quarta-feira, 27 de julho de 2011

Depressões


Se trazes o Espírito agoniado por sensações de pessimismo e tristeza, concede ligeira pausa a ti mesmo, no capítulo das próprias aflições, a fim de raciocinar. Se alguém te ofendeu, desculpa. Se feriste alguém, reconsidera a própria atitude. Contratempos do mundo estarão constantemente no mundo, onde estiveres. Parentes difíceis repontam de todo núcleo familiar.

Trabalho é Lei do Universo. Disciplina é alicerce da educação.

Circunstâncias constrangedoras assemelham-se a nuvens que aparecem no firmamento de qualquer clima.

Incompreensões com relação a caminhos e decisões que se adote são empeços e desafios, na experiência de quantos desejem equilíbrio e trabalho.

Agradar a todos, ao mesmo tempo, é realização impossível.

Separações e renovações representam imperativos inevitáveis do progresso espiritual.

Mudanças equivalem a tratamento da alma, para os ajustes e reajustes necessários à vida.

Conflitos íntimos atingem toda criatura que aspire a elevar-se.

Fracassos de hoje são lições para os acertos de amanhã.

Problemas enxameiam a existência de todos aqueles que não se acomodam com estagnação.

Compreendendo a realidade de toda pessoa que anseie por felicidade e paz, aperfeiçoamento e renovação, toda vez que sugestões de desânimo nos visitem a alma, retifiquemos em nós o que deva ser corrigido e abraçando o trabalho que a vida nos deu a realizar, prossigamos à frente.


(Do livro "Coragem", por Emmanuel, psicografia por Francisco Cândido Xavier)

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terça-feira, 26 de julho de 2011

Fim de Férias do Professor


As férias escolares estão terminando, nem bem o Professor começou a relaxar e já é hora de retornar às aulas. Mas, cá para nós, mesmo em “férias” pergunto-me todo o tempo: Professor realmente tira férias?????

Será que Professor realmente descansa? “Desliga” e “desacelera” o ritmo de constante agitação e atenção?

Estas reflexões ocorrem porque sempre neste período de férias é comum recebermos várias “dicas” de coisas para ler, filmes para assistir, lugares para conhecer e quando nos damos conta, lá estamos nós outra vez, já “alinhavando” todo esse material com a rotina da sala de aula, pensamos naquele aluno indisciplinado, depois naquele outro  que está com problemas e por aí vai.

O fato é que o Professor não “desliga” realmente. Em tudo que vemos, ouvimos, presenciamos sempre procuramos extrair novos aprendizados, novos saberes, novas soluções para as coisas que nos afligem no dia a dia.

Isso é muito bom, na verdade o Professor tem esse “radar” mais aguçado para olhar além do que está sendo mostrado e é aí que encontra-se nossa maior qualidade, mas também nosso maior problema.

Enquanto qualidade esta atenção mais aguçada sempre está a nos desafiar a ir além, a esmiuçar as coisas, a sempre extrair-lhes o sentido em busca de novas maneiras de ajudar os nossos alunos e a aprimorar nosso fazer diário.

Por outro lado, estar sempre atento desgasta e frustra também, pois sempre achamos que as soluções sempre estarão em estratégias cada vez mais elaboradas e complexas, e por esta razão acabamos por desconsiderar as soluções mais simples.

As pessoas que lidam com moda tem uma frase que resume tudo: “ Menos é Mais”. No nosso caso, dentro da Escola, isso significa que ficar sempre correndo atrás dos novos modismos, tais como o último método mirabolante para alfabetizar, as novas estratégias para fazer a aula virar um show, nem sempre levam ao resultado esperado.

Coisas assim são passageiras, não passam de um evento, e não produzem de fato mudanças duradouras nos alunos. Então, antes de sair correndo atrás da mais nova moda pedagógica, reflita no que já deu certo até agora.

Minha sugestão para esta semana, que antecede a volta às aulas, é que você elabore uma pequena lista conforme abaixo.

. Relacionamento Professor e Aluno: Pense em apenas três ações que você realizou no 1º. Semestre que deram certo. Agora pense em como aprimorá-las para que o resultado seja excepcional.

. Práticas de Ensino que os alunos mais participaram: Aqui vale lembrar das práticas que você utilizou em que os alunos empenharam-se mais em realizar . Quais estratégias foram utilizadas? Em quais momentos elas funcionaram melhor? Como elas poderiam ser aprimoradas?

. Rotinas: Neste tópico reveja três grandes situações em que o caos se instalou na sala de aula. Em quais momentos ocorreram esse caos? Quais rotinas precisariam ser criadas para evitar isso? Foi na hora do trabalho em grupo? Foi na hora da explicação da lição? Pense em três medidas para solucionar esses problemas.

. Conseqüências: Os alunos se unem contra o Professor quando vêem que as conseqüências aplicadas para determinado ato, ao ver deles, é injusta. Assim, minha dica é: baseado nas três grandes situações onde surge o caos levante com os alunos quais seriam as conseqüências que eles aplicariam. Assim o Professor terá condição de ver quais são as conseqüências que são justas do ponto de vista do aluno e poderá escolher as melhores.

Essas dicas valem tanto para a Educação Infantil quanto para o Ensino Superior.

Por isso, aproveite o restante desta semana para desacelerar, afinal uma ação não precisa ser perfeita, ela precisa apenas ser eficiente e funcionar para você.

By Roseli Brito
 
Cada ruga tua representa uma história
E são tantas...
Quantas experiências...
Quantas histórias para contar...
Quantos conselhos para dar...
Quanta paciência para nos suportar...
Esquecem a sua vida, para viverem a nossa
Sempre cheias de atenção,
De carinho,
De amor.
Uma advogada na nossa vida
Mediadora nas nossas decisões
Você é o meio termo...
O equilíbrio...
A palavra de esperança
O colo que aninha
O ombro que apesar de cansado... apóia
O olhar de complacência
O oásis da segurança que aplaca a sede
E alimenta o corpo
Você é tudo de bom e de belo
Minha avó querida.

Autor: Sandra Mamede

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Discriminar nunca, tolerar se possível!



 *João Malheiro
Não discriminar não significa ter de tolerar as mesmas ideias, gostos, sentimentos, opções sexuais, ideais políticos ou religiosos. Posso e devo discordar se penso diferente. Isso é democracia, isso é pluralismo
 

Como educador e professor de ética, tenho me preocupado cada vez mais com o ensino/aprendizagem de certos conceitos que, quando não assimilados de forma correta, podem confundir os mais superficiais. São as noções de tolerância, discriminação, verdade e opinião.

Na universidade me deparo com frequência, pela temática que ensino, com o enfrentamento em sala de aula. Uma vez ou outra explodem paixões juvenis, outras vezes escuto de forma indignada frases como: “O Sr. está sendo muito intolerante com as suas opiniões”, “O professor está discriminando uma parcela da faculdade com as suas verdades”, “Mestre, a verdade é relativa!”, ou reações parecidas. 

Confesso que necessito grande dose de autodomínio e de inteligência emocional para compreender meus pupilos e, em paralelo, manter um diálogo respeitoso, vivenciando esses próprios conceitos. Acredito, portanto, que possa ser útil promover a reflexão sobre os temas acima elencados, para não sermos conduzidos a engodos midiáticos ou para nos prepararmos para futuros debates em diversos âmbitos educativos.
                 
O sentido de tolerância que adoto é do filósofo Tomás de Aquino, que criou o conceito no século XIII: “Tolerar é permitir a existência de certos males menores para não provocar outros males maiores e para não impedir certos bens maiores”. Tolerar é permitir de forma bastante justificada certos males menores, não autorizá-los. 

Existe uma diferença notável entre permitir e autorizar. Este último é dar autoridade a alguém para que faça algo. No nosso caso, seria autorizar o mal e converter, por um poder arbitrário e pela “magia” da tolerância, o mal em bem. O autorizador, assim, tornar-se-ia corresponsável pelo mal. O que não seria ético.

É preciso ser consciente de que, quando se é tolerante, o mal continua sendo mal na perspectiva de quem permite. E que, mesmo sendo tolerante alguma vez, nem sempre será possível tolerá-lo. Nesses casos é preciso ser intransigente com o erro e o mal, o que não é intolerância. 

Ora, numa sociedade em que a confiança na razão como meio para descobrir a verdade foi aos poucos dando lugar ao ceticismo, é fácil compreender porque as pessoas se confundem entre o bem e o mal. E por que essa desconfiança na razão? Parece que os inúmeros conflitos sociais com os quais a história do século XX e XXI nos tem brindado, quase sempre por motivos absurdos e irracionais, como razões nacionalistas, de religião, de domínio tecnológico ou econômico, sejam a sua causa principal.
               
No momento em que a força da razão é enfraquecida, e que o julgamento ético vira uma questão de sentimentos e preferências pessoais – fenômeno chamado pelo filósofo MacIntyre de emotivismo, em After Virtue – são compreensíveis as reações explosivas de algumas pessoas quando alguém lhes tenta mostrar, de forma racional, as diferenças entre o bem e o mal, como aconteceu entre meus alunos e eu. 

Eles se sentem como sendo invadidos por uma autoridade despótica, que se intromete em sua liberdade pessoal, ou pelo menos a cerceia. A sensação de desrespeito é real, pois falta a participação da razão e da vontade para moderar e direcionar esses “sequestros” emocionais para a reflexão. Os conceitos de intransigência e discriminação acabam se confundindo, o que é um grande erro.
                 
Ser intransigente é defender a verdade que nos transcende. Significa, pelo menos, manifestar o direito de discordar de alguém que apresente outra coisa como verdade, e, num diálogo respeitoso, expor uma argumentação diferente, com fundamentos sólidos e convincentes, de forma que ambos tentem honestamente vislumbrar um bem que os una. Portanto, uma atitude bastante distante da violência e da arrogância. 

Já ser discriminador é algo bastante diferente. Significa dar um tratamento desigual, seja favorável ou desfavorável, às pessoas em função das suas características raciais, sociais, religiosas ou de gênero. 

É um desrespeito à pessoa humana, quase sempre numa atitude física ou psicologicamente violenta. Naturalmente, é algo deplorável, que sempre será preciso combater. Entretanto, não existe discriminação de ideias e nem de atitudes, somente de pessoas. 

Caso contrário, nenhum educador (pai ou professor) jamais poderia atuar em relação a seus educandos, corrigindo-os, moderando-os ou até castigando-os. Infelizmente, é exatamente esta mentalidade (corrigir como discriminar) que aos poucos vai entrando em nossas escolas, com consequências incalculáveis.
                
Como aponta a doutora em filosofia Ana Marta González, “o respeito se dirige ao homem que eventualmente defende ideias opostas às nossas; a tolerância, às suas ideias” (“Las paradojas de la tolerância”). Portanto, não discriminar não significa ter que tolerar as mesmas ideias, gostos, sentimentos, opções sexuais, ideais políticos ou religiosos. Posso e devo discordar se penso diferente. Isto é democracia, isto é pluralismo. O contrário é ditadura, despotismo ou autocracia.
                
E como conviverão em paz pessoas que pensam diferente? Como viver a tolerância, em casos como a eutanásia infantil, o nudismo, o livre exercício de religiões minoritárias? A resposta é complexa, mas a filósofa espanhola nos orienta: eticamente, com respeito. Politicamente, com três critérios: buscar a solução em que a maioria possa se abster; em que o prejuízo que se vá produzir nos outros seja o menor possível; em que a subsistência da sociedade esteja sempre garantida.

*João Malheiro é doutor em Educação pela UFRJ.

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domingo, 24 de julho de 2011

Parabéns Filho Amado!

 


Hoje,  meu filho José Maria carinhosamente chamado de Zezinho está começando um Novo Ano.
Filho querido, hoje é o seu aniversário e Deus nos dá a oportunidade de estarmos “juntos” para comemorar. Deus, como temos motivos para comemorar esse dia! Comemorar e agradecer essa pessoa que você é! O homem que você se tornou. O filho, o irmão, o neto, o sobrinho, o amigo maravilhoso que tem sido para todos aqueles que te amam incondicionalmente.

"Uma das grandes bênçãos da vida é a experiência em que os anos vividos concedem.

Aniversariar é uma mostra das oportunidades que temos de aprender a contar os nossos dias.

Hoje, mais uma janela se abre diante dos teus olhos, mais um espinho foi retirado da flor, restando somente a beleza de tão bela data.

Os sintomas da felicidade se traduzem no otimismo, na fé, na esperança, no empenho por se ser melhor a cada dia.

Continue firme pelos caminhos da virilidade e das verdades.

Continue trilhando pelos vales da vida, pois um dia encontrará o mais belo jardim, o jardim que representará a realização dos seus maiores sonhos.


Feliz Aniversário Meu Filho!!!
 

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