassinado.
Como pista do terrível crime, surge uma sacola de presentes devolvidos, uma lista de palavrões sem censura, ou o barulho insuportável do relógio depois da discussão... Afinal, todo crime deixa as suas evidências!
Todos nós podemos ser um assassino.

E podemos agir como age um assassino: podemos nos esconder debaixo das cobertas, podemos nos refugiar em salas de  cinema vazias, ou preferir trabalhar que nem um louco, ou viajar para  "espairecer", ou confessar a culpa em altos brados, fazendo do garçom o confidente...

Mas há também aqueles que negam, veementemente, a sua participação no crime, e buscam por novas vítimas em salas de bate-papo ou pistas de  danceteria, sem dor ou remorso.

Os mais periculosos aproveitam sua experiência de criminosos para escreverem livros de auto-ajuda, com a ironia de quem tem muito a ensinar para os corações ainda puros.

Existem também os amores que clamam por um tiro de misericórdia: ainda estão juntos mas se comportam como um cavalo ferido,  esperando ser sacrificado.

Existem também os amores-fantasma, aqueles que se recusam a admitir que já morreram. São capazes de perdurar anos, como mortos-vivos sobre a Terra, teimando em  resistir apesar das camas separadas, dos beijos frios e burocráticos, do sexo sem amor (se houver).
Esses não querem ser sacrificados, mas irão definhar aos poucos, até se tornarem laranjas chupadas.

Existem ainda os amores-vegetais, aqueles que vivem em permanente estado de letargia, que se refugiam em fantasias platônicas,  recordando até o fim de seus dias o sorriso da ruivinha da 4a.série.

Ou se faz presente na fã que até hoje suspira e delira em frente a um pôster do Elvis Presley.

Mas eu, quase já desistindo da minha busca, pude ainda encontrar outra classificação: os amores-vencedores.
Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, das infinitas contas a pagar, da paixão que decresce com o decorrer dos anos, da mesa-redonda no final de domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas e se revelam fortes, pacientes e esperançosos.

 Mas esses são raríssimos, e há quem duvide de sua existência.
 São de uma beleza tão pura e rara que parecem lendas.
 Um dia vou colocar um anúncio, bem espalhafatoso, no jornal:

PROCURA-SE UM AMOR VENCEDOR

Oferece-se generosa recompensa.

Mas, no fundo, sei que ele não surgiria como por acaso...
O que esses poucos vencedores falam é que esse amor foi suado, trabalhado, bem administrado nas centenas de situações do cotidiano.
Não é um presente de loteria, de sorte, nem de magia.
É simplesmente o resultado concreto daquilo que foi um relacionamento maduro e crescente entre duas pessoas.

http://www.amoreseducao.com.br
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sábado, 17 de setembro de 2011

Ressentimentos

Existe uma crença de que pessoas que perdoam uma ofensa estão fazendo papel de bobas.
Parece que o lema preferido é “pagar na mesma moeda”, ou “olho por olho, dente por dente”.

Por isso, muitos escolhem acumular um monte de lixo interior, como a mágoa e o ressentimento, e deixar de lado o perdão.

Energias negativas e destrutivas, como a raiva e o ódio, ficam acumuladas no subconsciente e não deixam espaço para energias novas e melhores se manifestarem.

É melhor investir na faxina interior, antes que o lixo acumulado comece a transbordar em forma de doença física ou emocional. Enquanto alimentamos os ressentimentos, não
conseguiremos retirar do subconsciente os padrões de pensamentos inúteis à nossa prosperidade. Nesse estado, não adianta fazer pensamento positivo.

Será que esse é o seu caso? Se for, não deixe o ressentimento ocupar espaço em você. O perdão é o antídoto. Perdoe a si mesmo e aos outros. Seja próspero na generosidade. O ressentimento corrói você por dentro. 

O perdão, como remédio eficaz que cura as cicatrizes do peito, é a aceitação da realidade; a aceitação de si mesmo e dos outros. Os outros são como são. Nunca serão como você queria que fossem, nunca agirão de forma que você queria que agissem. Entenda isso e nunca mais você ficará magoado ou ressentido com os outros ou com você mesmo.

Destrua a ilusão de que os outros, a vida, o mundo, enfim, tudo deveria ser do jeito que você queria que fosse. Essa ilusão é a causadora de suas mágoas, raivas e ressentimentos. Pense nisso. Comece a fazer uma limpeza mental, perdoe o agressor. Livre-se da energia negativa do ressentimento e abra espaço para o novo.

- Verdadeiramente, eu estou disposto a deixar ir embora de mim todas as mágoas em relação a essas pessoas.

- Eu estou disposto a perdoar essas pessoas e a mim também por ter achado que essas pessoas deveriam agir comigo do jeito que eu esperava.

Luiz Antônio Gasparetto

Selinhos que ganhei das amigas 
Anninha do Blog Palavras Soltas e
Dulcinea do Blog Recanto Mineiro.
Obrigada meninas, adorei!!!
 



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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Feliz Aniversário Filha!!!

 


Carol, hoje Você é a Aniversariante, 
e, portanto, esse dia é dedicado a você. 
É uma pessoa simples e gentil, trata todos ao seu redor com atenção e carinho e sinto uma grande honra em ser sua mãe. Desejo que sua vida seja sempre iluminada. Peço a Deus que está atento a tudo que se passa que lhe guie sempre. Que neste aniversário, você consiga descobrir muito mais ideais, do que aqueles já conseguidos, e fazer disso uma lição de vida.
Faça desse dia um brilho constante e derrame bondade e esperança por onde quer que você ande.
 Que Deus lhe abençoe filha e faça de você 
uma pessoa cada vez mais amada.
Te amo muito!!!!
 

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Credo do cuidador familiar



Cuidar de seu pai doente, de sua mãe, de sua avó ou de seu marido poderá ser não somente uma realidade que a vida nos proporciona, mas poderá ser também uma imposição ou mesmo um grande sacrifício. Ninguém se prepara para ser cuidador familiar, simplesmente acontece. Assim, o Credo do Cuidador Familiar deverá nortear o seu trabalho, mostrando todas as demandas e as dificuldades que encontrará, ciente de suas possibilidades, expectativas e aspirações. Você ficará melhor consigo mesmo e poderá auxiliar e amar mais o idoso que cuida. Leia-o com atenção e grave-o em seu coração:

Eu cuido muito bem de mim. Se não estou em boas condições de saúde física e psicológica, não poderei cuidar da pessoa idosa .
     
Eu aceito que cuidar de idoso envolve uma grande variedade de emoções, da raiva à alegria, do ressentimento à compaixão.
     
Eu aceito que os meus sentimentos, em relação ao idoso que cuido, não estão certos nem errados. Simplesmente, são tão naturais e inevitáveis como o ato de respirar.
    
Eu tenho o direito de receber consideração, afeto, perdão e aceitação do idoso que cuido, enquanto eu ofereço também estas qualidades em troca.
    
Eu devo pedir e aceitar ajuda de outras pessoas. Eu envolverei a minha família, os meus amigos e a comunidade no acompanhamento do idoso que cuido. Sei que não é minha função cuidar de tudo e fazer tudo sozinho.
     
Eu procuro sempre informações que podem ajudar-me como um cuidador. Eu reconheço que a informação é poder. Também reconheço que, quanto mais capacitação e informação eu obter, melhor será o cuidado com o idoso.
    
 Eu respeito as preferências e as decisões do idoso que estou cuidando. Eu ofereço ao idoso a dignidade, o carinho e cortesia que eu gostaria de receber, se a situação se invertesse. Eu tenho o direito de rejeitar qualquer tentativa do idoso (consciente ou inconsciente) para manipular-me através de culpa, raiva ou depressão.
     
Reconheço que a mudança – para bem ou para mal – é uma parte natural do processo de cuidar de um idoso. Eu me mantenho flexível e aberto à mudanças.
    
Eu celebro os pequenos êxitos e me permito lamentar as decepções. Eu compartilho os meus sentimentos com aquelas pessoas em quem confio.
     
Estou consciente de minhas próprias necessidades e de resguardar os meus direitos como um cuidador. Eu não permito que a minha função de cuidador possa atrapalhar outros aspectos da minha vida.
    
Eu me perdôo pelos meus defeitos e felicito-me pelo esforço e amor que eu coloquei no meu trabalho de cuidador de meu idoso querido e amado.

Márcio Borges
Geriatra - marcioborges@cuidardeidosos.com.br

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