sexta-feira, 31 de julho de 2009

Excelente texto para reflexão nesses dias que antecedem o Dia dos Pais.

Vossos filhos vos dominarão
por rolms

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros dos nossos progenitores. E com o esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas, por outro lado, os mais tolos e inseguros que já houve na história.

O grave é que estamos lidando com crianças mais "espertas", ousadas, agressivas e poderosas do que nunca. Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ter, passamos de um extremo ao outro.

Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos.
Os últimos que tivemos medo dos pais e os primeiros que tememos os filhos.
Os últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.

E o que é pior, os últimos que respeitamos nossos pais e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.


À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal.

Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens e os tratavam com o devido respeito.
E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais. Mas, à medida que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram-se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco os respeitem.
E são os filhos quem, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E além disso, os patrocinem no que necessitarem para tal fim.
E seus palpites também. "Exercem pressão para direcionar a trajetória dos pais, para que isso não atrapalhe seus planos futuros" (LCM)

Quer dizer: os papéis se inverteram, e agora são os pais quem tem que agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado.

Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para ser os melhores amigos e "tudo dar" a seus filhos.
Dizem que os extremos se atraem ("muitos filhos talvez não tenham a devida força para o enfrentamento dos obstáculos da vida, tal a facilidade que os pais lhe proporcionam"(LCM)

Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais, a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo ao nos ver tão débeis e perdidos como eles.

Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter, e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão. Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.

Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, os carregando e rendidos à sua vontade.

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.

Os limites abrigam o indivíduo.
Com amor ilimitado e profundo respeito.

Fonte:
http://quiosque.aeiou.pt
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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Lembrancinhas para o Papai em EVA.

Bloco de Anotações - Camisa com a cor do time do papai.



Camisa - Porta barbeador e toalhinha.





Telefone/Bloco de Anotações



As lembrancinhas foram copiadas de revistas e confeccionadas por mim.
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domingo, 26 de julho de 2009

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26 de Julho - Dia da Avó

Parabéns Vovó Lourdes!!!!
Nós te amamos muito!!
Beijos!!
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Comemora-se o Dia dos Avós em 26 de julho, e esse dia foi escolhido para a comemoração porque é o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.
Século I a.C. - Conta a história que Ana e seu marido, Joaquim, viviam em Nazaré e não tinham filhos, mas sempre rezavam pedindo que o Senhor lhes enviasse uma criança. Apesar da idade avançada do casal, um anjo do Senhor apareceu e comunicou que Ana estava grávida, e eles tiveram a graça de ter uma menina abençoada a quem batizaram de Maria. Santa Ana morreu quando a menina tinha apenas 3 anos. Devido a sua história, Santa Ana é considerada a padroeira das mulheres grávidas e dos que desejam ter filhos. Maria cresceu conhecendo e amando a Deus e foi por Ele a escolhida para ser Mãe de Seu Filho. São Joaquim e Santa Ana são os padroeiros dos avós.

Mensagem Dia da Avó

Tantas vezes sem conta
O meu pranto de criança
Enxugou com perseverança
Acalentou-me docemente
No colo macio e acolhedor
Por amor simplesmente
Dos milhões de arranhões
Com beijos afáveis
As feridas curou
A criança traquina
Dos castigos maternos
Você livrou
Com doces e guloseimas
Mimou alegremente
Os brinquedos quebrados
Consertou rapidamente
E as doces lembranças
Ainda trago comigo
Da infância vivida
E a avó tão querida.

Autor: Desconhecido

mensagens bonitas
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

40 presentes que o dinheiro não compra

Nunca é cedo demais para ensinar a seus filhos que os melhores presentes não podem ser comprados. Aproveite as festas para dar a eles algo precioso – que não custa nada, mas que ficará para o resto da vida

1. Tomar banho de chuva, tem coisa mais gostosa? Dançar na chuva, sentir na boca o gosto da água, até você e seus filhos ficarem ensopados. Você tem vergonha? Deixa disso, Gene Kelly fez tudo isso com o maior charme num filme antológico, Cantando na Chuva. Aliás, ótimo para vocês verem juntos depois daquele banho quentinho...

2. Ensinar um jogo. Não vale videogame ou brinquedo comercial, mas, sim, queimada, taco, mico, pular corda, amarelinha. Aquelas coisas você adorava fazer quando era criança.

3. Cuidar da natureza é tudo! A sábia escritora Ruth Rocha diz: “Para que a Terra continue a nos dar tudo o que precisamos para viver é preciso cuidar dela melhor que da nossa própria casa. Da casa podemos nos mudar, da Terra não”. Criança tem de saber, desde cedo, que a natureza é sagrada. Tem coisa melhor do que regar jardim, cuidar de plantas e de bichinhos, fazer trilhas e andar na praia com seu filho?

4. Empinar pipa, lembra? Juntar as varetas, colar o papel, fazer a rabiola e sair por aí empinando. Deixe a timidez de lado e vire criança de novo: vá até o parque ou descampado mais próximo de sua casa e divida com seus filhos a alegria de ver a pipa subir, subir, subir... Ou cair, cair, cair. O que vale é a diversão. Se joga!

5. Plantar feijão no algodão. Tem coisa mais escola primária? E mais profunda?
Ver a vida se reproduzir ali, num vasinho que você monta com as crianças, joga a semente e, depois, fica vendo a plantinha crescer. Além de observar como é lindo o ciclo da vida, seu filho aprende, na prática, que, se tratamos bem a natureza, ela nos dá belos frutos.

6. Um banho de piscina ou de esguicho. No prédio, no clube, em casa de amigos, em piscinas municipais e até em hotéis bacanas na sua cidade onde dá para freqüentar a piscina pagando por dia. Se nada disso der certo, sempre há o bom e velho banho de esguicho no quintal.

7. Cuidar dos bichos. Dar comida, banho, passear, visitar o veterinário: ter um bichinho, além de divertido, também implica amor e responsabilidade.

8. Criar o “Dia do Errado”. Neste dia, vale tudo: faltar ao trabalho e à escola, pra você e seu filho ficarem livres de tudo! Vestir roupa do avesso, comer em horas
erradas, pois o bom de levar uma vida certinha é poder quebrar as regras uma vez ou outra, né?

9. “Hoje quem manda é você”.
Assuma: vez ou outra, as crianças devem sentir o gostinho de assumir o controle. Qual será o almoço, o passeio, a roupa, o lanche da tarde? Eles escolhem tudo! Dentro dos limites do bom senso, claro. Aí eles sacam que a vida é cheia de opções e que nem sempre é fácil tomar todas as decisões.

10. Contar histórias. Essa é das antigas e nunca sai de moda. Saiba que as histórias que você conta para eles vão fazer parte de seu imaginário por muito tempo. Através delas visitam o mundo sem sair de casa e vivem as alegrias e dificuldades que os heróis das histórias enfrentam. Quando forem heróis de sua própria história vão lembrar com carinho desses momentos.

11. Piquenique no quintal, na varanda do prédio, no sítio da família, na casa da avó... Não importa o lugar, o que vale é aquele clima gostoso, todo mundo comendo com as mãos, batatinha, cachorro-quente, refrigerante, suas guloseimas favoritas, risadas, brincadeiras. Uma farra, cujas memórias a gente guarda para o resto da vida.

12. Montar a árvore de Natal. Vocês escolhem juntos a árvore e fazem os enfeites. Pintam bolas, fazem laços, penduricalhos de pipoca, fitas, papel. Vale a sensação de ter a árvore mais linda do mundo (mesmo que ela não seja lá essas coisas).

13. Compor uma música. Se você leva jeito para algum instrumento, ótimo. Senão, vá inventando estrofes com seu filho: o legal é ter a cara dos dois. Se der para gravar, melhor ainda. E faça cópias: não vá perder uma preciosidade dessas.

14. Ensinar uma receita de família. Libere geral a cozinha, façam uma lambança, lambam os dedos e, depois, limpem tudo. Enquanto estiverem com a mão na massa, conte como era a vida quando você aprendeu aquela receita... e bom apetite!

15. Um passo só seu. Som na caixa, uma roupa gostosa e dancem à vontade, como se ninguém estivesse vendo. Inventem um, dois, mil passos, criem uma coreografia maluca – e que, na hora da festa, só vocês sabem dançar... É fera!

16. O barquinho vai... Num dia de chuva, ensine seu filho a fazer barquinhos de papel, formar uma flotilha e "navegar” para aqueles lugares que vocês adorariam conhecer. E aproveitem para cantarolar: “O barquinho vai...”

17. Inventar uma festa original para o Ano Novo, por exemplo. Pode ser um luau, com a dança do hulahula na praia, saias de ráfia, colar de flores, tudo inventado por vocês. “Da última vez que fizemos o hula-hula em Ubatuba”, conta Patrícia Broggi, “o sol, de presente, se pôs e ganhamos uma enorme lua no céu”. Não é lindo?

18. Clube das Mulheres. Bole um dia só de mães, filhas e amigas: ir ao shopping, ao salão de beleza, almoçar num lugar bacana, pegar um cinema, dar risada, abraços e beijinhos. O tempo não pára. Aproveitem!


19. Lugares novos, de outro jeito. Vá a pé, de metrô ou ônibus visitar um museu ou um parque com seu filho. Caminhadas e transporte coletivo soam como novidade quando não fazem parte da rotina das crianças. De quebra, elas ainda aprendem a se situar e a entender melhor a cidade.

20. Brinquedo de sucata. Moderno e ecológico: criar algo único a partir de objetos descartados. Seu filho aprende que nada se perde e tudo se transforma. Solte a imaginação: móbiles de CDs, instrumentos musicais com garrafas PET, casinhas de caixas, tampinhas de garrafa...Invente!

21. Criar uma peça de teatro. É uma curtição! Os pais ajudam os filhos a montar um verdadeiro espetáculo, com palco, cortina e tudo: inventam texto, figurino, cenário; fazem convites e, na data marcada, encenam uma apresentação inesquecível para o resto da família. Com direito a fotos, é claro!

22. Ter um diário ou escrever memórias num caderno. É um hábito riquíssimo. Nossa diretora editorial, a Monica, faz isso desde garota. A vida está cheia de coisas fascinantes (às vezes boas, outras nem tanto) e são essas experiências de vida que nos fazem ser quem somos. Mais pra frente, quando seu pequeno for um adulto, vocês podem reler juntos as aventuras e os momentos felizes de suas vidas. Recordar é viver, né?

23. Ter um amigo. Dizem que amigos são a família que a gente escolhe. É verdade. Cultivar uma amizade, respeitar as diferenças e aproveitar muuuito um amigo é uma das bênçãos da vida. E, se for de verdade, fica do nosso lado pra seeeeempre.

24. No escurinho do cinema. Pode ser um filme bacana que está no circuito, para o qual vocês compram ingressos, curtem na telona com a sala escura e, depois, vão comer o hambúrguer favorito numa lanchonete. Ou então em casa, mesmo, no sofá, com pipoca e guaraná. Se possível, tire do baú vídeos antigos, de quando você e eles eram pequenos... doces memórias!

25. Saúde sempre em dia. Quando um filho se machuca, a gente se machuca também. Com saúde não se brinca e, por eles, a gente faz tudo. Cuidar deles com carinho, levar ao médico, ficar de olho, não tem preço. É um presentão indispensável que damos aos pequenos.

26. Entusiasmo. A palavra vem do grego e quer dizer ter Deus dentro de si. A pessoa entusiasmada faz as coisas acontecerem. Cultivando o entusiasmo você ensina seu filho a ter entusiasmo pela vida, pelas pessoas, por seus sonhos. É lindo.

27. Ter fé. Acreditar é uma bênção. Ter a certeza de que existe algo maior que nós, independentemente da religião. Essa crença nos ajuda a entender melhor a vida, lidar com nossos problemas, desenvolver a esperança, instrumentos valiosos para o futuro deles.

28. Respeitar o próximo. É vital para ser respeitado. É uma dádiva aprender, desde cedo, a respeitar o outro numa sociedade tão individualista. Somos melhores se acreditamos que todos são iguais e devem ser tratados com a mesma delicadeza. Para Rousseau, sempre foi mais valioso ter o respeito do que a admiração das pessoas. A gente concorda com ele, totalmente.

29. Correr atrás dos sonhos. Os sonhos são a forma onde criamos a realidade. Não há nada melhor do que correr atrás de um sonho e ver que seu esforço resultou num final feliz. Sonhe com seus filhos: quando acreditamos e trabalhamos nesse sentido, nossos sonhos se realizam.

30. A importância do carinho. Dizer aos filhos o quanto eles são importantes pra gente é algo que deve ser feito SEMPRE – e desde cedo. Eles podem não entender, mas sentem. Afeto é um investimento para toda a vida. Tratados com afeto, os filhos serão afetuosos e construirão um mundo melhor.

31. Caridade. Junte roupas e brinquedos que seus filhos não usam mais e doe a uma creche, um orfanato. Se puder levar até lá junto com seus filhos, ainda melhor: um aprendizado para toda a vida.

32. Colinho de mãe. Se há uma coisa que a gente nunca deixa de querer é colo de mãe. Não importa a idade, tem hora que todo mundo fica carente e quer um colinho de mãe mesmo. Ofereça o seu, sempre, mesmo quando seus filhotes pareçam só estar fazendo birra... pois colo de mãe nunca é demais.

33. Valorizar tudo o que vier deles. Sabe aqueles rabiscos ininteligíveis que a criança adora fazer e dar de presente? Pois saiba recebê-los como se fossem os presentes mais preciosos do mundo. Seus filhos se sentem amados pelo que são, ganham autoestima e produzem mais e melhor.

34. De graça. Ensinar que há coisas que o dinheiro não compra meeeesmo: alegria, amor, respeito, amizade, ternura = tudo de bom, valores que nossos filhos recebem de graça e devem aprender a valorizar, sempre.

35. Pedir perdão. Não significa perder a autoridade, não. Todo mundo erra. Por mais que a gente tente ser justo, há horas em que pisamos na bola. Uma bronca exagerada, um castigo desnecessário, um grito fora de hora... Depois, a gente fica mal, com aquele peso na consciência. Peça perdão: ao pedir desculpas você ensina seu filho a reconhecer o erro e reparar o que foi feito.

36. Saber ouvir. Falar é prata, ouvir é ouro, diziam nossas avós. Ouça o que seu filho tem a dizer, sem repreender, interromper ou dar conselhos. Um pai se julgava exemplar até seu filho de 7 anos, em terapia, dizer a ele tudo o que pensava. O pai nunca imaginou que era daquele jeito que o filho o via. Ouvir é preciso!

37. Ler um livro juntos. Cada um lê um pouco, em dias alternados, e vocês, juntos, criam um mundo particular, cheio de significados.

38. Dar liberdade. Seu filho deve bater as asas sempre que tiver oportunidade. Dormir na casa de um amigo, passar um tempo com os avós, para sentir e controlar a saudade de casa. Os muito pequenos, às vezes, ligam pedindo socorro. Dependendo do caso, corra para buscá-los. Por enquanto, é só um teste...

39. Dar risada. Nada mais saudável! Dê risada em todas as horas possíveis. E mostre ao seu filho que é muito bom aprender a rir da gente mesmo! É algo que vai ajudá-lo para o resto da vida.

40. Amar, amar, amar, amar demaaaaais. Encher os filhos de amor e passar adiante esse sentimento através de seu exemplo. Tá combinado?

http://www.multiplos.com.br/

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Esse é só um, dos muitos artigos que encontrei no site da professora e escritora Tania Zaguri e que pode nos ajudar a entender e conduzir melhor nosso trabalho como pais e educadores. A partir de hoje estarei postando aqui no blog alguns deles.
A questão da auto-estima
Prof. Tania Zagury

Uma das grandes preocupações do momento em Educação e Psicologia é com a auto-estima. Professores, psicólogos e pais debruçam-se sobre a questão com cuidado crescente. Esclarecer alguns pontos básicos parece-me, portanto, valioso e útil.

Auto-estima (auto-imagem ou amor próprio) é a forma pela qual o indivíduo percebe seu próprio eu. É o sentimento de aceitação da sua maneira de ser.
Se a pessoa se vê de forma positiva, valorizando suas características, podemos dizer que tem auto-estima elevada ou positiva.

Se, ao contrário, ela não se aceita ou se desvaloriza, isto é, se há inconformidade consigo mesma, dizemos que tem baixa auto-estima ou auto-estima negativa.

O cuidado especial com o tema deve-se ao fato de que indivíduos com baixa auto-estima têm possibilidades maiores de apresentar problemas como depressão e insucesso profissional, entre outros.

O risco de fazerem uso de drogas e tornarem-se dependentes químicos é também mais elevado. São também passíveis de serem manipuladas e de cederem às pressões do grupo com mais facilidade. Daí porque, dentre as medidas de prevenção ao uso de drogas, inclui-se hoje o trabalho no sentido de melhorar a auto-estima.

A auto-estima começa a se formar muito cedo. Desde bem pequena a criança em interação com o meio, através das experiências vivenciadas vai incorporando idéias sobre si, que influenciarão suas atitudes posteriores.

Nem preciso dizer o quanto nós, pais e professores – mais uma vez, tadinhos de nós, quanta responsabilidade sobre nossos ombros! -, temos peso na formação desse conceito. Embora não seja o único fator determinante, a ação de pais e docentes é essencial.

O que fazer, portanto, para que nossos filhos e alunos se vejam a partir de uma ótica positiva? O que pode beneficiar ou prejudicar esse processo?

Uma das atitudes mais importantes é o respeito pela dignidade da criança.
Tem gente que acha que, como a criança é pequena, não tem ainda sensibilidade nem percepção. Daí que falam e agem de acordo com essa idéia, inverídica.

Mesmo a criança pequena, sente-se menosprezada se não levam em consideração seus sentimentos, se não atendem suas necessidades e desejos (evidentemente os que podem ser atendidos), se não é ouvida com atenção, se, sem nenhum motivo, ordens são dadas aos gritos e se não há respeito mínimo a sua privacidade.

Esse é o primeiro passo: avaliar até que ponto os tratamos com respeito.

Muitas pessoas relacionam-se com os vizinhos e amigos com educação e deferência, mas não fazem o mesmo com as crianças.

Por outro lado, é bom lembrar que tratar as crianças de forma digna, não impede que as eduquemos, que estabeleçamos limites, regras, que digamos não quando necessário, e que também possamos fazer críticas construtivas todas as vezes que necessário.

Outro elemento fundamental é descobrir e ressaltar as qualidades e o valor que cada um de nossas crianças tem, evitando, o mais possível, fazer comparações – especialmente as desabonadoras – entre elas.

Toda criança tem, desde a infância, características de personalidade que a diferenciam e individualizam. É claro que determinados traços – a capacidade de fazer cálculos matemáticos com rapidez, por exemplo - são valorizados e tidos como qualidades, enquanto que outros – a timidez, por exemplo – são encarados como “defeitos”.

Se os adultos que convivem com a criança ou o jovem, passam a maior parte do tempo, ressaltando aquilo que a sociedade convencionou chamar de “defeito”, eles começa a se ver como seres incompletos e incapazes, o que, sem dúvida, irá contribuir muito pouco para que tenha uma auto-estima elevada.

Se, ao contrário, as qualidades e virtudes são ressaltadas com freqüência, a possibilidade de ter auto-estima positiva cresce bastante. “João não dá para esportes” ouvido durante anos, poderá levar João a evitar qualquer atividade relacionada. “Angélica, minha filha mais velha é linda; mas a caçula, Antonia, em compensação é muito simpática” quase com certeza levará Antonia a introjetar a idéia de que é feia.

Confiar na criança é outro procedimento que contribui positivamente. Se seu filho lhe relata algo e vê, que, em seguida, você vai “tirar a limpo” com outra pessoa a veracidade do fato, é claro que sentirá que você não acredita nele.
A criança reflete, de forma contundente, essa imagem que os pais têm dela.

Se não crêem nela, ela tende também a não crer em si. Além disso, é preciso demonstrar confiança e fé na capacidade de o filho realizar aquilo a que se propõe.
Se a criança diz que vai fazer uma pintura para a vovó e é estimulada alegre e confiantemente (“Ah, sim, faça isso... você pinta lindamente e sua avó vai ficar orgulhosa!”), acreditará na sua capacidade.

Se não foi bem na escola num determinado bimestre, e os pais demonstram que sabem que o filho vai superar aquela dificuldade, estimulando-o com palavras e atos (“Isso pode acontecer com qualquer um, sei que você vai arrasar no próximo bimestre! Se precisar de alguma coisa, estou aqui para ajudar.”), a chance de superar a crise é muito maior. O mesmo se repete em relação aos professores.

Outro fator importante é não criar expectativas exageradas.
Quer dizer, se, desde pequeno, você começa a dizer para seu filho, a família e os vizinhos, tudo que “ele vai ser quando crescer” pode estar ativando um nível de metas que a criança nem sempre se sente capaz de alcançar, tornando-a ansiosa “por fazer coisas sensacionais”.

As realizações simples do dia a dia - que, aliás, deveriam ser metas suficientes para todos - como passar de ano, tirar notas boas, ter um bom emprego e uma relação afetiva feliz, acabam obliteradas pelo desejo, por exemplo, de ser o melhor da classe, ter o maior salário ou ser alguém muito famoso.

Menos do que isso será considerado sempre muito pouco e, obviamente, motivo de frustração e baixa auto-estima. Basicamente o que importa é que tenhamos equilíbrio para nem deixar de incentivar nossos filhos a progredirem, a irem adiante e a vencerem suas próprias limitações, nem tampouco fazer com que se considerem verdadeiros super-homens, levando a que se julguem acima ou melhores do que os colegas, adotando posturas prepotentes ou de menosprezo pelos demais. Os docentes devem atuar da mesma forma.

Também é importante fator de auto-estima, separar o ato do autor.

Quando seu filho (ou seu aluno) fizer algo inadequado, evite generalizar; não o critique como pessoa. “Eu já sabia que você era um preguiçoso, mas agora, depois desse boletim, tenho certeza” ou “Nem preciso perguntar quem quebrou o abajur da sala, o desastrado da casa, quem mais?!...” - nada mais eficiente do que ataques pessoais, para fazer com que a criança sinta-se um zero à esquerda.

E para que tenha a confirmação de suas suspeitas: “eu sabia que nada iria adiantar, meus pais ( ou professores) não vêem mesmo meus esforços, para que lutar?”. A confirmação de que sua concepção de que não tem valor é verdadeira, poderá consolidar o conceito de menos-valia, que dificilmente será superado.

Se, ao contrário, ao chamarmos a atenção dos nossos filhos para o que fizeram de errado, fixarmos o ato em si (“Meu filho, isso que você fez não combina com você” ou “Tenho certeza que você pode fazer melhor que isso, conheço sua capacidade”) estaremos possibilitando seu crescimento e a superação do problema, sem abalar a auto-estima.

As censuras devem dirigir-se ao fato concreto e não à personalidade ou características da pessoa. Os professores também devem agir com esse objetivo em mente.

Tendo esses cuidados, pais e mestres estarão contribuindo decisivamente para a auto-estima positiva das novas gerações.

http://www.taniazagury.com.br/
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Você goste (ou não) da Sandra Cavalcanti vai ter de concordar: ela encerra o assunto.
POBRES ALUNOS, BRANCOS E POBRES...

Sandra Cavalcanti*

Entre as lembranças de minha vida, destaco a alegria de lecionar Português e Literatura no Instituto de Educação, no Rio. Começávamos nossa lida, pontualmente, às 7h15.
Sala cheia, as alunas de blusa branca engomada, saia azul, cabelos arrumados. Eram jovens de todas as camadas. Filhas de profissionais liberais, de militares, de professores, de empresários, de modestíssimos comerciários e bancários.

Elas compunham um quadro muito equilibrado. Negras, mulatas, bem escuras ou claras, judias, filhas de libaneses e turcos, algumas com ascendência japonesa e várias nortistas com a inconfundível mistura de sangue indígena. As brancas também eram diferentes. Umas tinham ares lusos, outras pareciam italianas. Enfim, um pequeno Brasil em cada sala.
Todas estavam ali por mérito!

O concurso para entrar no Instituto de Educação era famoso pelo rigor e pelo alto nível de exigências. Na verdade, era um concurso para a carreira de magistério do primeiro grau, com nomeação garantida ao fim dos sete anos. Nunca, jamais, em qualquer tempo, alguma delas teve esse direito, conseguido por mérito, contestado por conta da cor de sua pele!


Essa estapafúrdia discriminação nunca passou pela cabeça de nenhum político, nem mesmo quando o País viveu os difíceis tempos do governo autoritário.

Estes dias compareci aos festejos de uma de minhas turmas, numa linda missa na antiga Sé, já completamente restaurada e deslumbrante. Eram os 50 anos da formatura delas!Lá estavam as minhas normalistas, agora alegres senhoras, muitas vovós, algumas aposentadas, outras ainda não. Lá estavam elas, muito felizes.

Lindas mulatas de olhos verdes. Brancas de cabelos pintados de louro. Negras elegantérrimas, esguias e belas. Judias com aquele ruivo típico.E as nortistas, com seu jeito de índias.Na minha opinião, as mais bem conservadas. Lá pelas tantas, a conversa recaiu sobre essa escandalosa mania de cotas raciais. Todas contra! Como experimentadas professoras, fizeram a análise certa.

Estabelecer igualdade com base na cor da pele? A raiz do problema é bem outra. Onde é que já se viu isso? Se melhorassem de fato as condições de trabalho do ensino de primeiro e segundo graus na rede pública, ninguém estaria pleiteando esse absurdo. Uma das minhas alunas hoje é titular na UERJ. Outra é desembargadora. Várias são ainda diretoras de escola. Duas promotoras. As cores, muitas. As brancas não parecem arianas. Nem se pode dizer que todas as mulatas são negras. Afinal, o Brasil é assim. A nossa mestiçagem aconteceu.


O País não tem dialetos, falamos todos a mesma língua. Não há repressão religiosa. A Constituição determina que todos são iguais perante a lei, sem distinção de nenhuma natureza! Portanto, é inconstitucional querer separar brasileiros pela cor da pele. Isso é racismo! E racismo é crime inafiançável e imprescritível.
Perguntei: qual é o problema, então? É simples, mas é difícil.

A população pobre do País não está tendo governos capazes de diminuir a distância econômica entre ela e os mais ricos. Com isso se instala a desigualdade na hora da largada.


Os mais ricos estudam em colégios particulares caros. Fazem cursinhos caros. Passam nos vestibulares para as universidades públicas e estudam de graça, isto é, à custa dos impostos pagos pelos brasileiros, ricos e pobres.

Os mais pobres estudam em escolas públicas, sempre tratadas como investimentos secundários, mal instaladas, mal equipadas, malcuidadas, com magistério mal pago e sem estímulos. Quem viveu no governo Carlos Lacerda se lembra ainda de como o magistério público do ensino básico era bem considerado, respeitado e remunerado.

Hoje, com a cidade do Rio de Janeiro devastada após a administração de Leonel Brizola, com suas favelas e seus moradores entregues ao tráfico e à corrupção, e com a visão equivocada de que um sistema de ensino depende de prédios e de arquitetos, nunca a educação dos mais pobres caiu a um nível tão baixo.


Achar que os únicos prejudicados por esta visão populista do processo educativo são os negros é uma farsa. Não é verdade! Todos os pobres são prejudicados: os brancos pobres, os negros pobres, os mulatos pobres, os judeus pobres, os índios pobres! Quem quiser sanar esta injustiça deve pensar na população pobre do País, não na cor da pele dos alunos.

Tratem de investir de verdade no ensino público básico. Melhorar o nível do magistério. Retornar aos cursos normais. Acabar com essa história de exigir diploma de curso de Pedagogia para ensinar no primeiro grau. Pagar de forma justa aos professores, de acordo com o grau de dificuldades reais que eles têm de enfrentar para dar as suas aulas. Nada pode ser sovieticamente uniformizado. Não dá!

Para aflição nossa, o projeto que o Senado vai discutir é um barbaridade do ponto de vista constitucional, além de errar o alvo. Se desejam que os alunos pobres, de todos os matizes, disputem em condições de igualdade com os ricos, melhorem a qualidade do ensino público. Economizem os gastos em propaganda. Cortem as mordomias federais, as estaduais e as municipais. Impeçam a corrupção. Invistam nos professores e nas escolas públicas de ensino básico.

O exemplo do esporte está aí: já viram algum jovem atleta, corredor, negro ou não, bem alimentado, bem treinado e bem qualificado, precisar que lhe dêem distâncias menores e coloquem a fita de chegada mais perto? É claro que não.
É na largada que se consagra a igualdade. Os pobres precisam de igualdade de condições na largada.

Foi isso o que as minhas normalistas me disseram na festa dos seus 50 anos de magistério!Com elas, foi assim.

*Sandra Cavalcanti, professora, jornalista, foi deputada federal constituinte, secretária de Serviços Sociais no governo Carlos Lacerda, fundou e presidiu o BNH no governo Castelo Branco.
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Desempenho escolar: colabore com o sucesso de seu filho.

Saber a hora de cobrar tarefas e notas ou apoiar nas dificuldades não é tarefa fácil.
Ao trabalhar com famílias, tenho observado que elas apresentam dificuldades em situações cotidianas, principalmente na tentativa de conciliar jornada de trabalho, educação dos filhos e lazer.


Quando a criança não vai bem nos estudos, na maioria das vezes os pais culpam o ambiente escolar. Prefiro refletir sobre o outro lado: o meio escolar não é o único responsável pelo baixo rendimento.


A família tem um peso muito grande por incutir na criança seus valores, crenças e ideais. Esses aspectos são passados de geração para geração e nem se faz uma reflexão a respeito, é tudo muito inconsciente.


Quando a culpa de um mau desempenho não está no ambiente escolar, o pai ou a mãe atribui a culpa ao outro, que pode ser até mesmo um amigo. Ressalto que as crenças e valores são passados pela prática do dia-a-dia. E exemplifico: “Por vezes, a mãe comenta coisas como ‘você é igual ao seu pai’, “é desligado com o irmão” e nem sempre como elogio”.

Não reconhece a individualidade do filho e ele, inconscientemente, passa a se identificar com esse pai ou irmão, já que parece não ter opção de construir sua própria identidade.

Confira as dicas para prevenir o mau desempenho escolar dos seus pequenos:


- Evite fazer os trabalhos escolares de seu filho, faça junto com ele! Do contrário, estará demonstrando que o considera sem maturidade ou inteligência suficientes, afetando sua auto-estima.


- Não aja como quem não quer que o filho cresça, superprotegendo-o o tempo todo. Ele se sentirá mal e ainda mais dependente quando se vir sem recursos para agir com espontaneidade e autonomia.


- Consulte profissionais antes de atribuir distúrbios de aprendizado a problemas neurológicos ou fisiológicos. Eles representam porcentagem pequena dentre as causas.


- Abandono total também faz mal. Dê atenção ao desempenho escolar de seu filho. Ele procura atrair a atenção do pai ou da mãe e espera reconhecimento e valorização e não um mero ‘não fez mais que sua obrigação’.


- Evite fazer comparações com a vida pregressa escolar do pai, da mãe ou de um irmão, seja para usá-los como bons ou maus exemplos.


- Se a criança ou o adolescente foi reprovado, evite ficar repetindo o tempo todo, frases como ‘não vá levar paulada de novo’ ou ‘este ano vai ser bem difícil’. Pense que este é um novo ano, fique atento e ajude no que for preciso.


- Supervisione diretamente os afazeres do filho até os 12 ou 13 anos de idade. Para os mais velhos, dê pelo menos uma conferida se as tarefas foram adequadamente realizadas.


- Se precisar ser autoritário, mande-o fazer as tarefas para depois permitir que ele se ocupe com internet, televisão ou os amigos. Esse tempo despendido deve ser controlado. - Dê mais espaço (inclusive físico) para a autonomia de seu filho de forma que possa organizar bem os estudos.


É preciso, ainda, saber como o filho está emocionalmente. Muitas vezes, a família só cobra e impõe, enquanto deveria ajudar a fazer, estimulá-lo. Fazer junto não é fazer pelo filho, mas acompanhar suas atividades e permitir que ele tenha autonomia.


Encontrei esse artigo no Blog http://cucasuperlegal.blogspot.com
da minha amiga Xênia



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TEMPO MÁGICO
(Rubem Alves)

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos a limpo". Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena
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SIMPLICIDADE
(Luís Fernando Veríssimo)

Cada semana, uma novidade. A última foi que pizza previne câncer do esôfago. Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas, peraí, não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal prá minha saúde.

Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0 km. Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.

Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas, depois, rejuvenesço uns cinco anos! Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias!

Brigar me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago!

Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano...

E telejornais... Os médicos deveriam proibir... como doem !

Caminhar faz bem, namorar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.

Acordar de manhã, arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite, isso sim, é prejudicial à saúde. E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda.

Não pedir perdão pelas nossas mancadas, dá câncer, guardar mágoas, ser pessimista, preconceituoso ou falso moralista, não há tomate ou muzzarela que previna!

Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!

Cinema é melhor prá saúde do que pipoca.
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Sonhar é o melhor de tudo
E muito melhor do que nada!

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terça-feira, 21 de julho de 2009


11 conselhos para ensinar as crianças a pensar

Diante de tantos perigos que espreitam nossos filhos, no mundo real, na internet, na TV, e como não podemos deixá-los isolados em uma redoma de vidro, a única forma de protegê-los é educando-os na liberdade e na responsabilidade. Mais que ensinar a pensar, a função dos pais deve consistir em motivar os filhos para que eles queiram pensar por conta própria.

1. O primeiro é agir de acordo com a verdade das coisas.

Ensinar os filhos a não se enganarem, a serem sinceros, a agirem com coerência. "Podemos conhecer a química cerebral que explica o movimento de um dedo, mas isso não explica por que esse movimento é usado ora para tocar piano, ora para apertar o gatilho" (Marcus Jacobson). E também que "não podemos baratear a verdade" (F. Suárez), desmerecendo seu valor, como se fosse época de liquidação.

2. Um segundo conselho é saber que "o treinamento é uma exclusividade da inteligência humana"

É preciso enriquecer a linguagem, fomentar o diálogo, o exercício mental de raciocinar, de defender uma causa, de ter argumentos para as próprias decisões, não bastando fazer apenas o que fazem os demais, tal qual "maria-vai-com-as-outras". Aprender a pensar é descobrir todo o imenso poder que a moda exerce no mundo e saber sair da jaula mental em que ela pode nos aprisionar. O livre pensador, ou simplesmente, o pensador, não deve sacrificar sua liberdade de pensamento no altar da moda. Sacrificar a verdade no altar da moda é uma das perversões mais nocivas do pensador. Entretanto, com demasiada freqüência encarceramos a razão na jaula da moda. Treinamento e cultivo, dado que "a terra que não é lavrada manterá dará abrolhos e espinhos, ainda que seja fértil. Assim acontece com o entendimento do homem" (Sta. Teresa de Jesus).

3. Já que é impossível nunca cometer erros, pelo menos, por utilidade e por dever, precisamos aprender com nossos erros.

Se queremos aprender a pensar, deveremos descobrir o mundo tão humano do erro. "Errar é humano", descobriram os antigos. O erro é o preço que o animal racional deve pagar.

4. Deliberar é a segunda etapa da vontade.

Seremos tanto mais inteligentes e livres quanto mais conhecermos a realidade, soubermos avaliá-la melhor e nos tornemos capazes de abrir mais caminhos. Seria um erro pensar, observa Leonardo Polo, que o homem inventou a flecha porque tinha necessidade de comer pássaros. Também o gato tem essa mesma necessidade e nem por isso inventou nada. O homem inventou a flecha porque sua inteligência descobriu a oportunidade que lhe oferecia um galho de árvore.

5. Manter aberta a nossa capacidade de dirigir a nossa conduta por valores pensados.

Temos que passar do regime do impulso irracional para o regime da inteligência. Mais que ensinar a pensar, a função dos pais deve consistir em motivar os filhos para que eles queiram pensar por conta própria. Com atitudes positivas, as meninas são capazes de devorar o mundo; com atitudes negativas, pensar parece algo cansativo; o agir, algo medíocre.

6. Ensinar a tomar decisões. A inteligência é a capacidade de resolver problemas vitais.

Não é muito inteligente quem não é capaz de decidir, mesmo que dentro de seu refúgio consiga resolver com desembaraço problemas de trigonometria. Se concordamos que educar é essencialmente crescer em liberdade e em responsabilidade, aprender a decidir com acerto resulta num dos aspectos-chave desta tarefa: quanto maior for a capacidade de decisão, mais liberdade se obterá.

7. Devemos recuperar e estimular, nas crianças, a sadia estratégia de perguntar continuamente.

As três perguntas fundamentais são: Que é isto? Por que é assim? Como você sabe disso? Aristóteles definia a ciência como "o conhecimento certo pelas causas". Então, habituar-se a formular por quês. Os pais devem estimular, motivar, comentar e promover o clima adequado para favorecer os hábitos intelectuais de seus filhos.

8. A inteligência que plantamos deve saber aprender, e, mais que isso, tem de frutificar aprendendo.

Formular perguntas que ajudem os filhos a ser mais reflexivos, a interrogar-se sobre o pensamento: Por que o homem pensa? Você já pensou por que se recorda das coisas? Pensamos enquanto dormimos? O que é que mais te faz pensar? Você consegue pensar em duas coisas diferentes ao mesmo tempo? Leonardo Polo define o homem como um ser que não somente soluciona problemas, mas que também os propõe. De fato, o ser humano progride propondo novos problemas e procurando solucioná-los.

9. A inteligência deve ser eficazmente lingüística.

Graças à linguagem, nós nos comunicamos tanto com os outros quanto com nós mesmos. A inteligência não se assemelha a uma coleção de fotografias, mas a um rio. Rio e inteligência "fluem". Nossa linguagem natural, a língua materna, é como um rio para o qual confluem milhares de afluentes. "A pena e a palavra são as armas do pensador" (JA Jauregui): aprender a pensar é aprender a manejar dois instrumentos do pensamento: a pena e a palavra (N.E.: o autor alude ao antigo uso de uma pena como instrumento de escrita).

10. Estimular a leitura e controlar o uso da TV.

Já que falamos do vôo da inteligência: trata-se de "ser mais inteligente que a TV" (Jiménez). Os livros "têm que ser obras que alimentem a inteligência sem deixar ressequido o coração. Ou seja, devem iluminar a mente com a verdade, e não submergi-la nas névoas da dúvida ou na obscuridade do erro" (F. Suárez).

11. Urge encontrar tempo para refletir, para pensar, o que é menos trabalhoso e mais barato do que outras necessidades que criamos para nós.

Sobre o sentido último da vida, das coisas, do ser humano, de Deus. Quando Unamuno disse que costumava ir passear com pastores de ovelhas para aprender a pensar, para desfazer-se de preconceitos e dogmas escolares, todos estranharam. Entretanto, Unamuno estava sendo sincero. Um pastor de ovelhas dispõe de tempo para pensar, para dar rédea solta à sua imaginação e, assim, desvelar novos horizontes filosóficos que não será visto nunca por nenhum outro filósofo.

Fernando Corominas dizia que é preciso "assentar" na mente e no coração dos filhos as coisas boas, antes que se instalem as más. É chegar antes, educar para o futuro. Sempre que nos abandonamos, retornamos à selva. E a selva de que falo metaforicamente é sem dúvida uma renúncia da inteligência.

Fontes:
arvo.netaciprensa - http://www.aciprensa.com/Familia/consejoshijos.htm
TRADUÇÃO: XÊNIA DA MATA- http://cucasuperlegal.blogspot.com
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Recebi esse cartão fofo do Blog Ferramenta Pedagógica. Agradeço do fundo do coração a Elis e com a permissão dela, deixo à vontade para todos que me visitarem levarem consigo e repassarem para outros amigos, afinal somos muitos e todos merecemos receber esse mimo tão carinhoso. Beijos!!!
Listo abaixo alguns blogs que visito e outros que já me conhecem e carinhosamente me seguem, para entregá-lo "pessoalmente".
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

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A todos os amigos que visitam minha página!!!!


Um beijo no
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sexta-feira, 17 de julho de 2009


Implicações das TIC´s na Educação
*Kassandra Brito de Carvalho

Muitos especialistas afirmam que "os avanços das TIC´s poderão revolucionar a pedagogia do século XXI, da mesma forma que a inovação de Gutemberg revolucionou a educação a partir do século XV" (HOLMBERG apud BELLONI, 1999, p. 55).

Entretanto, essas tecnologias não substituirão de imediato as atuais, mas provocarão mudanças profundas na forma como se constitui a dinâmica do ensino, "[...] tudo depende da pedagogia de base que inspira e orienta estas atividades: a inovação ocorre muito mais nas metodologias e estratégias de ensino do que no uso puro e simples de aparelhos eletrônicos" (BELLONI, 1999, p. 73).


Segundo Palloff ; Pratt (1999) apud Soares (2000), as novas tecnologias podem enriquecer o ato pedagógico favorecendo uma efetiva interatividade entre os agentes do processo: alunos e professores. "Concluímos a través de nuestro trabajo com el nuevo médio (internet) que la comunidad educativa - com los professores participando em igualdad de condiciones com sus alumnos -, es la chave del éxito de todo el proceso." Como já dito anteriormente, não é a tecnologia que importa, mas a filosofia educativa que empresta sentido ao uso.


Segundo Moraes (1997, p. 190), precisamos colocar o conhecimento a disposição do maior número possível de pessoas, possibilitando a criação de potencialidades comunicacionais; criando também uma atmosfera de investigação, colaboração e reflexão crítica, permitindo uma aprendizagem contínua, permanente e autônoma.


Por aprendizagem autônoma entende-se um processo de ensino e aprendizagem centrado no aprendente, cujas experiências são aproveitadas como recurso, e no qual o professor deve assumir-se como recurso do aprendente, considerando como um ser autônomo, gestor de seu processo de aprendizagem, capaz de autodirigir e auto-regular este processo. Este modelo de aprendizagem é apropriado a adultos com maturidade e motivação necessária à auto-aprendizagem e possuindo um mínimo de habilidades de estudo (BELLONI, 1999, p. 39-40).


O ato de aprender não é uma mera acumulação de conhecimentos, mas uma interação de saberes vividos em sala de aula, onde professores e alunos articulam-se pela busca do conhecimento e pelo exercício da democracia. Este exercício democrático, também de interação intelectual-social, modifica nosso modo de pensar alterando nossa base cognitiva e emocional.


Perriault apud Belloni, (p. 28, 2001) salienta que os modos de aprender dos alunos ainda são uma incógnita para a maioria dos professores. Conhecer os métodos de aprendizagem mediatizada são fundamentais para compreendermos os processos da auto-aprendizagem.


As TIC, ao mesmo tempo em que fazem grandes potencialidades de criação de novas formas mais performáticas de mediatização, acrescentam muita complexidade ao processo de mediatização do ensino/aprendizagem, pois há grandes dificuldades na apropriação destas técnicas no campo educacional e em sua "domesticação" para utilização pedagógica. Suas características essenciais - simulação, virtualidade, acessibilidade a superabundância e extrema diversidade de informações - são totalmente novas e demandam concepções metodológica muito diferentes daquelas das metodologias tradicionais de ensino, baseadas num discurso científico linear, cartesiano e positivista. Sua utilização com fins educativos exige mudanças radicais nos modos de compreender o ensino e a didática (BELLONI, 2001, p. 27).


Aprendemos em diferentes contextos e de diferentes maneiras. Possuímos estilos de aprendizagem diferentes e esse conhecimento não pode ser ignorado pelo professor. Educar para a sociedade do conhecimento é compreender que devemos investir na criação de competências considerando os estilos individuais de aprendizagem e os novos espaços de construção do conhecimento.

A busca por um equilíbrio faz com que pensemos sobre as ações pedagógicas mais democráticas que considerem os estilos de aprendizagem dos alunos, que redimensionem papeis do professor e do aluno, que revise as premissas filosóficas e epistemológicas, que orientam as ações educativas e que inclua as TIC´s como ferramenta mediadora da aprendizagem.


A utilização das TIC´s com ênfase na aprendizagem volta-se para o desenvolvimento das habilidades, expectativas, interesses, potencialidades e condição de aprender; todas essências ao processo educativo autônomo. Os alunos são estimulados a se expressarem pelas suas próprias idéias, a desenvolver a autonomia e a capacidade de se sociabilizar e construir conhecimento, o que exige um novo papel do professor.

Papel este que, ao que tudo indica, tende a ser cada vez mais mediatizado. O professor tende a ser amplamente mediatizador: como produtor de mensagens inscritas em meios tecnológicos, destinadas a estudantes a distância, e como usuário ativo e crítico e mediador entre estes meios e os alunos (BELLONI, 2001, p.27).

Para a autora, assumir esse novo papel compreende um novo desafio, o de aprender a trabalhar em equipe e penetrar em diferentes áreas disciplinares. A utilização das TIC´s focada na aprendizagem, exige funções novas e diferenciadas. "A figura do professor individual tende a ser substituída pelo professor coletivo. O professor terá que aprender a ensinar a aprender" (BELLONI apud BELLONI, 2001, p.29).


Orientadas para esses fins, as TIC´s na educação correspondem a descoberta de uma nova pedagogia. Uma pedagogia ativa que atenda as necessidades e anseios de uma sociedade que tem a comunicação como processo mediador da educação. Esses processos configuram-se por uma alfabetização áudio-visual, coletiva e interativa que de certa forma desestabilizam os processos de organização tradicionais de ensino.


Um processo educativo centrado no aluno significa não apenas a introdução de novas tecnologias na sala de aula, mas principalmente uma reorganização de todo o processo de ensino de modo a promover o desenvolvimento das capacidades de auto-aprendizagem.

Esta verdadeira revolução na prática pedagógica implica um conhecimento seguro da clientela: suas características socioculturais, suas necessidades e expectativas com relação àquilo que a educação pode lhe oferecer (BELLONI, 1999, p. 102-103).


A perspectiva das TIC´s é para que as múltiplas linguagens, em suas múltiplas vozes, amplifiquem os espaços educativos, constituindo um universo em constante processo de interação e transformação social.

A ação comunicativa dessa nova pedagogia, dialética e interativa, favorecida e potencializada pelas redes telemáticas, orienta-se numa perspectiva de desenvolvimento da capacidade crítico-reflexiva do homem, numa interação social que atenda as necessidades emergentes da nossa sociedade e que de certa forma proponha ações mais justas e democráticas. Desta forma, preocupam-se os educadores, as TIC´s na educação devem ser orientadas de forma cuidadosa a fim de reforçar a humanização do homem.


Kassandra Brito de Carvalho

*Mestranda em Educação (Unicamp-SP).

Especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação pela PUC-SP.
Pedagoga e Orientadora Educacional pela Universidade São Marcos.
Professora de Informática das Faculdades Cathedral em Boa Vista - Roraima
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Internetês muda hábitos de escrita e comunicação


Desde meados dos anos 90, muita coisa mudou nos hábitos de escrita e comunicação no mundo todo com a popularização da Internet, surgindo o “Internetês” que é uma forma de expressão grafolinguística que explodiu principalmente entre adolescentes que passam horas na frente do computador no Orkut, chats, blogs e comunicadores instantâneos em busca de interação – e de forma dinâmica.

No Brasil, cerca de 15 bilhões de usuários troca 500 milhões de mensagens por dia por meio do Messenger (MSN) – programa da Microsoft. A linguagem da comunicação on-line, o internetês, rompeu os limites a que estava restrita, invadindo a TV e até a escola.

O uso constante de computadores influencia a relação dos alunos com a escola e, em particular, a língua. De acordo com a professora e tutora do Portal Educação, Juliana Daher Sabatin, a linguagem da internet é, de fato, algo bastante moderno para muitos profissionais da educação. “Nós, professores de língua materna, precisamos buscar alternativas eficientes que consigam suprir as necessidades emergentes da tecnologia. Não se pode recriminar ao extremo, nem tampouco, liberar geral”, afirma Juliana.

Hoje, mais do que nunca, deve-se se prender mais ao ensino das variantes lingüísticas, ou seja, demonstrar ao aluno que não existe o certo ou o errado, o que existe é o uso adequado ou inadequado a certas situações. “Quando ele escreve no MSN ‘axo’ ele está empregando uma variante permitida àquele contexto, diferente de empregar ‘pq’, ‘vc’, entre outros exemplos, num momento de escrita culta, formal, como uma avaliação ou trabalho escolar”, ressalta a tutora do Portal Educação.

O contato com a Internet, com o objetivismo, pode até deixar os jovens à mercê da leitura de livros, revistas entre outros, porém, para o especialista em Educação a Distância e tutor do Portal Educação, Enderson Lara, “o maior problema da pesquisa na internet não é o imediatismo a que o aluno tem acesso, certamente, o maior problema é a falta de orientação”, declara o especialista e ainda afirma que “existe na internet uma gama de revistas científicas conceituadas, jornais com versão on-line, artigos de autores de destaque e até livros divulgados para leitura na íntegra”.

Para o tutor, os alunos são muitas vezes “taxados” como plagiadores (Ctrl C e Ctrl V), mas os educadores não orientam os estudantes a leituras direcionadas. “O banco de dados existente na internet é de uma riqueza sem tamanho, e eu não vejo essa riqueza como concorrente dos livros e revistas impressas e, sim, como complemento da leitura e mais, esse banco de dados poderia se tornar um aliado da educação, o que falta é o conhecimento dessas informações pelos professores, para que os mesmos possam orientar seus alunos no momento de fazerem suas pesquisas”, complementa.

O aluno instigado e motivado à pesquisa, ao debate e ao estudo, certamente produz e traz resultados. Diferentemente ocorre quando o professor leva o aluno à sala de tecnologia e produz uma aula muito inferior aos conhecimentos daquele aluno, ou não tem domínio das ferramentas tecnológicas, ou pior ainda, não planeja aula nenhuma, deixa correr “solto”. Juliana Sabatin diz que “a não adaptação dos professores às novas formas de ensino e a intolerância ao vocabulário da internet, só faz a retardar os avanços tecnológicos na educação”, conclui a tutora.

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